terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Vacina Contra Hepatite B


Historicamente a vacina contra hepatite B foi desenvolvida a partir de plasma de doadores contendo o vírus B, sendo que o mesmo era inativado durante o processo de fabricação da vacina. A do tipo francesa era inativada pela formalina diluída a 1/4.000, durante 48 horas a 30ºC e para a norte americana, era utilizada a formalina a 1/4.000, durante 72 horas a 36ºC. Ambas eram finalmente adsorvidas em hidróxido de alumínio. O modo de preparo era suficiente para inativar quaisquer vírus presentes no sangue humano, inclusive os vírus HIV, responsáveis pela Síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS).

Atualmente, por meio da engenharia genética, é possível fazer a identificação e a clonagem molecular do genoma do vírus (HBsAg), tornando possível a produção de uma nova vacina. Esta vacina, DNA recombinante, possui 20µg de HBsAg por dose, sendo adsorvida em hidróxido de alumínio devendo ser conservada em geladeira entre +2 e +8ºC. Estudos comparativos entre a vacina derivada de plasma e a vacina DNA recombinante mostraram que a qualidade dos anticorpos produzidos tanto do ponto de vista de afinidade quanto de especificidade é semelhante.

A idade para vacinação, de acordo com o Programa Nacional de Imunizações de 1998, é a partir do nascimento. As doses preconizadas dependem do laboratório produtor. Para os menores de 20 anos: 5 ou 10 microgramas (0,5ml); para pessoas com idade igual ou superior a 20 anos: 10 ou 20 microgramas (1,0ml).

O esquema preconizado para os recém-nascidos é de três doses, sendo a primeira ao nascer, a segunda dose 30 dias após e a terceira seis meses após a primeira dose (esquema 0, 1 e 6 meses). Salienta-se os intervalos mínimos a serem observados: a) para a segunda dose: um mês após a primeira; b) para a terceira dose: dois meses após a segunda, desde que o intervalo de tempo decorrido a partir da primeira dose seja, no mínimo de 6 meses.

O esquema de vacinação para indivíduos adultos consiste na aplicação por via intramuscular de três doses, contendo 10 microgramas de antígeno víral (HBsAg) por dose. O intervalo entre a primeira e a segunda dose é de um mês e entre a primeira e a terceira, de seis meses. A vacina também está indicada para todos os doentes submetidos à hemodiálise, hemofílicos, homossexuais, cônjuges de doentes HBsAg positivos, toxicômanos, pessoal médico, dentistas e paramédicos, funcionários em contato com sangue e derivados.

Os indivíduos que serão submetidos à vacinação deverão ser previamente triados quanto à presença de anticorpos do tipo anti-HBsAg e do antígeno HBsAg em seus soros. Os indivíduos com sorologia positiva para o anti-HBsAg, devido à imunidade presente, estão dispensados da vacina. Os portadores crônicos de HBsAg também, pois não respondem a este estímulo antigênico. Os doentes em hemodiálise devem ser submetidos ao mesmo esquema de vacinação, porém devem receber doses de inócuo acima de 20 microgramas por dose aplicada.

Para a prevenção da transmissão vertical, ou seja, os recém-nascidos de mães HBsAg positivas devem ser vacinados imediatamente após o parto (nas primeiras 12 horas) nas doses acima preconizadas, associadas à imunoglobulina específica contra hepatite B (IGHB 0,5 ml intramuscular). Ambas, vacina e imunoglobulina, podem ser administradas simultaneamente, porém em locais de aplicação diferentes. Se não se dispuser da imunoglobulina deve-se aplicar a vacina imediatamente. Estas crianças devem receber uma dose de reforço da vacina no primeiro e no sexto mês de vida. Após isto, deve-se testar a presença do HBsAg e do anti-HBsAg. O HBsAg positivo indica falha terapêutica. O anti-HBsAg positivo indica sucesso vacinal.

Nos indivíduos normais e vacinados com o esquema proposto, cerca de 95% apresentam anticorpos protetores do tipo anti-HBsAg após a terceira dose da vacina. Nos indivíduos debilitados e imunossuprimidos a porcentagem de anticorpos produzidos é variável.

A via de aplicação deve ser de preferência a intramuscular, no músculo vasto lateral da coxa em crianças menores de dois anos de idade, ou no deltóide, acima dessa faixa etária. A vacina não deve se aplicada na região glútea. Em pacientes com graves tendências hemorrágicas, a vacina pode ser administrada por via subcutânea - caso se utilize a via intramuscular, a aplicação deve-se seguir de compressão local com gelo.

Os efeitos colaterais são raros, porém os mais freqüentes são dor local, febre, induração e fadiga. A única contra-indicação é a ocorrência de reação anafilática após a aplicação da dose anterior.

Fonte: vacinas.org.br

Vacina Contra Hepatite A


Os vírus da hepatite A são cultivados em fibroblastos humanos, a seguir são concentrados, purificados e inativados por formaldeído. Devem ser conservadas em geladeira entre +2 e +8º C, não devendo ser congeladas. São utilizadas três cepas virais, de acordo com o fabricante, a saber: HM175, CR326F e GBM. Todas, após inativação, são adsorvidas em hidróxido de alumínio. Nenhuma delas contém antibióticos como preservantes. As doses preconizadas, para os indivíduos entre 2 e 18 anos de idade, são de 0,5 ml pela via intramuscular, com dois reforços a saber: um mês e 6 a 12 após a primeira dose. Para os pacientes com mais de 18 anos deve ser aplicada em dose única, 1 (um) ml da vacina pela via intramuscular, com um reforço cerca de 6 a 12 meses após.

Esta vacina está indicada para todas as crianças acima de 2 anos de idade, para os viajantes de zonas endêmicas da doença, indivíduos que trabalham com o vírus em laboratório, militares, homossexuais, usuários de drogas e para os pacientes contaminados com o vírus da hepatite C. É uma vacina bastante eficaz, mantendo níveis de anticorpos por mais de 20 anos. Até o presente momento é contra-indicada para crianças com menos de 2 anos de idade e para àquelas que desenvolveram hipersensibilidade às doses anteriores.

As reações adversas graves não têm sido relatadas. As mais comuns são dor local, rubor, enduração. Em menos de 5% dos casos observou-se febre, diarréia, vômitos e fadiga. A cefaléia foi observada em 16% dos adultos e em 9% das crianças. As vacinas com vírus vivos atenuados também estão disponíveis, porém encontram-se ainda em testes, uma vez que poderá haver reversão do vírus atenuado para a forma selvagem.

Fonte: vacinas.org.br

Coordenação Estadual de DST/AIDS


Av. Pedro Teixeira, 25
Bairro: Dom Pedro
CEP: 69040-000
Fone: 9Fax) 2127-3532 / 2127-3531 / 2127-3559

Email: dstaids.am@hotmail.com

Páginas relacionadas: Fundação de Medicina Tropical do Amazonas
Governo do Estado do Amazonas
Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas


Coordenador:
Dr. Noaldo de Oliveira Lucena

Autoridades sanitárias notificam 278 novos casos do HIV/Sida

Kuito - Pelo menos 268 novos casos de HIV/Sida foram notificados em 2009, na província do Bié, pelas autoridades sanitárias locais, segundo informou hoje, no Kuito, o supervisor de luta contra a enfermidade, Adelino Camato.

O responsável sublinhou que, em relação ao ano de 2008, houve um aumento de mais seis novos casos, situação que tem preocupado as entidades governativas da província.
No mesmo período foram registados 56 mortes causadas pela mesma endemia, entre as vítimas mortais as autoridades sanitárias no Bié registaram 41 adultos e 15 crianças, respectivamente.

De acordo com o supervisor, na mesma época foram realizados de 13 mil 148 testes nos Centros de Aconselhamento e Testagem Voluntários (CATV), instalados nos postos médicos, maternidades, centros maternos infantis a nível da província.
Admitiu que o surgimento de novos casos tendem aumentar cada vez mais nesta parcela do país, devido a circulação de pessoas e bens, assim como a concentração de alguns cidadãos estrangeiros que desenvolvem actividades comerciais, associando-se a sensibilização sobre o modo de prevenção e de tratamento da doença desenvolvida pelo sector de saúde, bem como a instalação dos "CATVs" em todos os municípios.

Referiu que o executivo local também está a empreender grande esforço no sentido de instalar CATVs em todas sedes comunais da província, de forma que os cidadãos conheçam o seu estado serológico a partir da zona onde residem, acrescentando que, estão já controlados no Bié 14 Centros de Aconselhamentos e Testagem Voluntárias.

Frisou que para reduzir o surgimento de novos casos do Sida e outras infecções de transmissão sexuais, as autoridades sanitárias locais vão este ano intensificar as palestras de sensibilização junto das comunidades, assim como os debates radiofónicos.

Fonte: portalangop

Prostitutas distribuirão camisinhas nos prostíbulos durante o Carnaval

FMS garante o repasse dos vales transportes. Serão distribuídos 7.700 preservativos.


Parceria entre a Fundação Municipal de Saúde (FMS) e a Associação das Prostitutas do Piauí (Aprospi) vai envolver profissionais do sexo nas ações de combate às doenças sexualmente transmissíveis durante o carnaval. Um grupo de 15 mulheres vai distribuir preservativos masculinos e femininos nos prostíbulos de Teresina.


A FMS fornecerá vale-transporte para o deslocamento do grupo, assim como todo o material a ser distribuído e capacitação. Além de distribuir o material, o grupo faz também o trabalho de sensibilização tanto das pessoas que vivem nos prostíbulos quanto dos freqüentadores.


De acordo com o coordenador de DST/Aids da FMS, Kledson Augusto, trata-se de ação rotineira, que ocorre durante todo o ano, mas que será intensificada no período carnavalesco. Normalmente, a FMS fornece, por mês, 450 vales transporte, cerca de 7.200 preservativos masculinos e 500 femininos, e 300 pacotinhos de gel. A parceria entre a FMS e a Aprospi, que já existe desde 2006, como parte das ações preventivas desenvolvidas pelo órgão, através da Coordenação de DST/Aids, possibilitou a execução de um projeto denominado Mutirão da Saúde.


Através desse projeto, é feita uma avaliação periódica dos homens e mulheres que vivem do sexo.A avaliação não se restringe somente às DSTs e Aids, consideradas de maior risco entre os profissionais do sexo. Eles são avaliados também em relação a hipertensão, diabetes, doenças do coração e outras. Caso apresentem algum problema de saúde, as pessoas são encaminhadas aos hospitais da rede pública municipal para tratamento e acompanhamento pela FMS.


Da Redação
redacao@cidadeverde.com

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Saiba mais sobre as doenças sexualmente transmissíveis

Quais são os números das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) no Brasil e no mundo?
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que ocorram, no mundo, cerca de 340 milhões de casos por ano. Nessa estimativa, não estão incluídos os casos de herpes genital e HPV. Os números são alarmantes. Uma pesquisa recente realizada pelo Ministério da Saúde sugere que mais de 10,3 milhões de brasileiros já tiveram algum sinal ou sintoma de uma DST. Desse total, cerca de 18% dos homens e 11,4% das mulheres não buscaram atendimento médico. Os problemas causados pelas DSTs podem aumentar em até 18 vezes as chances de contrair o vírus da aids (HIV). No Brasil, as estimativas de infecções de transmissão sexual na população sexualmente ativa são:
— Sífilis: 937 mil
— Gonorreia: 1,5 milhão
— Clamídia: 1,9 milhão
— Herpes genital: 640 mil
— HPV: 685 mil
Quais as DSTs mais comuns?
As DST são tidas como um grave problema de saúde pública, por afetarem muitas pessoas. Além disso, os sinais e sintomas são de difícil identificação. Uma das principais preocupações relacionadas às DSTs é o fato de facilitarem a transmissão sexual do HIV. Um grande número de infecções é transmitido predominantemente ou exclusivamente por contato sexual. Vários estudos mostram que as DSTs afetam pessoas de ambos os sexos, de todas as raças e de todos os níveis sociais.
Muitos dos casos são epidêmicos, incluindo gonorreia (uretrite gonocóccica), infecção da uretra não causada pela gonorreia (uretrite não gonocóccica), herpes genital, condiloma, escabiose e infecções na uretra e na vagina causadas por bactérias e fungos.
Além dessas doenças epidêmicas, podemos incluir a sífilis, o chato (pediculosis pubis), infecção vaginal e outras. Aids e hepatite B são transmitidas pelo contato sexual, mas também também de outras formas.
Quanto à gravidade, doenças como aids, sem uma vacina ou cura até o momento, hepatite B, que pode se tornar uma doença crônica levando à insuficiência hepática, e sífilis, que se não tratada pode apresentar um quadro neurológico grave, representam, ainda nos dias de hoje, grandes desafios.
Quais os sintomas de uma DST?
As DSTs são causadas por vários tipos de agentes. São transmitidas, principalmente, por contato sexual sem o uso consistente da camisinha, seja feminina, seja masculina, com uma pessoa que esteja infectada e, geralmente, se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas. Algumas são de fácil tratamento e rápida resolução. Outras têm tratamento mais difícil ou podem persistir ativas, apesar da sensação de melhora.
Mulheres, em especial, devem ser bastante atenciosas, já que, em diversos casos de DST, não é fácil distinguir os sintomas das reações orgânicas comuns de seu organismo. Isso exige da mulher consultas periódicas ao médico. Algumas DST, quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para complicações graves, como a hepatite B. Outras DSTs (aids e sífilis) também podem ser transmitidas da mãe infectada para o bebê durante a gravidez, o parto ou a amamentação.
O tratamento melhora a qualidade de vida, interrompe a cadeia de transmissão e também diminui o risco de transmissão do HIV/Aids, pois as feridas nos órgãos genitais favorecem a entrada do vírus.
Existe um grupo de risco para as DSTs?
Atualmente, podemos concluir que a multiplicação dos grupos de risco para aquisição de DST/aids faz com que praticamente toda a população sexualmente ativa possa se contagiar. Além disso, acredita-se que o termo “grupo de risco”, além de discriminatório, está desatualizado, e que as chances de infecção são relacionadas mais ao comportamento do que à opção sexual. Desta forma, faz-se necessário substituir o “grupo de risco” para “comportamento de risco” ao se avaliar as chances de contaminação.
Fora a área genital, os sinais podem aparecer em outras regiões do corpo?
Apesar das doenças venéreas se manifestarem na genitália externa, elas podem atingir a próstata, o útero, os testículos e outros órgãos internos. Algumas dessas infecções causam apenas irritação local, coceira e leve dor. A gonorreia e a clamídia podem causar infertilidade em mulheres.
Quais delas causam graves consequências no organismo da mulher ou do homem?
Assim como qualquer doença, as DSTs, quando não tratadas, podem levar a consequências sérias. Por exemplo, um HPV pode originar uma câncer de pênis no homem e câncer de colo de útero na mulher. Algumas uretrites mais graves podem levar a uma estenose da uretra (canal por onde passa a urina), sífilis pode originar consequências neurológicas graves, assim como promover o aparecimento de lesões genitais, que podem levar a cicatrizes e deformidades no corpo do pênis.
Pais infectados podem transmitir a doença para seus filhos?
As DSTs, quando acometem gestantes, podem atingir o feto durante seu desenvolvimento, causando-lhe lesões. Podem, também, provocar aborto, determinar uma gravidez ectópica (fora do útero) ou, ainda, causar o nascimento de crianças com graves malformações. Durante o parto, podem atingir o recém-nascido, causando doenças nos olhos e nos pulmões, entre outros problemas.
Quais são os tratamentos mais modernos?
Apesar de os tratamentos para as DST’s, hoje em dia, serem baseados no antibiótico, devem-se adotar medidas que visem não só ao tratamento da infecção clínica como à remoção das lesões em muitos pacientes. Nenhum dos tratamentos disponíveis é superior aos outros; e nenhum tratamento será o ideal para todos os pacientes nem para todas as lesões, ou seja, cada caso deverá ser avaliado para que se tenha a conduta mais adequada.
Outras medidas são necessárias para um melhor resultado: ênfase na adequada higiene, geral e genital, tratamento de patologias associadas, em especial infecções genitais, investigação e tratamento das parcerias e parceiros sexuais e abstenção das relações sexuais durante o período de tratamento. O uso regular de preservativos é fundamental paraa todos os portadores ou não de DST.

Fonte: Oskar Kaufmann, urologista, especialista em cirurgia robótica em urologia

Blog do vida

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Cresce o número de meninas portadoras do vírus HIV


Evandro Enoshita
Do Diário do Grande ABC

Há dois anos, para cada dez meninas entre 13 e 19 anos que se descobriam portadoras do vírus HIV, existiam oito meninos. No ano passado, essa proporção passou para seis adolescentes do sexo masculino a cada dez do feminino.

É de olho nesse aumento do índice de jovens contaminadas pelo HIV que o Ministério da Saúde irá focar a campanha publicitária de prevenção à Aids do Carnaval deste ano na faixa etária entre 13 e 19 anos - a única, entre adolescentes e adultos, em que o número de mulheres contaminadas supera o de homens.

Segundo o chefe da unidade de vigilância epidemiológica do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Gerson Fernando Pereira, a explicação para esses números está ligada à descoberta da sexualidade.

"Observamos que as mulheres estão se iniciando na vida sexual cada vez mais cedo. E, principalmente nessa faixa etária (de 13 a 19 anos), elas têm pouco poder de convencimento para fazer com que o parceiro use um preservativo, ficando muito vulneráveis ao contágio", observa.

Para Pereira, as campanhas publicitárias da Pasta - que neste ano irão enfocar a importância de se realizar testes de Aids - combinam-se a outras ações realizadas pelo ministério ao longo do ano. "Acredito que exista muita falta de informação. Por isso, além das campanhas publicitárias, procuramos orientar constantemente os profissionais da área da Saúde no País", completa.

Doença morta - Na opinião do médico infectologista e chefe do ambulatório de referência de moléstias infecciosas da Unidade de Saúde Vila Guiomar, em Santo André, Humberto Barjud Onias, além do problema da baixa capacidade de argumentação das adolescentes, existe o fato de muitos jovens encararem a Aids como uma "doença morta".

"Já não se veem mais pessoas famosas morrendo em consequência da contaminação pelo vírus HIV. Com isso, as pessoas acreditam que não se pega mais essa doença e se tornam negligentes. Acredito que os adolescentes da década passada eram muito mais preocupados em relação à Aids do que os dessa geração", comenta Onias.

O Ministério da Saúde registrou 11,5 mil mortes no Brasil em 2008 em decorrência da Aids. Destas, 3.100 foram notificadas no Estado de São Paulo.

‘É preciso trabalhar a aceitação da doença'', afirma psicóloga
Deprimidos, negando a doença e até esperando um milagre divino. É assim que muitos jovens chegam à porta da sala da psicóloga Vera Lucia Mencarelli, no Ambulatório de Moléstias Infecciosas da Unidade de Saúde Vila Guiomar - referência para o tratamento de Aids em Santo André -, após serem confrontados com a notícia de que são portadores do vírus HIV.

"É preciso trabalhar para que o jovem passe a aceitar a doença, ao mesmo tempo em que ele desfaz ideias fantasiosas sobre a Aids, como a de que ele irá morrer rápido. A figura de Cazuza ainda é muito emblemática", afirma Vera Lucia.

Segundo ela, esse processo de aceitação inclui muitas vezes a revelação da doença à família, ou, em alguns casos, em assumir a homossexualidade.