terça-feira, 13 de novembro de 2012
Aids, leia antes de escrever
Data de Publicação 01/01/03
Descrição Guia Prático para Profissionais de comunicação - Glossário com termos ligados à aids, e esclarecimentos técnicos aos profissionais de comunicação.
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Guia de tratamento clínico da infecção pelo HIV em crianças - 2000
INTRODUÇÃO
A compreensão sobre a dinâmica viral e celular na infecção pelo HIV, ao lado do desenvolvimento de novas classes de drogas, propiciaram reformulação na terapêutica anti-retroviral, resultando no advento do tratamento combinado com duas ou mais drogas.
Esses avanços levaram a alteração na história natural da doença, proporcionando menor morbi-mortalidade. Essa reformulação foi também baseada em estudos internacionais que evidenciaram ser tal estratégia de maior eficácia na redução da replicação viral.
Apesar dos benefícios da terapêutica anti-retroviral, esta deve ser usada criteriosamente, devendo-se analisar, com cuidado, cada caso; do contrário, estaremos correndo o risco da indução de resistência aos anti-retrovirais disponíveis.
Um fator fundamental para a eficácia do esquema terapêutico é a adequada adesão ao tratamento por parte da criança e responsáveis. Tal questão deve ser considerada quando da individualização do esquema prescrito. Na escolha do regime anti-retroviral, devem ser considerados os principais fatores que influenciam na adesão: (1) disponibilidade e palatabilidade da formulação; (2) impacto do esquema terapêutico na qualidade de vida, incluindo número de medicamentos, freqüência de administração e necessidade de ingestão
com ou sem alimentos; (3) habilidade dos responsáveis na administração de regimes complexos; e (4) potencial de interação com outras drogas. Recomenda-se, dentro das possibilidades de cada serviço, a formação de Grupos Multidisciplinares de Adesão.
Sabe-se, pela história natural da aids pediátrica, que a evolução varia desde crianças rapidamente progressoras até não-progressoras. Múltiplos são os fatores que contribuem para os diferentes padrões de progressão da doença em crianças, incluindo época da infecção, genótipo e fenótipo viral, carga viral, resposta imune e constituição genética individual. Portanto, acompanhamento clínico, avaliação imunológica e virológica seriados são fundamentais para avaliar o prognóstico e orientar decisões terapêuticas.
Novas drogas adicionadas ao arsenal terapêutico pediátrico como nevirapina, efavirenz, abacavir, amprenavir e indinavir apresentam experiência limitada na população
pediátrica e, portanto, devem ser usadas com critérios bem estabelecidos, com especial atenção a potenciais e graves efeitos adversos.
A mensuração da carga viral constitui parâmetro fundamental para o monitoramento da eficácia do tratamento. Entretanto, somente para crianças com idade superior a 30 meses a carga viral pode ser utilizada como um dos parâmetros que orientam o início da terapia anti-retroviral.
Considerando a necessidade de incorporar novos fármacos e de atualizar as novas indicações e esquemas de terapia anti-retroviral ao Guia de Tratamento da Infecção pelo HIV em Crianças, a Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids, do Ministério da Saúde realizou, em Brasília, reunião do Grupo Assessor da Terapia Antiretroviral em Crianças, para promover a revisão deste documento, cujo resultado apresentamos ao leitor.
Ressalte-se que o objetivo fundamental do presente texto é servir como guia terapêutico. Recomenda-se, assim, que o médico consulte outras fontes para a compreensão de todos os aspectos envolvidos nos cuidados necessários a crianças infectadas pelo HIV.
Controle de infecções e a prática odontológica em tempos de AIDS - Manual de condutas

APRESENTAÇÃO
A Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids e a Área Técnica de Saúde Bucal do Ministério da Saúde vêm trabalhando em parceria, na perspectiva de atualizar o cirurgião-dentista e a sua equipe para o
tratamento integral das pessoas portadoras do vírus da imunodeficiência humana (HIV), agente infeccioso causador da aids.
A gravidade da doença, as formas de transmissão do vírus e a sua prevenção, e o tratamento odontológico de pacientes HIV-positivos, além da própria dinâmica da epidemia e suas conseqüências psicossocioculturais, exigem do profissional um nível de capacitação e atualização técnica pautado na constante revisão de conhecimentos, atitudes e práticas que envolvam aspectos técnico-científicos e clínicos, ético-profissionais e de cidadania.
Complementarmente à preparação do odontólogo em HIV/aids, também é necessária a formação e orientação de equipes de saúde bucal dedicadas ao atendimento destes pacientes.
Entretanto, uma dedicação especial ao portador do HIV/aids não implica na sua atenção exclusiva, muito menos na elaboração de um manual que o discrimine, em detrimento da assistência a pessoas não-portadoras de doenças infecto-contagiosas. A sua abordagem reflete a legítima preocupação com as questões de biossegurança afeitas ao exercício profissional, relevadas ao nível de prioridade na proteção da saúde do cirurgião-dentista, sua equipe e seus pacientes, soropositivos ou não.
Outrossim, observamos que os centros de atendimento ao paciente HIV/aids não são muitos, e ainda não se faz sentir a incorporação ao currículo das nossas faculdades de conteúdos específicos em aids e odontologia. Este documento, que temos a honra de apresentar, certamente inaugurará o espaço para a mudança dessa realidade.
Sônia Maria Dantas de Souza
Área Técnica de Saúde Bucal
Paulo R. Teixeira
Coordenação Nacional de DST e Aids
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Manual de Assistência Psiquiátrica em HIV/AIDS
Conhecendo a aids
1.O que é a aids?
Aids - Síndrome de Imunodeficiência Adquirida.
É uma síndrome infecciosa crônica, causada por um retrovírus, que se caracteriza pela progressiva destruição do sistema imunológico humano, comprometendo especialmente a imunidade do tipo celular. Tal acometimento é tão intenso que predispõe os infectados, gradativamente, a uma enorme diversidade de infecções oportunistas, as quais com freqüência podem ter um êxito letal.
2.Quando surgiu a aids?
Como é de conhecimento de toda a comunidade científica, esta doença infecciosa e transmissível, foi identificada inicialmente nos Estados Unidos da América, mais precisamente nas cidades de São Francisco e Nova York, no ano de 1981. Após ampla investigação epidemiológica, acredita-se hoje que esta retrovirose humana é originária do continente africano, provavelmente tendo como ancestral genético o SIV (Vírus da Imunodeficiência de Símios).
O Centro de Controle de Doenças de Atlanta identificou tal síndrome, pela observação da ocorrência de doenças indicativas de imunodeficiência em adultos jovens, que não eram portadores de outras patologias que pudessem explicar tamanha imunossupressão.
Exemplos típicos destas doenças eram a candidíase oral e invasiva, a Pneumonia por P. carinii e o Sarcoma de Kaposi, que se apresentava com um comportamento agressivo, acometendo inclusive órgãos internos, distintamente da neoplasia benigna que se conhecia em idosos da região do Mediterrâneo. Além disso, diversos sinais e sintomas, como adenomegalia, perda de peso, diarréia crônica e febre prolongada estavam presentes e se sobrepunham, ainda, uma grande diversidade de intercorrências infecciosas, definindo um quadro clínico até então, totalmente desconhecido. Inicialmente os grupos sociais mais atingidos nos Estados Unidos da América e na maioria dos outros continentes foram os homossexuais masculinos, no entanto, em pouco tempo, surgiram casos registrados entre usuários de drogas injetáveis, receptores de sangue, heterossexuais de ambos os sexos e de crianças de várias idades, compondo assim um cenário epidemiológico bastante complexo.
A epidemia se expandiu rapidamente por todo o mundo, mostrando diferenças nos perfis de transmissão em diversas regiões, fato este provavelmente determinado tanto por fatores biológicos como sócio-culturais. Considera-se a aids uma pandemia que acomete milhões de pessoas e contabiliza um enorme número de mortes.
*Médico Sanitarista, Mestre em Saúde Coletiva, Médico Infectologista do Centro de Referência e Treinamento de Aids- SP
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Consenso sobre terapia anti-retroviral para crianças infectadas pelo HIV - 1999
INTRODUÇÃO
A compreensão sobre a dinâmica viral e celular na infecção pelo HIV, ao lado do desenvolvimento de novas classes de drogas, propiciaram uma reformulação na terapêutica anti-retroviral, resultando no advento do tratamento combinado com duas ou mais drogas. Esses avanços levaram a uma alteração na história natural da doença, propiciando uma menor morbi-mortalidade. Essa reformulação foi também baseada em estudos internacionais que evidenciaram ser tal estratégia de maior eficácia na redução da replicação viral.
Apesar dos benefícios da terapêutica anti-retroviral, esta deve ser usada criteriosamente, devendo-se analisar, com cuidado, cada caso; do contrário, estaremos correndo o risco da indução de resistência aos anti-retrovirais disponíveis..
Um fator fundamental para a eficácia do esquema terapêutico é a adequada adesão ao tratamento por parte da criança e responsáveis. Essa questão deve ser considerada quando da individualização do esquema prescrito. Na escolha do regime anti-retroviral, devem ser considerados os principais fatores que influenciam na adesão: (1) disponibilidade e palatabilidade da formulação; (2) impacto do esquema terapêutico na qualidade de vida, incluindo número de medicamentos, frequência de administração e necessidade de ingestão com ou sem alimentos; (3) habilidade dos responsáveis na administração de regimes complexos; e (4) potencial de interação com outras drogas.
Sabe-se, pela história natural da aids pediátrica, que a evolução varia desde crianças rapidamente progressoras até não progressoras. Múltiplos são os fatores que contribuem para os diferentes padrões de progressão da doença em crianças, incluindo época da infecção, genótipo e fenótipo viral, carga viral, resposta imune e constituição genética individual. Portanto, acompanhamento clínico, avaliação imunológica e virológica seriados são fundamentais para avaliar o prognóstico e orientar decisões terapêuticas.
Novas classes de drogas, como os inibidores da transcriptase reversa não nucleosídeos, apresentam experiência limitada na população pediátrica, e portanto, a sua indicação deve seguir critérios bem estabelecidos. No momento, dentre esses fármacos, somente nevirapina e efavirenz foram, recentemente, licenciados para uso em crianças pelo Food and Drug Administration.
A mensuração da carga viral constitui, em adulto, um parâmetro fundamental para indicação do início da terapêutica anti-retroviral, bem como para o monitoramento da eficácia do tratamento. Contudo, nas crianças, ainda não estão bem fundamentados os valores de carga viral para início da terapia.
Considerando a necessidade de incorporar novos fármacos e de atualizar as novas indicações e esquemas de terapia anti-retroviral ao Guia de Tratamento da Infecção pelo HIV em Crianças, a Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS do Ministério da Saúde realizou, em Brasília, uma reunião do Grupo Assessor da Terapia Anti-retroviral em Crianças, para promover a revisão deste documento, cujo resultado apresentamos ao leitor.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Guia de Tratamento Clínico da Infecção Pelo HIV em Crianças - 1998
É com satisfação que o Ministério da Saúde publica o "Guia de Tratamento Clínico da Infecção pelo HIV em Crianças".
Este guia é dirigido aos profissionais de saúde que acompanham os pacientes infectados pelo HIV e tem por objetivo orientar as condutas para o tratamento anti-retroviral e das manifestações associadas à infecção pelo HIV. As recomendações contidas neste guia foram normatizadas por meio da Portaria nº 874/MS, de 3 de julho de 1997, em cumprimento das disposições da Lei nº 9.313, de 13 de novembro de 1996.
Esperamos que estas informações constituam-se em mais um instrumento que colabore para o atendimento com qualidade do paciente.
Pedro Chequer
Coordenador Nacional de DST e Aids
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Imagens de casos clínicos de DST
Apresentação
As Doenças Sexualmente Transmissíveis são consideradas atualmente o principal fator de facilitação da transmissão do HIV, o vírus da aids. Por esse motivo, o atendimento adequado dos portadores de DST e de seus parceiros sexuais é, além de uma atividade assistencial da maior relevância, uma das mais importantes ações de prevenção primária da transmissão do HIV.
A principal estratégia estabelecida para o controle das DST, e consequentemente do HIV, no Brasil, é a disponibilização de serviços assistenciais acessíveis e resolutivos para portadores de DST. O primeiro passo para o alcance desse objetivo é o treinamento dos profissionais de saúde, para que possam fazer um atendimento adequado de todos os portadores de DST, entendendo-se por atendimento adequado: pronto atendimento, diagnóstico sindrômico, coleta de material para a realização do diagnóstico etiológico, tratamento imediato, aconselhamento, orientação, promoção e entrega de preservativos, oferecimento de teste anti-HIV, agendamento do retorno, oferecimento de consulta para parceiro(a), notificação do caso.
Com o objetivo de municiar os profissionais responsáveis por ensino, capacitação, treinamento ou aprimoramento em DST com imagens de casos clínicos das DST mais comuns em nosso País, a Coordenação Nacional de DST e Aids edita este conjunto de diapositivos acompanhados de um roteiro contendo as principais características do quadro clínico, a identificação da patologia, ou patologias, com sua fase evolutiva, e alguns comentários que julgamos pertinentes e dignos de serem ressaltados, no momento da sua apresentação.
PEDRO CHEQUER
Coordenador
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