quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Mobilização do Ministério da Saúde realizada durante o carnaval



Durante os quatro dias de carnaval, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da folia para alertar aos foliões sobre a prevenção e a conscientização das DST/AIDS. O ministro esteve no Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Recife e Olinda, onde acontecem as principais festas de carnaval do país.
O tema da campanha 2013 do Ministério da Saúde é A vida é melhor sem AIDS. Proteja-se! Use sempre a camisinha, e chama a atenção da população sexualmente ativa (15 a 49 anos) para o uso do preservativo na hora da relação sexual.



Pesquisas do MS mostram uma redução no uso da camisinha em todas as faixas etárias, de 58% para 49% nas relações com parceiros casuais. Lutando contra isso, o Ministério distribuiu cerca de 73 milhões de preservativos durante o carnaval. Em 2011, foram identificados 38,7 mil casos novos no Brasil. Estima-se que cerca de 530 mil pessoas vivam com o HIV e AIDS, sendo que 135 mil nunca realizaram o teste.
Fique Sabendo – A mobilização de incentivo ao teste de AIDS, conhecida como “Fique Sabendo”, tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da realização do exame. Este ano ela esteve em várias cidades e os foliões tiveram a oportunidade de realizar o teste para HIV, sífilis e hepatites B e C. A ação pretende aumentar o acesso da população à prevenção e ao diagnóstico oportuno, garantindo o direito à saúde, com sigilo e confiabilidade. Nas tendas as pessoas também receberam camisinhas, gel lubrificante e material informativo sobre essas doenças. O Fique Sabendo funciona o ano inteiro em ambulatórios, Unidades Básicas de Saúde e Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).





Os jovens gays de 15 a 24 anos são o principal foco da campanha do Ministério da Saúde para o carnaval deste ano, porque, de 1998 a 2010, o percentual de casos na população homossexual de 15 a 24 anos subiu 10,1%. O conceito da campanha é: “Na empolgação pode rolar de tudo. Só não rola sem camisinha. Tenha sempre a sua”A grande novidade do carnaval deste ano é um pôster dirigido às travestis. É primeira vez que o Ministério da Saúde apresenta um material específico para esse público na campanha de carnaval. Outros dois pôsteres direcionam-se aos jovens gays e à população heterossexual. 


Durante o carnaval de Salvador foram realizados 1.512 testes rápidos para detecção de HIV, Sífilis, Hepatites B e C nos três postos da campanha Fique Sabendo Desse total, foram registrados seis diagnósticos positivos para HIV, 20 para sífilis e quatro reagentes para hepatite C.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Camisinha, sempre a melhor opção

Para se proteger das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), a informação é indispensável. Saber com quem se relaciona, como se prevenir e identificar os sintomas pode ajudar a evitar essas doenças que, se não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem causar câncer, infertilidade e até a morte.

Feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas são sinais que indicam a hora de procurar um médico. No entanto, algumas doenças, como a clamídia, podem não apresentar sintomas, o que requer ainda mais atenção e orientação com um especialista.

Ao sinal do primeiro sintoma, é importante avisar o parceiro e orientá-lo a buscar tratamento para evitar a contaminação de outras pessoas. Além disso, o médico é o único que pode ajudar então a pessoa não deve ter vergonha de procurá-lo em busca de esclarecimento e orientação.

Além da transmissão pela relação sexual, doenças como a AIDS e a sífilis podem ser transmitidas pela mãe infectada - sem tratamento - para seu filho durante a gestação ou o parto. No caso da AIDS, a transmissão pode ser feita também durante a amamentação. 

A infecção causada pela sífilis pode causar má formação do feto, aborto ou até a morte do bebê. Ele pode nascer com pneumonia, feridas no corpo, cegueira, dentes deformados, problemas ósseos, surdez e até mesmo deficiência mental. Para diagnosticar a doença, é pedido um exame de sangue no primeiro trimestre da gravidez, que deve ser repetido no terceiro trimestre e logo antes do parto, na maternidade.






Para diagnosticar a AIDS, é feito o teste HIV que busca anticorpos contra o vírus no sangue do paciente. Se detectado, os médicos pedem outro teste para confirmar a doença. Mas há também o teste rápido, que permite detectar os anticorpos do HIV e  da hepatite em até 30 minutos.


POSSÍVEIS SINTOMAS DAS DST’S
GONORRÉIA
CLAMÍDIA
HPV
SÍFILIS
Dor
Dor
Sem dor
Sem dor
Corrimento, com coceira e mau cheiro
Corrimento, com coceira e mau cheiro
Sem corrimento, coceira ou mau cheiro
Sem corrimento, coceira ou mau cheiro
Não aparecem verrugas e feridas nos genitais
Não aparecem verrugas e feridas nos genitais
Não aparecem feridas, mas aparecem verrugas nos genitais
Não aparecem verrugas, mas aparecem feridas nos genitais


Em caso de acidente, camisinha furada ocasionalmente, acidente com objetos cortantes com sangue ou estupro, o governo brasileiro oferta os medicamentos contra a Aids como prevenção. O atendimento e ao tratamento são gratuitos nos serviços de saúde do SUS.




Se você procura informações, o SUS oferece o Disque-saúde: é só ligar 136 que os atendentes tiram dúvidas e indicam onde você pode fazer os testes.




sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

AIDS



AIDS é a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Somente quem tem HIV pode desenvolver a doença.  A AIDS se caracteriza pelo enfraquecimento do sistema de defesa do corpo e pelo aparecimento das doenças oportunistas.
A pessoa que tem HIV não tem, necessariamente, AIDS.
Pode levar até vários anos entre o momento da infecção pelo HIV até os primeiros sintomas da AIDS. Esse período irá depender, principalmente, do estado de saúde da pessoa. Quanto mais cedo à pessoa descobrir que tem HIV, maiores suas chances de manter uma vida saudável.



O que é HIV?
O HIV é o vírus causador da AIDS. Ele destrói as células que defendem o nosso corpo (nosso sistema imunológico). Com isso, diversas doenças podem surgir, como a tuberculose, a pneumonia, entre outras. São as chamadas doenças oportunidades.

Como se pega HIV?
Fazendo sexo sem camisinha (oral, vaginal, anal), compartilhando agulhas e seringas, de mãe para o bebê durante a gravidez, na hora do parto e/ou amamentação.




Como eu sei se tenho HIV?
O teste de AIDS é um exame de sangue para determinar se a pessoa está infectada pelo HIV. Se o resultado for positivo, a pessoa tem HIV. Se der positivo, a pessoa será encaminhada para fazer acompanhamento médico e realizar uma série de exames, como o exame CD4, que determina como estão as defesas da pessoa, e o exame de carga viral, que determina a quantidade de vírus no organismo.

Como não se pega HIV?
Sexo com camisinha, aperto de mão, abraço, picada de inseto, piscina, banheiro, doação de sangue, assento de ônibus, sabonete, toalha, talheres, copos, suor, pelo ar e beijo.



Como é o tratamento?
O tratamento inclui acompanhamento periódico com profissionais de saúde e a realização de exames. A pessoa só vai começar a tomar medicamentos (antirretrovirais) quando exames clínicos e laboratoriais indicarem necessidade. Esses remédios diminuem a multiplicação do vírus, mantendo o HIV sob controle o maior tempo possível. O tratamento é realizado pelo SUS e é um DIREITO DE TODOS.





" Eu vivo com HIV e sei disso. A diferença entre nós é que você pode ter o vírus e não saber. Vá a unidade de saúde e faça o teste de AIDS. "



QUEM TEM HIV NAMORA, BEIJA NA BOCA E TRANSA, COM CAMISINHA, ASSIM COMO TODO MUNDO.





domingo, 27 de janeiro de 2013

Hepatite B e C


Hepatite B

É causada pelo vírus B (HBV), sendo uma doença infecciosa também chamada de soro-homóloga. Como o vírus está presente no sangue, no esperma e no leite materno, a hepatite B é considerada uma doença sexualmente transmissível.

Sua transmissão ocorre por meio de relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada; transmissão congênita, no parto ou na amamentação; compartilhamento de material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos), de higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou de confecção de tatuagem e colocação de piercings, por transfusão de sangue contaminado.



Hepatite C

É causada pelo vírus C (VHC). O vírus C, assim como o vírus causador da hepatite B, está presente no sangue. Entre as causas de transmissão estão a transfusão de sangue; o compartilhamento de material para uso de drogas para higiene pessoal ou para confecção de tatuagem e colocação de  piercings; a gravidez, quando a mãe infectada passa para o filho; o sexo sem camisinha, com uma pessoa infectada (forma mais rara de infecção).



Sintomas e diagnósticos


As hepatites virais em sua maioria são assintomáticas. Quando surgem,  aparecem cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
Por se tratar de uma doença silenciosa, é importante consultar um médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam todas as formas de hepatite. O diagnóstico precoce da hepatite amplia a eficácia do tratamento.
Quando a reação inflamatória persiste sem melhora por mais de seis meses, comum em 80% dos casos, os profissionais de saúde consideram que a infecção evoluiu para a forma crônica. As chances de cura variam de 50 a 80% dos casos.



 USE SEMPRE CAMISINHA!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A sífilis é, depois da AIDS, a doença sexualmente transmissível mais perigosa.



A sífilis é, depois da AIDS, a doença sexualmente transmissível mais perigosa. É provocada por uma bactéria chamada Treponema pallidum. Nove em cada dez transmissões de sífilis acontecem em relações sexuais.
Todas as pessoas sexualmente ativas devem realizar o teste para diagnosticar a sífilis, principalmente as gestantes, pois a sífilis congênita pode causar aborto, má formação do feto e/ou morte ao nascer. O teste deve ser feito na 1ª consulta do pré-natal, no 3º trimestre da gestação e no momento do parto (independentemente de exames anteriores). O cuidado também deve ser especial durante o parto para evitar sequelas no bebê, como cegueira, surdez e deficiência mental.
A lesão primária, chamada de cancro, é dura e pouco dolorida, lisa e com uma secreção grossa. Ela tende a sumir em poucos dias, mas a doença continua agredindo o organismo. Algum tempo depois, começam a aparecer manchas na pele e a doença se torna mais agressiva. A sífilis pode comprometer múltiplos órgãos: a pele, os olhos, os ossos, o sistema cardiovascular e o sistema nervoso. Se não tratada, pode levar à morte.



Lesão primária
Lesão secundária
Lesão terciária
                                                               
     Sífilis congênita

A melhor forma de prevenção é a camisinha, usada adequadamente, do início ao fim da relação sexual. É fundamental consultar o ginecologista a cada seis meses e, como prevenção, usar a camisinha em todas as relações sexuais.






segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Jovens devem aumentar a prevenção contra DSTs


O estudo ouviu 1208 jovens com idades entre 18 e 29 anos em 15 estados.


Quatro em cada dez jovens brasileiros acham que não precisam usar camisinha em um relacionamento estável, informa a pesquisa Juventude, Comportamento e DST/AIDS, com acompanhamento do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde.
Além disso, três em cada dez jovens ficariam desconfiados da fidelidade do parceiro caso ele propusesse sexo seguro. O estudo ouviu 1208 jovens, sendo que as mulheres correspondem a 55% e os homens, a 45%.
Ao todo, 91% dos jovens entrevistados já tiveram relação sexual; 40% não consideram o uso de camisinha um método eficaz na prevenção de DST ou gravidez, 36% não usaram preservativo na última vez que tiveram relações sexuais; e apenas 9,4 foram a um centro de saúde nos últimos 12 meses para obter informações ou tratamento para DST.


Os dados mostram que os jovens brasileiros não tem conhecimento sobre doenças sexualmente transmissível e formas de infecção. Um em cada cinco acredita ser possível contrair o HIV utilizando os mesmo talheres ou copos de outras pessoas e 15% pensam que enfermidades como malária, dengue, hanseníase ou tuberculose são tipos de DST. Notamos que os jovens menos vulneráveis são aqueles que conversam com os pais sobre sexualidade e que têm maior escolaridade.
O estudo recomenda mais investimentos em conteúdos de qualidade sobre sexo e AIDS na internet, programas sociais que tenham a juventude como público-alvo e que envolvam a família dos participantes; capacitação de professores sobre os temas relacionados a DST e AIDS; informação sobre o aumento da vulnerabilidade em relação ao sexo seguro quando jovens fazem consumo de álcool.
Atualmente, entre 490 mil e 530 mil pessoas vivem com HIV no Brasil. Dessas, 135 mil não sabem que têm o vírus. A incidência de AIDS no país, em 2011, chegou a 20,2 casos para cada 100 mil habitantes. No ano passado, foram registrados 38,8 mil novos casos da doença.


Assim a PREVENÇÃO e a INFORMAÇÃO ainda são as melhores armas contra as doenças sexualmente transmissíveis e AIDS.



sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Agências da ONU recomendam discriminalização do trabalho sexual para conter avanço das DST/AIDS



A Organização Mundial da Saúde (OMS), em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Programa Conjunto das Nações para o HIV e Aids (Unaids), e a Rede Global de Projetos Sobre o Trabalho Sexual, desenvolveram novas diretrizes para proteger melhor os trabalhadores e trabalhadoras do sexo do vírus HIV e de outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). 

Esta população é considerada vulnerável às DST/aids por conta do grande número de parceiros sexuais, más condições de trabalho e barreiras na negociação do uso contínuo do preservativo. Além disso, trabalhadores do sexo normalmente têm pouco controle sobre esses fatores por causa de sua marginalização social e da criminalização dos ambientes em que trabalham. Segundo o documento, o uso excessivo de álcool e outras drogas, assim alguns tipos de violência, podem agravar ainda mais as chances de infecção. 

“O risco de um trabalhador do sexo se infectar com o HIV e outras DSTs é muito maior do que em outras pessoas”, disse Gottfried Hirnschall, diretor do Departamento de HIV/Aids da OMS. 

O objetivo do documento Prevenção e tratamento do HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis para trabalhadores do sexo em países de baixa e média renda é dar recomendações técnicas sobre programas eficazes para a prevenção e tratamento do HIV e outras DSTs entre profissionais do sexo e seus clientes. 

Prevenir a infecção entre profissionais do sexo tem o potencial tanto de melhorar a saúde individual dos trabalhadores como de diminuir a transmissão de HIV e DSTs em populações maiores. De acordo com o documento, ações já realizadas em países como o Brasil, India, Quênia e Tailândia tiveram sucesso, reduzindo a transmissão de DSTs em profissionais do sexo através do aumento do uso de preservativo, levando a melhores resultados de saúde para os trabalhadores do sexo e controle rápido da epidemia.

As novas diretrizes da OMS recomendam que os países trabalhem na descriminalização do trabalho sexual e pede que as nações melhores o acesso aos serviços de saúde dos profissionais do sexo. Eles também delineam um conjunto de ações para capacitar os trabalhadores do sexo e enfatizam que o uso correto do preservativo e consistente pode reduzir a transmissão entre os trabalhadores do sexo feminino, masculino e transgêneros e seus clientes.

As evidências indicam que onde os trabalhadores do sexo são capazes de negociar sexo seguro, o risco de HIV pode ser drasticamente reduzido. As diretrizes chamam para um rastreamento periódico voluntário e tratamento de DSTs para profissionais do sexo, tanto para melhorar a sua saúde como para controlar a propagação do HIV e DSTs.

De acordo com a OMS, as diretrizes baseadas em evidências são projetadas para uso por funcionários nacionais de saúde pública e gestores de programas de Aids e DST, organizações não governamentais, incluindo comunidade e organizações da sociedade civil e trabalhadores de saúde. Essas orientações também podem ser de interesse para as agências internacionais de financiamento, a mídia científicas e políticas de saúde.