sexta-feira, 21 de junho de 2013

Novo medicamento aumenta cura de hepatite C - SOFOSBUVIR


Na terceira fase de testes, um novo medicamento contra a hepatite C conseguiu eliminar os vírus com os genótipos 2 e 3 em 73% dos pacientes depois de 16 semanas de tratamento, anunciou hoje o laboratório Gilead Sciences.

O tratamento combinou o novo remédio sofosbuvir com a ribaverina, que já usada no combate à doença junto com o interferon peguilado. Em 12 semanas, a metade dos pacientes não tinha mais o vírus, número que subiu para 73% em 16 semanas.

Fadiga, dor de cabeça, insônia e náusea foram os principais efeitos colaterais.

"Com os resultados positivos dos testes da fase 4 em mãos, a Gilead deve encaminhar no segundo trimestre pedidos de autorização aos órgãos reguladores dos Estados Unidos e da Europa", declarou o diretor de pesquisas científicas do laboratório, Norbert Bischofberger, citado pela agência de notícias

O sofosbuvir também foi tolerado por pacientes que não suportaram o tratamento com interferon.



Fonte:
http://www.reuters.com/article/2013/02/19/us-gilead-study-hepatitisc-idUSBRE91I0S920130219?feedType=RSS&feedName=healthNews

sábado, 15 de junho de 2013

Preconceito : Já passou da hora de mudar.


          Em dez anos, triplicou o número de mulheres com 50 anos ou mais com Aids no Brasil. Embora a maioria da população brasileira saiba da importância do uso do preservativo para evitar o avanço do vírus HIV, mulheres e homens nessa faixa etária resistem à idéia. A vulnerabilidade das mulheres está associada à dificuldade de negociar com os parceiros casuais o uso do preservativo.





DSTs X Comodismo Emocional

“Você tem uma bela casa, uma mesada e um carro. Tá reclamando de quê?”



Essa resposta foi ouvida por uma mulher de classe média quando ela "ousou" reclamar do sumiço do marido por dois dias.
Os dois foram namorados desde adolescentes. Ela abriu mão da carreira pra ajudá-lo. E se conformou numa situação material cômoda, mas emocionalmente árida!
O distinto em questão, é um executivo bem sucedido na área em que atua. Gosta de belos carros e de mulheres, muitas mulheres!
E claro, de ter uma mulher troféu em casa pra exibir pros amigos, ter e criar os filhos, e cuidar da casa.
De brinde,  além das benesses, ela tem de tratar de uma DST por ano, em média, e ainda receber telefonemas das amantes dele!
Mas prefere se calar e engolir.
Essa não é uma estória de ficção. É real e bem real. E ao contrário do que muita gente pensa, muito comum.
Não é questão de pobreza, nem de violência fisica que as fazem abrir mão da prevenção. É questão de comodismo emocional.

Como combater coisas assim?
As "primas" se previnem. Mas as mulheres de "familia" acham que não precisam se preocupar.
Poem nas mãos do parceiro toda a responsabilidade e esquecem do resto.
E eles por sua vez, acham que precisam usar camisinha apenas quando pagam por sexo. E como só saem com mulheres "de nível" não usam camisinha...
Dessa forma, o círculo nunca é quebrado.




terça-feira, 4 de junho de 2013

Pesquisa mostra que mulher desconhece relação entre câncer do colo do útero e HPV

Pesquisa mostra que 66% das mulheres brasileiras não acham que existe relação entre a infecção pelo vírus HPV (papilomavírus humano) e o câncer do colo do útero. A infecção por esse vírus aumenta em até 100 vezes o risco de a mulher desenvolver esse tipo de câncer.

Para o levantamento, feito pela Associação Brasileira de Patologia no Trato Genital Inferior e Colposcopia em parceira com o Ibope, foram ouvidas 700 mulheres com idade entre 16 e 55 anos, em seis capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre e Recife). O objetivo foi entender a percepção feminina sobre o assunto.

Descobriu-se que 18% das mulheres nunca fizeram o exame papanicolau – principal forma de detectar as lesões que podem levar ao câncer do colo do útero – e 13% fizeram apenas uma vez. Além disso, 40% das mulheres não acham que os exames preventivos de rotina podem servir como forma de prevenção à doença.

Segundo a pesquisa, 76% das mulheres ouvidas não relacionam a vacinação contra o HPV como forma de prevenção ao câncer do colo do útero. Estudos mostram que, embora o HPV seja comum (80% da população mundial já foram infectados ao menos uma vez na vida), ele é responsável pelo surgimento do câncer do colo do útero em alguns mulheres mais suscetíveis. Por isso, prevenir o vírus é fundamental, destaca o presidente da associação, Garibaldo Mortoza Júnior. "Enviamos como recomendação ao Ministério da Saúde um pedido para que essa vacina seja incorporada ao calendário oficial."

O professor Newton Sérgio de Carvalho, da Universidade Federal do Paraná, reforça a segurança oferecida pela imunização. Ele explica que a vacina é elaborada a partir de uma partícula semelhante ao vírus, produzida com base na engenharia genética, só que sem o conteúdo do vírus. “É impossível alguém se infectar ao tomar a vacina, ela é confeccionada com a 'capa' do vírus”, disse.

Segundo o professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) José Focchi, a aplicação da vacina contra o HPV é totalmente eficaz antes da primeira relação sexual. Após cinco anos de atividade sexual, 60% das mulheres se infectam com algum dos 130 genótipos do HPV, sendo que os mais comuns são os tipos 16 e 18, que correspondem a 70,7% dos vírus. Mulheres mais velhas que recebem a vacina também podem ter benefícios, embora contra uma quantidade menor de genótipos. “Aquela paciente que já teve HPV e toma a vacina pode se beneficiar contra os outros tipos de HPV”, disse. “À medida que passa o tempo, o organismo também pode eliminar o vírus”, completa.

Para alertar as mulheres sobre a importância da prevenção, a associação lançou a campanha “Mulheres semeiam vida”. No site www.mulheressemeiamavida.com.br, é possível obter informações sobre a doença.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Cientistas usam supercomputador para detalhar casca protetora do HIV

30/05/2013 - 7h30

Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, descreveram pela primeira vez a estrutura do capsídeo do HIV, a casca externa do vírus causador da aids, com a ajuda de um supercomputador, em uma descoberta que, segundo cientistas, apresenta detalhes importantes para o desenvolvimento de futuros tratamentos contra a doença.

As informações estruturais do capsídeo poderão revelar vulnerabilidades do HIV, afirmam os cientistas. Os resultados foram publicados nesta quarta-feira, 29 de maio, na edição on-line da revista “Nature” e devem ser divulgados na versão impressa do periódico nesta quinta, dia 30.

Segundo os cientistas, o capsídeo é muito importante para a replicação do vírus HIV e detalhar sua estrutura pode contribuir para a criação de novas drogas contra a infecção.

“É uma alternativa poderosa às nossas terapias atuais, que trabalham visando certas enzimas. No entanto, a alta taxa de mutação do vírus ainda é um enorme desafio, já que cria resistência às drogas”, explicou Peijun Zhang, especialista que liderou o estudo, por meio de comunicado divulgado pela universidade norte-americana.


Complexa rede de proteínas
Os cientistas analisaram o capsídeo com a ajuda de potentes microscópios e, a partir dessas observações, foi verificado que a casca do HIV é composta de proteínas interligadas em uma rede “complexa”, não uniforme e assimétrica, o que dificultou quantificar as proteínas presentes.

Por isso, os pesquisadores utilizaram um supercomputador, que pertence à Universidade de Illinois e tem a capacidade de realizar ao menos um quatrilhão de cálculos por segundo, para obter mais detalhes. Com o equipamento, foi possível encontrar uma grade de três hélices, com interações moleculares em áreas importantes para a estabilidade do capsídeo.

De acordo com Zhang, o capsídeo é considerado muito sensível à mutação e, por isso, se os cientistas conseguirem interromper sua estrutura poderá interferir na proteção do vírus.

“O capsídeo tem que permanecer intacto para proteger o genoma do HIV e fazer com que ele permaneça no interior da célula humana. O desenvolvimento de medicamentos que causem uma disfunção do capsídeo, poderá impedir a reprodução do vírus”, explica a cientista no comunicado.



    
       




sexta-feira, 17 de maio de 2013

DST TEM CURA?



É importante saber que nem toda DST (doença sexualmente transmissível) tem cura.
Alguns exemplos de DST que não tem cura são a aids e o herpes genital. Para estas existe somente controle. Contudo, a maior parte das DSTs apesar do incômodo que causam, podem ser curadas com o uso de antifúngicos, antibióticos ou pomadas como é o caso da gonorréia e a sífilis.Quem deve determinar de que DST se trata e qual é o seu tratamento é o médico ginecologista, no caso da mulher e o urologista, no caso do homem.

A gonorreia é uma das DSTs que mais demora para manifestar-se. Seus sintomas aparecem, em média, 3 semanas após o contágio. E se o indivíduo estiver contaminado, mesmo que o sintomas ainda não tenham se manifestado, ele pode transmitir a doença para outros, e o mesmo ocorre com várias outras doenças.
A melhor forma de evitar ser contaminado com alguma DST é usar o preservativo em todos os contatos íntimos. Assim, os órgãos genitais não entram em contato direto uns com os outros e o agente causador não é transmitido.
Quem sofre com alguma DST deve saber ainda que por vezes os sintomas da doença desaparecem, mas isto não significa que a doença tenha sido curada, e é preciso levar o tratamento até o último dia recomendado pelo médico.
Ao final do tratamento os exames complementares que identificaram inicialmente a doença devem ser repetidos, para certificar sua cura. 








sábado, 11 de maio de 2013

Número de mortes por Aids cai 24% entre 2005 e 2011 no mundo, diz ONU


Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) apresentado nesta quarta-feira (18) aponta que o número de mortes por Aids em todo o mundo caiu 24% entre 2005 e 2011.
O total de óbitos passou de mais de 2,2 milhões há sete anos, quando atingiu o ápice, para 1,7 milhão no ano passado. O dado indica uma melhoria no tratamento com remédios antirretrovirais e na sobrevida dos pacientes.
Na década de 1980, o tempo de vida dos soropositivos era, em média, de cinco meses. Hoje, chega a dez anos ou mais.
Em 2011, a quantidade de novos infectados pelo vírus HIV foi de 2,5 milhões de pessoas, dado considerado baixo pela ONU. Ao todo, 34,2 milhões de pessoas no planeta são soropositivas. O número, relativo a 2011, é o maior já verificado pela entidade.Na opnião do coordenador brasileiro da Agência das Nações Unidas de Luta contra a AIDS(UNAIDS), o médico Pedro Chequer, a universalização do acesso ao tratamento da doença tem sido papel fundamental na sobrevida dos indivíduos contaminados.Nesse ponto, segundo ele, o Brasil apresenta conduta exemplar.
"Queremos acesso universal ao tratamento até 2015. Parte dessa vitória se deve ao Brasil. Desde os anos 1990, o país se mantém firme na política de tratamento, apesar de momentos de dificuldade econômica", disse Chequer.
A postura do Brasil, na opinião do representante da ONU, se reflete na cobertura de tratamento com medicação antirretroviral usada na América do Sul, com atendimento a 70% dos doentes. Esse é o maior alcance de todos os continentes.
O relatório da ONU também enfatiza a necessidade de combater a discriminação em relação à Aids. Chequer destaca que o preconceito ainda é um grande vilão, difícil de combater, contra a prevenção e o tratamento do HIV.
"Das nossas metas, uma das mais difíceis é zerar a discriminação", afirmou.

sábado, 4 de maio de 2013

VOCÊ SABIA?



Qual o tempo de sobrevida de um indivíduo portador do HIV?
Até o começo da década de 1990, a AIDS era considerada uma doença que levava à morte em um prazo relativamente curto. Porém, com o surgimento do coquetel (combinação de medicamentos responsáveis pelo atual tratamento de pacientes HIV positivo) as pessoas infectadas passaram a viver mais. Esse coquetel é capaz de manter a carga viral do sangue baixa o que diminui os danos causados pelo HIV no organismo e aumenta o tempo de vida da pessoa infectada. O tempo de sobrevida (ou seja, os anos de vida pós-infecção) é indefinido e varia de indivíduo para indivíduo. 



Quanto tempo o HIV sobrevive em ambiente externo?
O vírus da AIDS é bastante sensível ao meio externo. Estima-se que ele possa viver em torno de uma hora fora do organismo humano. Graças a uma variedade de agentes físicos (calor, por exemplo) e químicos (água sanitária, glutaraldeído, álcool, água oxigenada) pode tornar-se inativo rapidamente.



As chances de se contrair uma DST através do sexo oral são menores do que sexo com penetração?
O fato é que nenhuma das relações sexuais sem proteção é isenta de risco - algumas DST têm maior risco que outras. A transmissão da doença depende da integridade das mucosas das cavidades oral ou vaginal. Independente da forma praticada, o sexo deve ser feito sempre com camisinha.

É possível estar com uma DST e não apresentar sintomas?
Sim. Muitas pessoas podem se infectar com alguma DST e não ter reações do organismo durante semanas, até anos. Dessa forma, a única maneira de se prevenir efetivamente é usar a camisinha em todas as relações sexuais e procurar regularmente o serviço de saúde para realizar os exames de rotina. 

Vale lembrar que o teste serve para identificar AIDS, sífilis e hepatites B e C. Apenas uma gotinha de sangue e você terá o resultado em apenas 30 minutinhos. Vale a pena, FIQUE SABENDO.

Onde se deve ir para fazer o tratamento de outras DST que não a AIDS?
Deve-se procurar qualquer serviço de saúde disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).


Sífilis tem cura?
Sim. A sífilis é uma doença de tratamento simples que deve ser indicado por um profissional de saúde. 

Que período de tempo é necessário esperar para se fazer a identificação de um possível caso de sífilis?
Os primeiros sintomas da sífilis são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas, que surgem entre a 7 e 20 dias após o sexo desprotegido com pessoa infectada. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Mas, mesmo sem sintomas, a doença pode ser diagnosticada por meio de um exame de sangue. 

Sífilis no pênis 
Sífilis na vagina

Quais os sintomas do condiloma acuminado (HPV)?
A doença se manifesta por verrugas nos órgãos genitais com aspecto de couve-flor e tamanhos variáveis.

Preciso de tratamento para HPV muito no início, porém, não tenho condições financeiras e tenho medo de que ele possa se tornar um verdadeiro e grande problema. Onde posso me tratar?
Diante da afirmativa do diagnóstico  de HPV, o tratamento deverá ser instituído no momento da consulta, todo o serviço público de saúde (Unidade Básica de Saúde), poderá avaliar qual tratamento a depender da fase clínica do HPV.
Ligue para o Dique Saúde (0800 61 1997) e informe-se sobre a localização da Unidade mais próxima da sua casa. 



Por que, em algumas situações, o preservativo estoura durante o ato sexual?
Quanto à possibilidade de o preservativo estourar durante o ato sexual, pesquisas sustentam que os rompimentos devem-se muito mais ao uso incorreto do preservativo que por falha estrutural do produto em si.

A camisinha é mesmo impermeável ao vírus da aids?
A impermeabilidade dos preservativos é um dos fatores que mais preocupam as pessoas. Em um estudo realizado nos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, esticou-se o látex do preservativo, ampliando-o 2 mil vezes ao microscópio eletrônico, e não foi encontrado nenhum poro. Outro estudo examinou as 40 marcas de camisinha mais utilizadas em todo o mundo, ampliando-as 30 mil vezes (nível de ampliação que possibilita a visão do HIV) e nenhuma apresentou poros. Por causa disso, é possível afirmar que a camisinha é impermeável tanto ao vírus da AIDS quanto às doenças sexualmente transmissíveis.