segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Hepatite C



Doença infecciosa viral, contagiosa, causada pelo vírus da hepatite C .

Transmissão:

Através de sangue ou produtos sanguíneos contaminados.
A transmissão por via sexual é rara, mas pode ocorrer.
Existe um risco de 6% da mãe infectada poder transmitir o vírus ao feto.

Sintomas:

Mal-estar geral e intestinal, febre, perda de apetite, intolerância ao álcool, dores na zona do fígado. O indivíduo com infecção crónica pelo vírus da hepatite C pode não apresentar qualquer sintoma e, no entanto, estar a desenvolver uma cirrose ou um cancro do fígado.

Tratamento:

O tratamento da hepatite C crónica faz-se com peginterferão, para impedir a multiplicação do vírus e estimular a destruição das células afectadas.
Usa-se também a ribavirina que, combinada com o peginterferão, permite melhores respostas ao tratamento.
Em situações mais graves, de doença hepática avançada,é necessário fazer um transplante de fígado (o risco de recidiva é de 90 a 100%).

Prevenção:

- Segurança para transfusões (identificação de anticorpos em doadores de sangue).
 


Hepatite B



Doença infecciosa viral, contagiosa na relação sexual causada pelo vírus da hepatite B (HBV), conhecida anteriormente como soro-homóloga. O agente etiológico é um vírus DNA, hepatovírus da família Hepadnaviridae, podendo apresentar-se como infecção assintomática ou sintomática. Em pessoas adultas infectadas com o HBV, 90 a 95% se curam; 5 a 10% permanecem com o vírus por mais de seis meses, evoluindo para a forma crônica da doença.

Transmissão:

Contacto com sangue contaminado (partilha de seringas e outros materiais usados pelos consumidores de drogas intravenosas, tatuagens, acupunctura, transfusões de sangue e derivados
- do contacto sexual
- da transmissão materno-fetal.

 Sintomas:

 Febre, mal-estar, desconforto, dores abdominais; urina escura e fezes claras. 

Tratamento:

A hepatite B é tratada com repouso.

Prevenção:

 - Utilização de preservativo

- Utilização de seringas novas e esterilizadas
 - Vacina para os viajantes, profissionais da saúde, toxicômanos.
 
 
 
 
 
 


Hepatite A



Doença infecciosa viral contagiosa, via fecal-oral (fezes de pct que contaminam a água), causada pelo vírus A (HAV). O agente etiológico é um pequeno vírus RNA, membro da família Picornaviridae.


Transmissão:

Através de alimentos ou de água contaminados por matérias fecais.
Frutas, vegetais e saladas ou outros alimentos crus, contaminados por água de esgotos.
Contato com matéria fecal. 

Sintomas:

Gripe com febre; mialgias; mal-estar geral; falta de apetite e os vómitos.

Tratamento:

Não há um medicamento específico e o repouso moderado. A alimentação deve ser rica em proteínas e baixa em gorduras.

 Prevenção:

Medidas de higiene tais como a lavagem das mãos, precaução com a alimentação, frutos do mar, sobretudo em viagens.

- Vacina para os viajantes e os profissionais de risco (profissões ligadas à saúde, por exemplo).


Hepatites




DEFINIÇÃO:

É inflamação do fígado, podendo acometer pessoas de ambos os sexos e de todas as idades podendo levar a pessoa a óbito.     
 
O FIGADO:

O fígado é a maior glândula do organismo localizada na parte superior do abdome, que tem como função de manter as reservas de ferros, vitaminas, sais mineras necessários para a metabolização humana. O fígado por sua vez também produz a bile (vesícula biliar), um líquido acido na qual ajuda na digestão dos alimentos, com isso desintoxicando todos os produtos químicos e prejudicial que nós ingerimos, assim como bebidas alcoólica.

Todos esses benefícios que favorece o fígado pode ser destruído caso o mesmo seja acometido pela doença hepatite.



                                                                         TIPOS DE HEPATITE


Hepatite A:

Transmitida normalmente através de alimentos ou contato pessoal. Vem e dura aproximadamente 1 mês. É uma infecção leve e cura sozinha. Existe vacina.


Hepatite B:

Transmitida principalmente através de relações sexuais e contato sanguíneo. Existe vacina. Age surdamente no fígado por até 20, 30 anos. Leva à cirrose, ao câncer de fígado e à morte. Há tratamento. As curas totais são raras, mas é possível conviver com a doença, tratando-a por períodos de tempo variáveis.

Hepatite C:

A maior epidemia da humanidade hoje, superior à AIDS/HIV em 5 vezes. A transmissão é por contato sanguíneo, via transfusões, dentistas, seringas compartidas, etc. Não se transmite por sexo (a menos que haja sangramento mútuo) Não tem vacina. Existem subdivisões de seu vírus (o genótipo 1, 2 e 3 e os raros 4, 5 e 6). Existem, no mundo cerca de 200 milhões de pessoas que carregam o vírus da hepatite C.
 A hepatite C é a principal causa de transplantes de fígado, respondendo por 40% dos casos. Pode causar cirrose, câncer de fígado e morte.




Hepatite D:

 A infecção causada pelo vírus da hepatite D (VHD) ocorre apenas em pacientes infectados pelo vírus da hepatite B. 
Em pacientes cronicamente infectados pelo vírus da hepatite B, a infecção concomitante com o VHD acelera a progressão da doença crônica. A vacinação contra a hepatite B também protege de uma infecção com a hepatite D.

Hepatite E:

É causada pelo vírus da hepatite E (VHE) e transmitida por via digestiva (transmissão fecal-oral), provocando grandes epidemias em certas regiões.
A hepatite E não se torna crônica. Porém, mulheres grávidas que foram infectadas pelo vírus da hepatite E podem apresentar formas mais graves da doença.
Felizmente, hábitos de higiene adequados e um melhor controle da qualidade da água utilizada pelas pessoas podem evitar o contato com esse vírus.

Hepatite F:

Relatos recentes demonstram que não se confirmou a identificação do vírus da hepatite F (VHF), portanto este tipo de hepatite pode ser desconsiderado.
 
Hepatite G:

 O vírus da hepatite G (VHG), também conhecido como GBV-C é transmitido através do sangue, sendo comum entre usuários de drogas endovenosas e receptores de transfusões. O vírus G também pode ser transmitido durante a gravidez e por via sexual. É frequentemente encontrado em co-infecção com outros vírus, como o da hepatite C (VHC), da hepatite B (VHB) e da Aids (HIV).

 
 
 

O DIAGNÓSTICO PRECOCE É A MELHOR DEFESA. PODEMOS SALVAR MILHÕES DE VIDAS SE OS TESTES FOREM FEITOS E AS PESSOAS TRATADAS A TEMPO.

 

 

 

 

 

 
 
HEPATITES, EPIDEMIA IGNORADA:


1° Episódio
 
 
 
 
2° Episódio
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para mais informações:
 
 
 
 

Bem Vindo!

Este blog tem por finalidade disseminar conhecimentos em relação às DSTs. 
E ainda, servir de instrumento de avaliação para a disciplina de 
"Uroginecologia, Obstetrícia e Neonatologia" ministrada por
LILIANEI DE FÁTIMA VERONEZ.

O portal do Ministério da Saúde define DST como:
AS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS QUE SÃO TRANSMITIDAS, PRINCIPALMENTE, POR CONTATO SEXUAL SEM O USO DE CAMISINHA COM UMA PESSOA QUE ESTEJA INFECTADA,       E GERALMENTE SE MANIFESTAM POR MEIO DE FERIDAS, CORRIMENTOS, BOLHAS OU VERRUGAS.
ESSAS DOENÇAS QUANDO NÃO DIAGNOSTICADAS E TRATADAS A TEMPO, PODEM EVOLUIR PARA COMPLICAÇÕES GRAVES.
OUTRA FORMA DE INFECÇÃO PODE OCORRER PELA TRANSFUSÃO DE SANGUE CONTAMINADO OU PELO COMPARTILHAMENTO DE SERINGAS E AGULHAS, PRINCIPALMENTE NO USO DE DROGAS INJETÁVEIS.
A AIDS E A SÍFILIS TAMBÉM PODEM SER TRANSMITIDAS DA MÃE INFECTADA, SEM TRATAMENTO, PARA O BEBÊ DURANTE A GRAVIDEZ, O PARTO. E, NO CASO DA AIDS, TAMBÉM NA AMAMENTAÇÃO.
O TRATAMENTO DAS DST MELHORA A QUALIDADE DE VIDA DO PACIENTE E INTERROMPE A CADEIA DE TRANSMISSÃO DESSAS DOENÇAS. O ATENDIMENTO E AO TRATAMENTO SÃO GRATUITOS NOS SERVIÇOS DE SAÚDE DO SUS.
  


As informações aqui disponibilizadas tem caráter meramente educativo e de forma alguma devem substituir a procura de um médico (urologista, ginecologista ou infectologista) para que seja feito diagnóstico, tratamento e acompanhamento adequados.





VIVA PARA CONHECER A PESSOA CERTA:




UMA HISTÓRIA DE AMOR:




segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Sexo oral pode transmitir DST?

Camisinha é o método mais fácil e eficiente de impedir o contato com sangue, esperma e secreção vaginal.

Casais que são fieis precisam usar camisinha? Beijo na boca transmite Aids? Sexo oral é seguro? Quando se trata de doenças sexualmente transmissíveis – as DSTs – as dúvidas são muitas – e os mitos que as cercam também.

De acordo com uma pesquisa do Ministério da Saúde divulgada no ano passado, mais de 10 milhões de brasileiros já tiveram algum sinal ou sintoma de alguma DST. Desse total, cerca de 30% não buscaram atendimento médico – o que pode agravar o quadro da doença e torná-la mais difícil de ser tratada, deixar a pessoa mais suscetível ao aparecimento de outras doenças oportunistas e até mesmo levar à morte.

Os números são alarmantes. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que aproximadamente 340 milhões de casos de DSTs ocorram no mundo anualmente. Só de Aids já existem 33,5 milhões de pessoas infectadas em todo o planeta hoje (490 mil só no Brasil), segundo dados da Unaids (órgão especial da ONU para a Aids).

O sexo e as doenças  

Como o próprio nome diz, as doenças sexualmente transmissíveis são transmitidas, na maioria das vezes, por meio do ato sexual (vaginal, anal ou oral). Algumas delas, como a Aids e a hepatite B, também podem ser transmitidas por objetos perfurantes ou cortantes contaminados (como seringas e lâminas).

"As doenças sexualmente transmissíveis, também conhecidas como doenças venéreas, transmissíveis, são infecções transmitidas através de relações sexuais, onde os fungos, vírus, bactérias etc. são transportados pelo sêmen ou fluidos sexuais", explica Rodrigo de Freitas, ginecologista do Hospital Samaritano de São Paulo.

Algumas pessoas acreditam que utensílios pessoais íntimos mal higienizados (roupas íntimas e toalhas de banho, por exemplo) também podem transmitir a DST, mas esse é um tema controverso. Isso porque é muito difícil que um vírus ou bactéria sobreviva em uma toalha, por exemplo. Mas alguns pesquisadores acreditam que, apesar de rara, essa transmissão pode acorrer no caso de algumas doenças, como o HPV e o chato (uma espécie de piolho).

Sinais de alerta

As principais DSTs são sífilis, gonorreia, tricomona, clamídia, candidíase, herpes genital, hepatite B e Aids. A sífilis caracteriza-se pelo surgimento de lesões, primeiramente nos órgãos genitais, e depois em todo o corpo, e pode levar a complicações cardiovasculares e nervosas.
A gonorreia provoca a inflamação do canal urinário e pode se alastrar para outros órgãos, causando complicações como artrite, meningite e problemas cardíacos. O tricomona provoca quadros inflamatórios na uretra dos homens e no canal vaginal das mulheres.

A clamídia provoca inflamação nos canais genitais e urinários, e pode causar infertilidade. A candidíase causa infecção genital, além de inchaço e vermelhidão nos órgãos genitais. O herpes genital caracteriza-se pelo surgimento de pequenas lesões dolorosas nos genitais.

Hepatite B provoca a infecção das células do fígado, e pode levar à insuficiência hepática crônica. A Aids provoca a baixa imunidade do organismo, deixando a pessoa suscetível a outras infecções, e pode levar à morte.

Apesar de serem doenças variadas, com sintomas variados, elas compartilham alguns sinais, que devem servir de alerta para a pessoa buscar assistência médica o mais rápido possível.

"Os sintomas são frequentes e visíveis das DSTs são úlcera genital, bolhas genitais, corrimentos e verrugas. No entanto, existem algumas dessas doenças – como Aids e hepatite B – que podem evoluir de forma assintomática", afirma Freitas, do Hospital Samaritano de São Paulo. Desta forma, o melhor é realizar exames periódicos para garantir que tudo está bem.

Apesar das DSTs serem envoltas em tabus, e muitas pessoas terem até mesmo vergonha de falar sobre elas com um especialista, é importante procurar ajudar logo nos primeiros sinais. Ficar calado e "esperar passar" pode acabar trazendo consequências muito graves, como infertilidade, surgimento de outras doenças oportunistas e até morte. Sem contar que a pessoa pode contaminar outras e disseminar a doença.

"As consequências de uma DST não tratada varia muito de acordo com a doença, mas podem ser inflamações pélvicas (muitas vezes chegando a formar abscessos e necessitar de cirurgia), esterilidade, câncer (de colo uterino, de ânus, de pênis e de garganta), hepatite crônica (caso das hepatites B e C), e morte", alerta Alessandra Bedin Ciminelli Rubino, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein.

Prevenindo para não remediar

Um dos mitos que cercam as DSTs é que casais fiéis estão fora de perigo. Mas não é bem assim. Toda população sexualmente ativa, sem distinção, é passiva de contágio. "Qualquer um que tenha relações sexuais sem cuidado está em risco", alerta Rubino.

Para se prevenir, o melhor método é usar o preservativo em todas as relações sexuais. A camisinha é a maneira mais fácil e eficiente de impedir o contato com sangue, esperma e secreção vaginal. Se utilizado corretamente, o risco de transmissão cai para 5%. Isso porque algumas doenças podem causar feridas em regiões não cobertas pelo preservativo.

"O uso da camisinha deve ser um hábito e pode até melhorar a relação. É preciso desconstruir o imaginário popular de que fazer sexo sem o preservativo é melhor", afirma o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco.

O preservativo começou a ser distribuído pelo Ministério da Saúde em 1994 e está disponível nas unidades básicas de saúde, centros de testagem e aconselhamento, serviços especializados e bancos de preservativos.

Também existem vacinas contra algumas DSTs, como é o caso do HPV e da hepatite B. "Além disso, exames clínicos periódicos com seu médico também ajudam, no mínimo para prevenir as complicações das mesmas", recomenda Rubino.

Apesar de todas as DSTs terem tratamento, nem todas têm cura. Esse é o caso do herpes genital, da hepatite B crônica e da Aids. Para estas existe somente controle. E esse é mais um motivo para se prevenir.

"Todas as DSTs têm tratamento, mas isso não significa que seja fácil: ele exige comprometimento, adesão e acompanhamento, e às vezes dura a vida toda – como é o caso da Aids. É muito melhor prevenir do que remediar", diz Kallas.

sábado, 10 de agosto de 2013

Pesquisadores vão testar vacina brasileira contra Aids em macacos

Previsão é que teste ocorra no segundo semestre, diz nota da Fapesp.

Estudo é desenvolvido por cientistas da Faculdade de Medicina da USP.

Do G1, em São Paulo

Concepção artística do vírus HIV (Foto: Divulgação/NIH)Concepção artística do vírus HIV
(Foto: Divulgação/NIH)
Pesquisadores vão testar em macacos uma vacina brasileira contra o vírus HIV, a partir do segundo semestre, informou uma nota da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), nesta segunda-feira (5).
A previsão é que os experimentos durem 24 meses, e o objetivo é encontrar um método de imunização mais eficaz contra a Aids para ser usado em seres humanos.
O imunizante contido na vacina foi desenvolvido e patenteado por cientistas da Faculdade de Medicina da USP, e batizado de HIVBr18. O projeto teve início em 2001 e foi desenvolvido por três pesquisadores - Edecio Cunha Neto, Jorge Kalil e Simone Fonseca.
Vantagens
A atual etapa do teste pré-clínico, a ser realizada no segundo semestre, vai ser feita em uma colônia de macacos rhesus mantida pelo Instituto Butantan. A vantagem de fazer os testes, é a similaridade entre o sistema imunológico humano e o dos macacos, e o fato de eles serem suscetíveis ao vírus SIV, que deu origem ao HIV.
Edécio Cunha Neto (Foto: Daigo Oliva/G1)
O pesquisador da Faculdade de Medicina da USP
Edecio Cunha Neto, um dos principais no estudo
da vacina contra o HIV(Foto: Daigo Oliva/G1)
Os cientistas avaliam que, no atual estágio de desenvolvimento, a vacina não deve eliminar totalmente o HIV do organismo, mas poderia manter a carga dos vírus reduzida ao ponto um infectado não desenvolver a imunodeficiência e não transmitir o vírus.

A vacina também pode vir a ser usada para fortalecer o efeito de outras contra a Aids, como uma que está sendo desenvolvida por cientistas da Universidade Rockfeller, em Nova York, nos UEA, criada com uma proteína do vírus chamada gp140.

"Em um experimento conduzido pela pesquisadora Daniela Rosa, observamos que a pré-imunização com a HIVBr18 melhora a resposta à vacina feita com a proteína recombinante do envelope do HIV gp140, que é a responsável pela entrada do vírus nas células", disse Cunha Neto, em entrevista à Fapesp.

"Uma vacina capaz de induzir a produção de anticorpos contra essa proteína [gp140] poderia bloquear a infecção contra o HIV", completou Cunha Neto.
O projeto é atualmente conduzido no ambito do Instituto de Investigação em Imunologia, considerado um dos institutos nacionais de ciência e tecnologia (INCT) vinculados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com apoio da Fapesp.