terça-feira, 10 de setembro de 2013

SÍFILIS



Sífilis, ou lues, é uma doença infectocontagiosa, sexualmente transmissível, causada pela bactéria Treponema pallidum. Se não for tratada precocemente, pode comprometer vários órgãos como olhos, pele, ossos, coração, cérebro e sistema nervoso.

Manifesta se em três estágios diferentes: sífilis primária, secundária e terceária. Nos dois primeiros, os sintomas são mais evidentes e o risco de transmissão é maior. Depois, há um período praticamente assintomático, em que o vírus fica latente no organismo, mas a doença retorna com agressividade acompanhada de complicações graves, causando cegueira, paralisia, doença cardíaca, transtornos mentais e até a morte.

O período de incubação, em média, é de três semanas, mas pode variar de 10 a 90 dias.

FORMAS DE CONTÁGIO

A sífilis pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado, por transfusão de sangue contaminado ou da mãe infectada para o bebê durante a gestação ou o parto. O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o correto acompanhamento durante a gravidez são meios simples, confiáveis e baratos de prevenir-se contra a sífilis.

SINAIS E SINTOMAS

Sífilis primária – pequenas feridas nos órgãos genitais (cancro duro) que desaparecem espontaneamente e não deixam cicatrizes; gânglios aumentados e ínguas na região das virilhas;

                                              


Sífilis secundária – manchas vermelhas na pele, na mucosa da boca, nas palmas das mãos e plantas dos pés; febre; dor de cabeça; mal-estar; inapetência; linfonodos espalhados pelo corpo, manifestações que também podem regredir sem tratamento, embora a doença continue ativa no organismo

                                                   

Sífilis terciária – comprometimento do sistema nervoso central, do sistema cardiovascular com inflamação da aorta, lesões na pele e nos ossos.


                                   


Diagnóstico

Nas fases iniciais, o diagnóstico pode ser confirmado pela reconhecimento da bactéria no exame de sangue ou nas amostras de material retiradas das lesões. Na fase avançada, é necessário pedir um exame de líquor para verificar se o sistema nervoso não foi afetado.

Tratamento

O tratamento é feito com antibióticos, especialmente penicilina. Deve ser acompanhado com exames clínicos e laboratoriais para avaliar a evolução da doença e estendido aos parceiros sexuais.

Prevenção

O uso de preservativos durante as relações sexuais é a maneira mais segura de prevenir a doença.





SÍFILIS CONGÊNITA

É a transmissão da doença de mãe para filho. A infecção é grave e pode causar má-formação do feto, aborto ou morte do bebê. Por isso, é importante fazer o teste para detectar a sífilis durante o pré-natal e, quando o resultado é positivo, tratar corretamente a mulher e seu parceiro. Só assim se consegue evitar a transmissão da doença.

Sinais e sintomas

A sífilis congênita pode se manifestar logo após o nascimento, durante ou após os primeiros dois anos de vida da criança.  Ao nascer, a criança pode ter pneumonia, feridas no corpo, cegueira, dentes deformados, problemas ósseos, surdez ou deficiência mental. Em alguns casos, a sífilis pode ser fatal.

                                    


Diagnóstico

O diagnóstico se dá por meio do exame de sangue e deve ser pedido no primeiro trimestre da gravidez. O recomendado é refazer o teste no 3º trimestre da gestação e repeti-lo logo antes do parto, já na maternidade. Quem não fez pré-natal, deve realizar o teste antes do parto. O maior problema da sífilis é que, na maioria das vezes, as mulheres não sentem nada e só vão descobrir a doença após o exame.

Tratamento

É muito importante que o tratamento seja feito com a penicilina, pois é o único medicamento capaz de tratar a mãe e o bebê.

Cuidados com o recém-nascido

Todos os bebês devem realizar exame para sífilis independentemente dos exames da mãe. Os bebês que tiverem suspeita de sífilis congênita precisam fazer uma série de exames antes de receber alta.

Recomendações

* Use camisinha em todas as relações sexuais. Essa é a maneira mais segura de prevenir a doença;

* Esteja atento: sífilis pode ser transmitida também nas relações anais e orais;

* Mulheres devem fazer exame para verificar se são portadoras da doença antes de engravidar.


A sífilis congênita pode ser transmitida em qualquer momento da gestação ou durante o parto e causar má-formação do feto, aborto espontâneo e morte fetal. A doença pode manifestar-se também logo depois do nascimento ou durante os dois primeiros dois ano de vida.



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Hepatite C



Doença infecciosa viral, contagiosa, causada pelo vírus da hepatite C .

Transmissão:

Através de sangue ou produtos sanguíneos contaminados.
A transmissão por via sexual é rara, mas pode ocorrer.
Existe um risco de 6% da mãe infectada poder transmitir o vírus ao feto.

Sintomas:

Mal-estar geral e intestinal, febre, perda de apetite, intolerância ao álcool, dores na zona do fígado. O indivíduo com infecção crónica pelo vírus da hepatite C pode não apresentar qualquer sintoma e, no entanto, estar a desenvolver uma cirrose ou um cancro do fígado.

Tratamento:

O tratamento da hepatite C crónica faz-se com peginterferão, para impedir a multiplicação do vírus e estimular a destruição das células afectadas.
Usa-se também a ribavirina que, combinada com o peginterferão, permite melhores respostas ao tratamento.
Em situações mais graves, de doença hepática avançada,é necessário fazer um transplante de fígado (o risco de recidiva é de 90 a 100%).

Prevenção:

- Segurança para transfusões (identificação de anticorpos em doadores de sangue).
 


Hepatite B



Doença infecciosa viral, contagiosa na relação sexual causada pelo vírus da hepatite B (HBV), conhecida anteriormente como soro-homóloga. O agente etiológico é um vírus DNA, hepatovírus da família Hepadnaviridae, podendo apresentar-se como infecção assintomática ou sintomática. Em pessoas adultas infectadas com o HBV, 90 a 95% se curam; 5 a 10% permanecem com o vírus por mais de seis meses, evoluindo para a forma crônica da doença.

Transmissão:

Contacto com sangue contaminado (partilha de seringas e outros materiais usados pelos consumidores de drogas intravenosas, tatuagens, acupunctura, transfusões de sangue e derivados
- do contacto sexual
- da transmissão materno-fetal.

 Sintomas:

 Febre, mal-estar, desconforto, dores abdominais; urina escura e fezes claras. 

Tratamento:

A hepatite B é tratada com repouso.

Prevenção:

 - Utilização de preservativo

- Utilização de seringas novas e esterilizadas
 - Vacina para os viajantes, profissionais da saúde, toxicômanos.
 
 
 
 
 
 


Hepatite A



Doença infecciosa viral contagiosa, via fecal-oral (fezes de pct que contaminam a água), causada pelo vírus A (HAV). O agente etiológico é um pequeno vírus RNA, membro da família Picornaviridae.


Transmissão:

Através de alimentos ou de água contaminados por matérias fecais.
Frutas, vegetais e saladas ou outros alimentos crus, contaminados por água de esgotos.
Contato com matéria fecal. 

Sintomas:

Gripe com febre; mialgias; mal-estar geral; falta de apetite e os vómitos.

Tratamento:

Não há um medicamento específico e o repouso moderado. A alimentação deve ser rica em proteínas e baixa em gorduras.

 Prevenção:

Medidas de higiene tais como a lavagem das mãos, precaução com a alimentação, frutos do mar, sobretudo em viagens.

- Vacina para os viajantes e os profissionais de risco (profissões ligadas à saúde, por exemplo).


Hepatites




DEFINIÇÃO:

É inflamação do fígado, podendo acometer pessoas de ambos os sexos e de todas as idades podendo levar a pessoa a óbito.     
 
O FIGADO:

O fígado é a maior glândula do organismo localizada na parte superior do abdome, que tem como função de manter as reservas de ferros, vitaminas, sais mineras necessários para a metabolização humana. O fígado por sua vez também produz a bile (vesícula biliar), um líquido acido na qual ajuda na digestão dos alimentos, com isso desintoxicando todos os produtos químicos e prejudicial que nós ingerimos, assim como bebidas alcoólica.

Todos esses benefícios que favorece o fígado pode ser destruído caso o mesmo seja acometido pela doença hepatite.



                                                                         TIPOS DE HEPATITE


Hepatite A:

Transmitida normalmente através de alimentos ou contato pessoal. Vem e dura aproximadamente 1 mês. É uma infecção leve e cura sozinha. Existe vacina.


Hepatite B:

Transmitida principalmente através de relações sexuais e contato sanguíneo. Existe vacina. Age surdamente no fígado por até 20, 30 anos. Leva à cirrose, ao câncer de fígado e à morte. Há tratamento. As curas totais são raras, mas é possível conviver com a doença, tratando-a por períodos de tempo variáveis.

Hepatite C:

A maior epidemia da humanidade hoje, superior à AIDS/HIV em 5 vezes. A transmissão é por contato sanguíneo, via transfusões, dentistas, seringas compartidas, etc. Não se transmite por sexo (a menos que haja sangramento mútuo) Não tem vacina. Existem subdivisões de seu vírus (o genótipo 1, 2 e 3 e os raros 4, 5 e 6). Existem, no mundo cerca de 200 milhões de pessoas que carregam o vírus da hepatite C.
 A hepatite C é a principal causa de transplantes de fígado, respondendo por 40% dos casos. Pode causar cirrose, câncer de fígado e morte.




Hepatite D:

 A infecção causada pelo vírus da hepatite D (VHD) ocorre apenas em pacientes infectados pelo vírus da hepatite B. 
Em pacientes cronicamente infectados pelo vírus da hepatite B, a infecção concomitante com o VHD acelera a progressão da doença crônica. A vacinação contra a hepatite B também protege de uma infecção com a hepatite D.

Hepatite E:

É causada pelo vírus da hepatite E (VHE) e transmitida por via digestiva (transmissão fecal-oral), provocando grandes epidemias em certas regiões.
A hepatite E não se torna crônica. Porém, mulheres grávidas que foram infectadas pelo vírus da hepatite E podem apresentar formas mais graves da doença.
Felizmente, hábitos de higiene adequados e um melhor controle da qualidade da água utilizada pelas pessoas podem evitar o contato com esse vírus.

Hepatite F:

Relatos recentes demonstram que não se confirmou a identificação do vírus da hepatite F (VHF), portanto este tipo de hepatite pode ser desconsiderado.
 
Hepatite G:

 O vírus da hepatite G (VHG), também conhecido como GBV-C é transmitido através do sangue, sendo comum entre usuários de drogas endovenosas e receptores de transfusões. O vírus G também pode ser transmitido durante a gravidez e por via sexual. É frequentemente encontrado em co-infecção com outros vírus, como o da hepatite C (VHC), da hepatite B (VHB) e da Aids (HIV).

 
 
 

O DIAGNÓSTICO PRECOCE É A MELHOR DEFESA. PODEMOS SALVAR MILHÕES DE VIDAS SE OS TESTES FOREM FEITOS E AS PESSOAS TRATADAS A TEMPO.

 

 

 

 

 

 
 
HEPATITES, EPIDEMIA IGNORADA:


1° Episódio
 
 
 
 
2° Episódio
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para mais informações:
 
 
 
 

Bem Vindo!

Este blog tem por finalidade disseminar conhecimentos em relação às DSTs. 
E ainda, servir de instrumento de avaliação para a disciplina de 
"Uroginecologia, Obstetrícia e Neonatologia" ministrada por
LILIANEI DE FÁTIMA VERONEZ.

O portal do Ministério da Saúde define DST como:
AS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS QUE SÃO TRANSMITIDAS, PRINCIPALMENTE, POR CONTATO SEXUAL SEM O USO DE CAMISINHA COM UMA PESSOA QUE ESTEJA INFECTADA,       E GERALMENTE SE MANIFESTAM POR MEIO DE FERIDAS, CORRIMENTOS, BOLHAS OU VERRUGAS.
ESSAS DOENÇAS QUANDO NÃO DIAGNOSTICADAS E TRATADAS A TEMPO, PODEM EVOLUIR PARA COMPLICAÇÕES GRAVES.
OUTRA FORMA DE INFECÇÃO PODE OCORRER PELA TRANSFUSÃO DE SANGUE CONTAMINADO OU PELO COMPARTILHAMENTO DE SERINGAS E AGULHAS, PRINCIPALMENTE NO USO DE DROGAS INJETÁVEIS.
A AIDS E A SÍFILIS TAMBÉM PODEM SER TRANSMITIDAS DA MÃE INFECTADA, SEM TRATAMENTO, PARA O BEBÊ DURANTE A GRAVIDEZ, O PARTO. E, NO CASO DA AIDS, TAMBÉM NA AMAMENTAÇÃO.
O TRATAMENTO DAS DST MELHORA A QUALIDADE DE VIDA DO PACIENTE E INTERROMPE A CADEIA DE TRANSMISSÃO DESSAS DOENÇAS. O ATENDIMENTO E AO TRATAMENTO SÃO GRATUITOS NOS SERVIÇOS DE SAÚDE DO SUS.
  


As informações aqui disponibilizadas tem caráter meramente educativo e de forma alguma devem substituir a procura de um médico (urologista, ginecologista ou infectologista) para que seja feito diagnóstico, tratamento e acompanhamento adequados.





VIVA PARA CONHECER A PESSOA CERTA:




UMA HISTÓRIA DE AMOR:




segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Sexo oral pode transmitir DST?

Camisinha é o método mais fácil e eficiente de impedir o contato com sangue, esperma e secreção vaginal.

Casais que são fieis precisam usar camisinha? Beijo na boca transmite Aids? Sexo oral é seguro? Quando se trata de doenças sexualmente transmissíveis – as DSTs – as dúvidas são muitas – e os mitos que as cercam também.

De acordo com uma pesquisa do Ministério da Saúde divulgada no ano passado, mais de 10 milhões de brasileiros já tiveram algum sinal ou sintoma de alguma DST. Desse total, cerca de 30% não buscaram atendimento médico – o que pode agravar o quadro da doença e torná-la mais difícil de ser tratada, deixar a pessoa mais suscetível ao aparecimento de outras doenças oportunistas e até mesmo levar à morte.

Os números são alarmantes. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que aproximadamente 340 milhões de casos de DSTs ocorram no mundo anualmente. Só de Aids já existem 33,5 milhões de pessoas infectadas em todo o planeta hoje (490 mil só no Brasil), segundo dados da Unaids (órgão especial da ONU para a Aids).

O sexo e as doenças  

Como o próprio nome diz, as doenças sexualmente transmissíveis são transmitidas, na maioria das vezes, por meio do ato sexual (vaginal, anal ou oral). Algumas delas, como a Aids e a hepatite B, também podem ser transmitidas por objetos perfurantes ou cortantes contaminados (como seringas e lâminas).

"As doenças sexualmente transmissíveis, também conhecidas como doenças venéreas, transmissíveis, são infecções transmitidas através de relações sexuais, onde os fungos, vírus, bactérias etc. são transportados pelo sêmen ou fluidos sexuais", explica Rodrigo de Freitas, ginecologista do Hospital Samaritano de São Paulo.

Algumas pessoas acreditam que utensílios pessoais íntimos mal higienizados (roupas íntimas e toalhas de banho, por exemplo) também podem transmitir a DST, mas esse é um tema controverso. Isso porque é muito difícil que um vírus ou bactéria sobreviva em uma toalha, por exemplo. Mas alguns pesquisadores acreditam que, apesar de rara, essa transmissão pode acorrer no caso de algumas doenças, como o HPV e o chato (uma espécie de piolho).

Sinais de alerta

As principais DSTs são sífilis, gonorreia, tricomona, clamídia, candidíase, herpes genital, hepatite B e Aids. A sífilis caracteriza-se pelo surgimento de lesões, primeiramente nos órgãos genitais, e depois em todo o corpo, e pode levar a complicações cardiovasculares e nervosas.
A gonorreia provoca a inflamação do canal urinário e pode se alastrar para outros órgãos, causando complicações como artrite, meningite e problemas cardíacos. O tricomona provoca quadros inflamatórios na uretra dos homens e no canal vaginal das mulheres.

A clamídia provoca inflamação nos canais genitais e urinários, e pode causar infertilidade. A candidíase causa infecção genital, além de inchaço e vermelhidão nos órgãos genitais. O herpes genital caracteriza-se pelo surgimento de pequenas lesões dolorosas nos genitais.

Hepatite B provoca a infecção das células do fígado, e pode levar à insuficiência hepática crônica. A Aids provoca a baixa imunidade do organismo, deixando a pessoa suscetível a outras infecções, e pode levar à morte.

Apesar de serem doenças variadas, com sintomas variados, elas compartilham alguns sinais, que devem servir de alerta para a pessoa buscar assistência médica o mais rápido possível.

"Os sintomas são frequentes e visíveis das DSTs são úlcera genital, bolhas genitais, corrimentos e verrugas. No entanto, existem algumas dessas doenças – como Aids e hepatite B – que podem evoluir de forma assintomática", afirma Freitas, do Hospital Samaritano de São Paulo. Desta forma, o melhor é realizar exames periódicos para garantir que tudo está bem.

Apesar das DSTs serem envoltas em tabus, e muitas pessoas terem até mesmo vergonha de falar sobre elas com um especialista, é importante procurar ajudar logo nos primeiros sinais. Ficar calado e "esperar passar" pode acabar trazendo consequências muito graves, como infertilidade, surgimento de outras doenças oportunistas e até morte. Sem contar que a pessoa pode contaminar outras e disseminar a doença.

"As consequências de uma DST não tratada varia muito de acordo com a doença, mas podem ser inflamações pélvicas (muitas vezes chegando a formar abscessos e necessitar de cirurgia), esterilidade, câncer (de colo uterino, de ânus, de pênis e de garganta), hepatite crônica (caso das hepatites B e C), e morte", alerta Alessandra Bedin Ciminelli Rubino, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein.

Prevenindo para não remediar

Um dos mitos que cercam as DSTs é que casais fiéis estão fora de perigo. Mas não é bem assim. Toda população sexualmente ativa, sem distinção, é passiva de contágio. "Qualquer um que tenha relações sexuais sem cuidado está em risco", alerta Rubino.

Para se prevenir, o melhor método é usar o preservativo em todas as relações sexuais. A camisinha é a maneira mais fácil e eficiente de impedir o contato com sangue, esperma e secreção vaginal. Se utilizado corretamente, o risco de transmissão cai para 5%. Isso porque algumas doenças podem causar feridas em regiões não cobertas pelo preservativo.

"O uso da camisinha deve ser um hábito e pode até melhorar a relação. É preciso desconstruir o imaginário popular de que fazer sexo sem o preservativo é melhor", afirma o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco.

O preservativo começou a ser distribuído pelo Ministério da Saúde em 1994 e está disponível nas unidades básicas de saúde, centros de testagem e aconselhamento, serviços especializados e bancos de preservativos.

Também existem vacinas contra algumas DSTs, como é o caso do HPV e da hepatite B. "Além disso, exames clínicos periódicos com seu médico também ajudam, no mínimo para prevenir as complicações das mesmas", recomenda Rubino.

Apesar de todas as DSTs terem tratamento, nem todas têm cura. Esse é o caso do herpes genital, da hepatite B crônica e da Aids. Para estas existe somente controle. E esse é mais um motivo para se prevenir.

"Todas as DSTs têm tratamento, mas isso não significa que seja fácil: ele exige comprometimento, adesão e acompanhamento, e às vezes dura a vida toda – como é o caso da Aids. É muito melhor prevenir do que remediar", diz Kallas.