quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

DSTs


Segundo o Ministério da Saúde, as doenças sexualmente transmissíveis, ou DSTs, são consideradas como um dos principais problemas de saúde pública em todo o mundo. As mais famosas, além da Aids, são a sífilis, a gonorreia, a clamídia, o herpes genital e o HPV (Human Papillomavirus). Mas outras doenças não menos importantes, como as hepatites virais e as infecções pélvicas causadas por bactérias, também são transmitidas pela relação sexual. Estimativas do Ministério da Saúde indicam que a DST mais prevalente na população brasileira é a clamídia, seguida da gonorreia, da sífilis, do HPV, do herpes genital e, por fim, da Aids.

O chefe do Departamento de DSTs da Sociedade Brasileira de Urologia, Julio José Máximo de Carvalho, explica que todas essas doenças podem ser prevenidas através do uso de preservativos masculinos ou femininos, mas alerta quanto a alguns cuidados.  
Aids e outras DSTs: o que você precisa saber sobre elas
"É preciso conferir o prazo de validade da camisinha. Ela também somente deve ser aberta na hora de usar e o ideal é evitar lubrificantes oleosos, como a vaselina, pois podem danificar o preservativo. Além disso, a camisinha sempre deve ser colocada e retirada do pênis ereto", diz.

Ele recomenda ainda atenção com a higiene adequada, não apenas da região íntima, mas também dos objetos de uso sexual. Veja algumas informações importantes sobre cada uma dessas doenças.

Clamídia
clamídia é um tipo de infecção provocada por bactéria que pode atingir os órgãos sexuais da mulher e do homem. A doença é bastante comum entre os jovens e alguns dos seus sintomas são dor ao urinar, aumento de corrimento vaginal, sangramento fora da época da menstruação e dor durante a relação sexual. O mais grave é que, quando não tratada, pode levar à infertilidade. Mas atenção: em muitos casos, a doença é completamente assintomática. Portanto, a recomendação é consultar regularmente um especialista que irá fazer o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, geralmente com uso de antibióticos.  
Gonorreia: saiba como acontece a infecção que afeta, principalmente, a uretra
Gonorreia
gonorreia também é uma infecção causada por bactéria que pode infectar o colo do útero, o canal anal, a garganta e os olhos. Seus sintomas são semelhantes aos provocados pela clamídia, e da mesma maneira pode se manifestar como uma doença assintomática. Para as gestantes, a enfermidade é bastante danosa: mulheres com gonorreia e clamídia não tratadas são passíveis de contaminar o recém-nascido durante o parto. No primeiro mês de vida, o bebê infectado tem chance de desenvolver oftalmia neonatal, uma conjutivite que pode levar à cegueira. Para prevenir, a conduta é aplicar um colírio na primeira hora após o nascimento.

Sífilis
Trata-se de uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum e que apresenta como sintomas iniciais pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços na virilha. Essas lesões não doem e não coçam. Em fase mais avançada, a doença pode provocar manchas em várias partes do corpo e queda dos cabelos. Quando não tratada, a sífilis está relacionada a complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral e problemas cardíacos. Assim como todas as DSTs, o parceiro também precisa ser tratado. Recomenda-se ainda cuidado durante a gravidez, porque a sífilis pode provocar 
aborto e ser transmitida ao recém-nascido, causando má-formação do feto. Por isso, é importante fazer o teste para detectar a doença ainda durante o pré-natal. 
Câncer de colo do útero
HPV (condiloma acuminado)
O HPV é uma DST que pode ser causada por mais de 150 tipos do Human Papillomavirus. Alguns desses micro-organismos estão intimamente relacionados ao aparecimento do câncer no colo do útero e ânus. O principal sintoma da doença é o surgimento de verrugas nos órgãos genitais e lesões no colo do útero, mas, na maioria dos casos, é uma enfermidade assintomática.

O diagnóstico do HPV é feito pelo exame de Papanicolau, prescrito anualmente pelo ginecologista. O Dr. Julio José Máximo de Carvalho explica que o tratamento varia de acordo com o prognóstico e pode incluir eliminação das lesões com cauterização elétrica, química, a laser ou com uso de crioterapia (cauterização a frio). De acordo com o especialista, existem também os tratamentos imunológicos através da aplicação de cremes locais.  
Aids e outras DSTs: o que você precisa saber sobre elas
Herpes genital
Trata-se de uma doença também provocada por um vírus que, apesar de não ter cura, tem tratamento. Seus sintomas incluem pequenas bolhas que se transformam em feridas. Depois da contaminação, os sintomas podem reaparecer provocados por fatores físicos e psicológicos relacionados à baixa da imunidade como estresse, cansaço, esforço exagerado, febre, exposição ao sol, traumatismo, uso prolongado de antibióticos e menstruação. Na presença de qualquer sinal ou sintoma dessa DST, a recomendação é de procurar um especialista o quanto antes. Ele indicará a melhor forma de tratamento.

Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida)
A AIDS
 é uma síndrome provocada pelo vírus HIV que ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. O portador do vírus, chamado de soropositivo, pode ficar anos sem desenvolver a síndrome, mas neste período é capaz de transmiti-la a outras pessoas. Portanto, é tão importante a prevenção através do uso do preservativo.  
Carvalho explica que a Aids atinge globalmente mais homens do que mulheres - a proporção é de dois casos para um - na faixa etária de 30 a 49 anos. Ainda segundo o especialista, isso é explicado pelo fato de que o homem geralmente tem um número maior de parcerias sexuais do que as mulheres. "O HIV também é mais facilmente transmitido do homem para a mulher durante o sexo", esclarece.

O número de mulheres infectadas, no entanto, é maior entre jovens na faixa de 13 a 19 anos e vem aumentando significadamente na terceira idade. Apesar de não ter cura, os muitos avanços da medicina permitiram ao portador do vírus HIV manter a infecção controlada. "Observamos melhores resultados obtidos com associação de medicamentos antirretrovirais, que permitiram uma maior qualidade de vida com menos efeitos colaterais", explica Carvalho. 

Sintomas das DST

As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são muitas e podem ser causadas por diferentes agentes. Apesar disso, elas podem ter sintomas parecidos. Veja, abaixo, os principais sintomas das doenças mais comuns.

Sintomas: Corrimento pelo colo do útero e/ou vagina (branco, cinza ou amarelado), pode causar coceira, dor ao urinar e/ou dor durante a relação sexual, cheiro ruim na região. DST prováveis: Tricomoníase, gonorreia, clamídia.

Sintomas: Corrimento pelo canal de onde sai a urina, que pode ser amarelo purulento ou mais claro - às vezes, com cheiro ruim, além de poder apresentar coceira e sintomas urinários, como dor ao urinar e vontade de urinar constante.

DST prováveis: Gonorreia, clamídia, tricomoníase, micoplasma, ureoplasma.

Sintomas: Presença de feridas na região genital (pode ser uma ou várias), dolorosas ou não, antecedidas ou não por bolhas pequenas, acompanhadas ou não de “íngua” na virilha. DST prováveis: Sífilis, cancro mole, herpes genital, donovanose, linfogranuloma venéreo.

Sintomas: Dor na parte baixa da barriga (conhecido como baixo ventre ou "pé da barriga") e durante a relação sexual.
DST prováveis: Gonorreia, clamídia, infecção por outras bactérias.

Sintomas: Verrugas genitais ou “crista de galo” (uma ou várias), que são pequenas no início e podem crescer rapidamente e se parecer como uma couve-flor.

DST prováveis: Infecção pelo papilomavírus humano (HPV)


Não sinta vergonha de conversar com o profissional de saúde e tirar todas as dúvidas sobre sexo ou qualquer coisa diferente que esteja percebendo ou sentindo. É direito de todo brasileiro buscar esclarecimento e informações durante o atendimento de saúde.





quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

SOMOS TODOS IGUAIS

            AIDS

A AIDS é hoje uma doença de carácter pandêmico. 
Em vista disso,existem diversas ONG's e PROJETOS espalhados pelo mundo que buscam ainda hoje vencer o preconceito e proporcionar uma melhor e maior qualidade de vida para estas pessoas portadoras do vírus HIV. O Ministério da Saúde também contribui grandemente com esta constante VITÓRIA! É importante lembrar ainda que não existe SOMENTE a AIDS e que são diversas doenças sexualmente transmissíveis das quais devemos nos PREVENIR: ENTÃO USE SEMPRE CAMISINHA DURANTE AS RELAÇÕES SEXUAIS!
E junte-se a nós!..Informe-se! A informação é a melhor ferramenta para CONSTRUIRMOS um mundo mais JUSTO e IGUAL!

Este vídeo é do Projeto HIVida. Um pouco de informação e também de emoção para nossa semana!




Boa semana! Somos todos IGUAIS!

Fonte: www.asshivida.org.br

O Beijo!


domingo, 7 de dezembro de 2014

Dúvidas frequentes sobre HIV e AIDS







Atualmente, ainda há a distinção entre grupo de risco e grupo de não risco?
Essa distinção não existe mais. No começo da epidemia, pelo fato da aids atingir, principalmente, os homens homossexuais, os usuários de drogas injetáveis e os hemofílicos, eles eram, à época, considerados grupos de risco. Atualmente, fala-se em comportamento de risco e não mais em grupo de risco, pois o vírus passou a se espalhar de forma geral, não mais se concentrando apenas nesses grupos específicos. Por exemplo, o número de heterossexuais infectados por HIV tem aumentado proporcionalmente com a epidemia nos últimos anos, principalmente entre mulheres.


O que se considera um comportamento de risco, que possa vir a ocasionar uma infecção pelo vírus da aids (HIV)?
Relação sexual (homo ou heterossexual) com pessoa infectada sem o uso de preservativos; compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente, no uso de drogas injetáveis; reutilização de objetos perfurocortantes com presença de sangue ou fluidos contaminados pelo HIV.

Qual o tempo de sobrevida de um indivíduo portador do HIV?
Até o começo da década de 1990, a aids era considerada uma doença que levava à morte em um prazo relativamente curto. Porém, com o surgimento do coquetel (combinação de medicamentos responsáveis pelo atual tratamento de pacientes HIV positivo) as pessoas infectadas passaram a viver mais. Esse coquetel é capaz de manter a carga viral do sangue baixa, o que diminui os danos causados pelo HIV no organismo e aumenta o tempo de vida da pessoa infectada.
O tempo de sobrevida (ou seja, os anos de vida pós-infecção) é indefinido e varia de indivíduo para indivíduo. Por exemplo, algumas pessoas começaram a usar o coquetel em meados dos anos noventa e ainda hoje gozam de boa saúde. Outras apresentam complicações mais cedo e têm reações adversas aos medicamentos. Há, ainda, casos de pessoas que, mesmo com os remédios, têm infecções oportunistas (infecções que se instalam, aproveitando-se de um momento de fragilidade do sistema de defesa do corpo, o sistema imunológico).

Quanto tempo o HIV sobrevive em ambiente externo?
O vírus da aids é bastante sensível ao meio externo. Estima-se que ele possa viver em torno de uma hora fora do organismo humano. Graças a uma variedade de agentes físicos (calor, por exemplo) e químicos (água sanitária, glutaraldeído, álcool, água oxigenada) pode tornar-se inativo rapidamente.

Doenças sexualmente transmissíveis

- As chances de se contrair uma DST através do sexo oral são menores do que sexo com penetração?
O fato é que nenhuma das relações sexuais sem proteção é isenta de risco - algumas DST têm maior risco que outras. A transmissão da doença depende da integridade das mucosas das cavidades oral ou vaginal. Independente da forma praticada, o sexo deve ser feito sempre com camisinha.

- Toda ferida ou corrimento genital é uma DST?
Não necessariamente. Além das doenças sexualmente transmissíveis, existem outras causas para úlceras ou corrimentos genitais. Entretanto, a única forma de saber o diagnóstico correto é procurar um serviço de saúde.

- É possível estar com uma DST e não apresentar sintomas?
Sim. Muitas pessoas podem se infectar com alguma DST e não ter reações do organismo durante semanas, até anos. Dessa forma, a única maneira de se prevenir efetivamente é usar a camisinha em todas as relações sexuais e procurar regularmente o serviço de saúde para realizar os exames de rotina. Caso haja alguma exposição de risco (por exemplo, relação sem camisinha), é preciso procurar um profissional de saúde para receber o atendimento adequado. 

- Onde se deve ir para fazer o tratamento de outras DST que não a aids?
Deve-se procurar qualquer serviço de saúde disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

- Que período de tempo é necessário esperar para se fazer a identificação de um possível caso de sífilis?
Os primeiros sintomas da sífilis são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas, que surgem entre a 7 e 20 dias após o sexo desprotegido com pessoa infectada. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Mas, mesmo sem sintomas, a doença pode ser diagnosticada por meio de um exame de sangue. 

- Sífilis tem cura?
Sim. A sífilis é uma doença de tratamento simples que deve ser indicado por um profissional de saúde. 

- Quais as providências a serem tomadas em caso de suspeita de infecção por alguma Doença Sexualmente Transmissível?
Na presença de qualquer sinal ou sintoma de possível DST, é recomendado procurar um profissional de saúde, para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado. 

- Quais os sintomas do condiloma acuminado (HPV)?
A doença se manifesta por verrugas nos órgãos genitais com aspecto de couve-flor e tamanhos variáveis. È importante procurar um profissional de saúde, pois só ele pode indicar o melhor tratamento para cada caso. 

- Preciso de tratamento para HPV muito no início, porém, não tenho condições financeiras e tenho medo de que ele possa se tornar um verdadeiro e grande problema. Onde posso me tratar?
Diante da afirmativa do diagnóstico  de HPV, o tratamento deverá ser instituído no momento da consulta, todo o serviço público de saúde (Unidade Básica de Saúde), poderá avaliar qual tratamento a depender da fase clínica do HPV.
Ligue para o Dique Saúde (0800 61 1997) e informe-se sobre a localização da Unidade mais próxima da sua casa.
- A vacina contra o HPV está disponível no SUS?
Um comitê de Acompanhamento da Vacina, formado por representantes de diversas instituições ligadas à Saúde, avalia, periodicamente, se é oportuno recomendar a vacinação em larga escala no país. Até o momento, o comitê decidiu pela não incorporação da vacina contra o HPV no SUS.



Uso de medicamentos como prevenção

O que é a PEP sexual?
PEP sexual (profilaxia pós-exposição sexual) é uma medida de prevenção que consiste no uso de medicamentos até 72 horas após a relação sexual, para reduzir o risco de transmissão do HIV (vírus da aids), quando ocorrer falha ou não uso da camisinha.

Quando a PEP sexual é indicada?
A PEP sexual é indicada somente para situações excepcionais em que ocorrer falha, rompimento ou não uso da camisinha durante a relação sexual.
É, também, indicada em casos de violência sexual contra mulheres ou homens.
Quando a PEP sexual não é indicada?
A PEP sexual não é indicada para todos e nem deve ser usada a qualquer momento. Ela não substitui o uso da camisinha e não deve ser utilizada em exposições sucessivas, pois seus efeitos colaterais pelo uso repetitivo são desconhecidos em pessoas HIV negativas. Além disso, as pessoas que se expõem ao risco com frequência podem ter sido infectadas pelo HIV em alguma dessas exposições e necessitam de uma avaliação médica - clínica e laboratorial - cuidadosa.
Onde procurar?
A PEP sexual deve estar disponível nos Serviços de Atenção Especializada em HIV/aids (SAE), segundo recomendação do Ministério da Saúde. Veja os endereços e telefones dos SAE, em todo o país (veja mapa completo - faça a busca por estado e/ou cidade). Informe-se nesses serviços, sobre os locais disponíveis na sua cidade para o atendimento de urgência à noite e nos finais de semana.

Quando começar a PEP sexual?
A eficácia da PEP sexual diminui à medida que o tempo passa. Assim, o ideal é que você inicie o medicamento nas primeiras duas horas após a relação sexual, a partir da avaliação da equipe de saúde. O prazo máximo para início da PEP sexual é de 72 horas. Por isso, você tem o direito de solicitar atendimento no serviço de saúde.

Qual medicamento devo tomar?
Você será orientado pelo médico sobre isso. Caso o(a) seu(sua) parceiro(a) for HIV positivo(a) e esteja em uso de antirretrovirais (medicamentos para aids), é importante informar o médico sobre os medicamentos usados por ele(ela).

Durante quanto tempo devo tomar o medicamento?
O medicamento deve ser tomado durante 28 dias seguidos, sem interrupção, sob acompanhamento da equipe de saúde.

O medicamento causa efeitos colaterais?
Sim. A maioria dos medicamentos causa efeitos colaterais, que, em geral, são leves e melhoram em poucos dias. No caso de algum mal-estar durante o uso desses medicamentos, você deve procurar imediatamente o serviço de saúde para avaliação.

É preciso fazer o acompanhamento no serviço de saúde?
Sim. É muito importante fazer o acompanhamento durante as 24 semanas. Nesse período, você será acompanhado para investigar se adquiriu o HIV ou outras DST, como hepatite ou sífilis, por exemplo.

Não fique com dúvidas, esclareça todas essas questões durante a consulta com o médico.
• Se indicada a PEP sexual, nunca abandone os medicamentos. Isso pode fazer a diferença entre se infectar ou não com o HIV.
• Se tiver dificuldade para tomá-los, procure a equipe de saúde com sua receita médica em mãos.

Avaliação do risco para a PEP sexual
O profissional de saúde avaliará o risco que você teve na relação sexual e informará ao médico que indicará ou não a PEP sexual, baseado em dois critérios:
1. Tipo de relação sexual             
O risco da transmissão do HIV varia, dependendo do tipo de relação sexual. 

2. Relação sexual com parceiro HIV positivo ou que desconhece que tem HIV
·          Se você teve relação sexual com parceiro(a) fixo(a) ou ocasional que sabe que tem HIV e vocês não usaram a camisinha ou tiveram algum acidente durante seu uso;
·          Se você teve relação sexual com parceiro(a) fixo(a) ou ocasional que é usuário de drogas, profissional do sexo, gay, travesti ou homem que faz sexo com homem, por exemplo, que não sabe que tem HIV  e vocês não usaram a camisinha ou tiveram algum acidente durante seu uso.
Fatores que aumentam o risco de transmissão sexual do HIV

Nas relações desprotegidas, seu risco de se infectar pelo HIV aumenta se:
·         Seu/sua parceiro/a sexual for HIV positivo e estiver com uma carga viral sanguínea detectável (quantidade de HIV circulando no sangue);
·         Se você apresentar qualquer tipo de ferimento ou  lesão (machucado) na região genital;
·         Se houver a presença de sangramento, como menstruação, no momento do ato sexual;
·         Se um dos parceiros apresentar uma doença sexualmente transmissível.


Fonte:

Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais 

sábado, 6 de dezembro de 2014

DSTs podem comprometer a fertilidade


O número de jovens infectados vem aumentando e pode prejudicar possibilidade de gestação


Os jovens brasileiros estão recebendo cada vez mais informações em relação as formas de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Segundo uma pesquisa do ministério da saúde, realizado em parceria com instituto brasileiro de geografia e estatística (IBGE) e com apoio do ministério da educação, 89,1% dos adolescentes dizem ter recebido algum tipo de orientação sobre doenças sexualmente transmissíveis (DST) e 69,7% dos entrevistados sabiam que é possível adquirir preservativos gratuitamente no sistema único de saúde (SUS).

No entanto, mesmo com a informação em mãos, a população mais atingida pelas DST é formada por jovens em idade reprodutiva. Ocorrem, no mundo, cerca de 340 milhões de casos de DST por ano, dos quais mais de 10 milhões estão no Brasil. Consideradas como um dos problemas de saúde pública mais comuns em todo o mundo, algumas dessas infecções (causadas por vírus, fungos, protozoários e bactérias) afetam significativamente a saúde sexual e reprodutiva feminina, principalmente quando não tratadas. Dentre essas doenças se destaca a clamídia, a DST mais prevalente no mundo. Entre as principais consequências, é possível ressaltar a gravidez ectópica e a infertilidade

As doenças sexualmente transmissíveis estão entre as principais causas de busca por assistência no mundo, com grandes consequências econômicas, sociais e sanitárias. O problema é que muitas vezes essas infecções são silenciosas. Algumas dessas doenças afetam significativamente a saúde sexual e reprodutiva feminina e tornam o organismo mais vulnerável a outras doenças. 

Usar preservativos em todas as relações sexuais é o método mais eficaz para a redução do risco de transmissão das DST. Além de prevenir contra doenças, ele ajuda a manter a mulher saudável do ponto de vista reprodutivo. No caso de infertilidade, as infecções que mais podem afetar são aquelas que atuam sobre as tubas uterinas, estrutura que transporta o espermatozoide ao óvulo e leva o embrião ao útero. 

Algumas bactérias mais agressivas provocam uma Doença Inflamatória Pélvica (DIP) causando dilatação e posterior obstrução tubária. Entre as mais frequentes estão à bactéria gonococo (causador da gonorreia) e a clamídia que pode ser totalmente assintomática e obstruir as tubas. 

A boa notícia é que grande parte das DST tem tratamento e, se descoberta ainda no início, não costuma ter graves consequências. A melhor forma de detectar se você se contaminou é, no caso de uma relação desprotegida, procurar o seu médico. Faça isso o mais rápido possível para que a doença seja tratada logo no início e não acabe ou adie o seu sonho de ser mãe. 

Conheça como as principais doenças sexualmente transmissíveis podem dificultar uma possível gravidez: 

Sexo seguro é a melhor forma de prevenção!!!

  • HPV

Sintomas: causada pelo Papilomavírus humano, a doença traz manchas esbranquiçadas ou verrugas róseas ou acinzentadas no aparelho genital feminino e masculino, assim como coceira na vulva e dor durante a relação sexual.

Transmissão: relações sexuais, contato com a pele de portadores de verrugas do HPV.

Tratamento: cauterização elétrica com bisturi, crioterapia e cauterização por laser.

Complicações: em 95% dos casos, o HPV está associado a casos de câncer de colo de útero. O vírus também pode causar a proliferação das verrugas na vagina, na região anal ou no períneo. 

  • Sífilis

Sintomas: primeiro aparecem bolhas de casco duro, indolores, na região genital. Em seguida, surgem manchas rosadas, na palma das mãos e na planta dos pés e os gânglios da virilha ficam inchados.

Transmissão: Por relação sexual, transfusão de sangue ou de mãe para o feto.

Tratamento: Antibióticos.

Complicações: Gestantes com a bactéria podem sofrer partos prematuros e aborto ou o bebê pode ter alguma malformação. Por isso, é importante fazer este exame no pré-natal. A doença também atinge o sistema nervoso central e o coração. 

  • Gonorreia

Sintomas: corrimento amarelado com pus, ardor na hora de fazer xixi, coceira e dor na região pélvica.

Transmissão: sexual, se o parceiro está infectado, o risco de contrair a doença chega a 90%.

Tratamento: Antibióticos via oral.

Complicações: Se a mulher não se tratar, a bactéria pode subir pelo canal cervical e se alojar na região do útero, inflamando órgãos da pelve. A doença pode causar infertilidade ou aborto espontâneo. Em cerca de 20% das mulheres, provoca algum tipo de doença nas trompas. 

  • Clamídia

Sintomas: estima-se que em 70% dos casos os sintomas não aparecem. Algumas pessoas sentem ardor na uretra e na vagina e têm corrimento com o aspecto de clara de ovo. Podem ocorrer dores durante a relação sexual.

Transmissão: sexual, outros tipos da bactéria, transmitidas pelo ar, causam pneumonias e infecções.

Tratamento: antibióticos.

Complicações: Inflamações dos órgãos da pelve (útero, ovário, bexiga e parte do intestino grosso), infertilidade (na mulher e no homem), parto prematuro.

  • Herpes genital

Sintomas: Pequenas bolhas aparecem principalmente na parte externa da vagina e na ponta do pênis, que viram feridas e causam dor.

Transmissão: Pelo líquido que sai das feridas durante sexo oral, vaginal e anal.

Tratamento: Não há cura, mas controle, medicamentos de via oral ou em pomada ajudam a aumentar a imunidade e tornar as crises menos frequentes. Quando o organismo está mais enfraquecido, a herpes pode aparecer.

Complicações: Aborto, parto prematuro, infecção do útero. Na gravidez, o sistema nervoso do bebê pode ser atingido.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Vírus da Aids pode curar leucemia?



Tratamento com 30 pacientes mostra que HIV desativado inserido em células brancas combate o câncer

O americano Marshall Jensen, 30 anos, recebeu o diagnóstico de leucemia linfoblástica aguda em 2012 e passou os últimos dois anos em busca de um tratamento eficaz. Na  Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, participou de um experimento que consiste no implante de células brancas do sangue com o vírus HIV, causador da Aids, desativado. Dos 30 pacientes envolvidos no estudo, 23 estão vivos, sendo que 19 estão em remissão (ausência dos sinais da doença), incluindo Jensen. Os dados são do jornal Daily Mail.
A ligação entre leucemia e o vírus HIV foi descoberta em 2006, quando um homem soropositivo chamado Timothy Wood foi diagnosticado com leucemia mieloide aguda. Depois de receber um transplante de medula óssea de um doador com uma mutação genética rara, o câncer de Wood entrou em remissão e o HIV desapareceu do seu sistema, tornando-se o primeiro homem a ser totalmente curado do vírus.
Desde então, o médico Carl June e sua equipe têm trabalhado no desenvolvimento de um tratamento à base de HIV para a leucemia e, em outubro deste ano, publicaram um estudo mostrando o sucesso da terapia em 30 pacientes com câncer. Extraíram linfócitos T, que pertencem a um grupo de glóbulos brancos do sangue, dos pacientes e implantaram HIV desativado. As células foram, então, inseridas no corpo para lutar contra o câncer e permanecem dormentes até que a doença reapareça.
É um vírus desativado, mas mantém a característica essencial do HIV, que é a capacidade de inserir novos genes nas células”, explicou June. Os especialistas querem desenvolver tratamento com o vírus HIV contra outras formas de câncer. 
"Parecia a coisa certa. Nós não sabíamos como iríamos chegar lá, o que iríamos fazer, mas funcionou. Pela graça de Deus, fui capaz de voltar”, disse Jensen, que recebeu uma festa ao voltar para casa depois de dois anos de viagem em busca de uma cura. Emma Whitehead, de 7 anos, foi a primeira criança a receber o tratamento em 2012 e está livre do câncer há dois anos.
Entendendo a leucemia.. 


Entendendo o HIV

Problema: quadro semelhante a gripe/resfriado



sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Estudo mostra que sêmen prejudica eficácia de gel anti-HIV

                                    

O sêmen parece interferir nos géis microbicidas usados para evitar a infecção por HIV, o que possivelmente explica porque funcionam em laboratório, mas não em situações da vida real, afirmaram cientistas.
Fragmentos de proteínas, encontrados no sêmen, dificultam o trabalho de microbicidas aplicados na vagina, destacou a pesquisa publicada na revista “Science Translational Medicine”.
Conhecidas como fibrilas amiloides, estas partículas no sêmen "atuam como uma cola, prendendo partículas de HIV na superfície da célula, estimulando a infectividade viral", destacou o estudo, conduzido por cientistas da Universidade da Califórnia, em San Francisco, e da Universidade de Ulm, na Alemanha. "Este efeito subjuga a atividade anti-HIV dos microbicidas", continuou.
Estes microbicidas foram desenvolvidos originalmente como uma forma de habilitar as mulheres da África subsaariana a se proteger, devido à dificuldade que podem encontrar para negociar o uso de preservativos com seus parceiros.
"No entanto, a primeira geração de microbicidas foi amplamente ineficaz ou, pior, alguns inclusive levaram a um aumento da transmissão do vírus", disse o autor principal do estudo, Warner Greene, diretor do Instituto Gladstone de Virologia e Imunologia.
A co-autora do estudo, Nadia Roan, do Departamento de Urologia da Universidade de San Francisco, na Califórnia, afirmou que as últimas pesquisas se baseiam em estudos anteriores. "Nós demonstramos anteriormente que o sêmen intensifica a infecção pelo HIV, mas esta foi a primeira vez que demonstramos que esta capacidade reduz claramente a eficácia antiviral dos microbicidas", concluiu.
O efeito foi o mesmo em todos os microbicidas testados no estudo, exceto o Maraviroc, que é avaliado para uso como microbicida e atualmente é utilizado como um tratamento para HIV/Aids.
Este medicamento age de forma diferente à dos microbicidas que atacam o HIV. Ao contrário destes, ele se liga a um co-receptor de células hospedeiras para impedir que o vírus entre na célula.
"Os resultados indicam que o Maraviroc é um promissor candidato a microbicida e sugerem que futuros microbicidas devem ser testados 'in vitro' na presença de sêmen", destacou o estudo.
O gel anti-HIV

Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo um gel que promete combater o vírus da Aids presente no esperma. Desta forma, as mulheres estariam protegidas do contágio durante as relações sexuais. Com o uso, as grávidas também impedem que seus bebês também se contaminem.

Conhecido também como "camisinha líquida", o produto contém o fármaco raltegravir, que reduz a quantidade de HIV na corrente sanguínea e será aplicado como um gel lubrificante, criando uma cobertura protetora na vagina. Em contato com o sêmen, o gel libera drogas antivirais que atacam o HIV. Segundo os pesquisadores, a substância não deve causar efeitos colaterais ou desconforto durante as relações.
"O que nós fizemos neste estudo foi identificar uma droga anti-HIV que bloqueia a integração do vírus ao DNA", explicou à AFP Walid Heneine, co-autor do trabalho.
Esse gel é um tipo de microbicida, novo grupo de medicamentos para combater as DST, doenças sexualmente transmissíveis.
O gel foi testado na região vaginal de seis macacas e foi aplicado até três horas depois da exposição a um vírus de imunodeficiência similar, encontrado em primatas e semelhante ao HIV que afeta seres humanos.
O estudo mostrou que o gel preveniu que o vírus afetasse cinco das seis macacas, para uma taxa de 84% de eficácia, segundo relatório da revista Science Translational Medicine.
A pesquisa está em andamento para também tentar desenvolver um gel retal, segundo Heneine.
Antes de chegar ao mercado, o produto ainda deve passar por mais uma bateria de testes em animais e humanos, um processo que pode levar de cinco a dez anos.