domingo, 17 de julho de 2016

Julho é o mês que marca a luta contra as hepatites virais

Já que estamos nesse mês, vamos falar um pouco mais sobre elas!





O que é hepatite?
A hepatite é a inflamação do fígado.


São doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas. Pode ser causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. Hoje, as que nos interessam são as causadas por vírus.
No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E, esse último mais frequente na África e na Ásia. Milhões de pessoas no Brasil são portadoras dos vírus B ou C e não sabem. Elas correm o risco de as doenças evoluírem (tornarem-se crônicas) e causarem danos mais graves ao fígado como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a hepatite.
Para saber se há a necessidade de realizar exames que detectem as hepatites observe se você já se expôs a algumas dessas situações:
  • Contágio fecal-oral: condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos (vírus A e E);
  • Transmissão sanguínea: praticou sexo desprotegido, compartilhou seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam (vírus B,C e D);
  • Transmissão sanguínea: da mãe para o filho durante a gravidez, o parto e a amamentação (vírus B,C e D).
As hepatites virais são doenças que cada ocorrência deve ser notificada por um profissional de saúde. Esse registro é importante para mapear os casos de hepatites no país e ajuda a traçar diretrizes de políticas públicas no setor.
Agora, vamos conhecer cada uma dessas hepatites virais:
Hepatite A
A hepatite A é uma doença contagiosa, causada pelo vírus A (VHA) e também conhecida como “hepatite infecciosa”. Sua transmissão é fecal-oral, por contato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus.

Geralmente, não apresenta sintomas. Porém, os mais frequentes são: cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Quando surgem, costumam aparecer de 15 a 50 dias após a infecção. Como as hepatites virais são doenças silenciosas, consulte regularmente um médico e faça o teste.
O diagnóstico da doença é realizado por exame de sangue, no qual se procura por anticorpos anti-HAV. Após a confirmação, o profissional de saúde indicará o tratamento mais adequado, de acordo com a saúde do paciente. A doença é totalmente curável quando o portador segue corretamente todas as recomendações médicas. Na maioria dos casos, a hepatite A é uma doença de caráter benigno.
A melhor forma de se evitar a doença é melhorando as condições de higiene e de saneamento básico, como por exemplo:
·         Lavar as mãos após ir ao banheiro, trocar fraldas e antes de comer ou preparar alimentos;
·         Lavar bem, com água tratada, clorada ou fervida, os alimentos que são consumidos crus;
·         Cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos, frutos do mar e carne de porco;
·         Lavar adequadamente pratos, copos, talheres e mamadeiras;
·         Não tomar banho ou brincar perto de valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo de onde haja esgoto a céu aberto;
·         Caso haja algum doente com hepatite A em casa, utilizar hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária ao lavar o banheiro;
·         No caso de creches, pré-escolas, lanchonetes, restaurantes e instituições fechadas, adotar medidas rigorosas de higiene, tal como a desinfecção de objetos, bancadas e chão utilizando hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária.

Para tratar a água, basta ferver ou colocar duas gotas de hipoclorito de sódio em um litro de água, 30 minutos antes de bebê-la, deixando o recipiente tampado para que o hipoclorito possa agir, tornando a água potável para o consumo. Na ausência de hipoclorito de sódio, pode-se preparar uma solução caseira com uma colher das de sopa de água sanitária a 2,5% (sem alvejante), diluída em um litro de água.
A vacina de Hepatite A foi introduzida no calendário infantil em 2014, para crianças de 1 a 2 anos de idade.
Hepatite E
É uma doença infecciosa viral causada pelo vírus VHE.
Assim como a hepatite do tipo A, sua transmissão é fecal-oral, por contato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos (como carne de porco mal cozida) contaminados pelo vírus. 

Quase não apresenta sintomas. Porém, os mais frequentes são semelhantes os da hepatite A. Esses sinais costumam aparecer de 15 a 60 dias após a infecção.

O diagnóstico é realizado por exame de sangue, no qual se procura por anticorpos anti-HEV. Na maioria dos casos, a doença não requer tratamento, sendo proibido o consumo de bebidas alcoólicas, recomendado repouso e dieta pobre em gorduras. A internação só é indicada em pacientes com quadro clínico mais grave, principalmente mulheres grávidas.
A melhor forma de se evitar a doença é melhorando as condições de higiene e de saneamento básico assim como as medidas já mencionadas para a do tipo A.

Hepatite B
Causada pelo vírus B (HBV), a hepatite do tipo B é uma doença infecciosa. Como o VHB está presente no sangue, no esperma e no leite materno, a hepatite B é considerada uma doença sexualmente transmissível. Entre as causas de transmissão estão:
·         Por relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada,
·         Da mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação,
·         Ao compartilhar material para uso de drogas (seringas e agulhas), de higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou de confecção de tatuagem e colocação de piercings,
·         Por transfusão de sangue contaminado.
A maioria dos casos de hepatite B não apresenta sintomas. Mas, os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Esses sinais costumam aparecer de um a seis meses após a infecção. Como as hepatites virais são doenças silenciosas, consulte regularmente um médico e faça o teste.
A hepatite B pode se desenvolver de duas formas, aguda e crônica. A aguda é quando a infecção tem curta duração. A forma crônica é quando a doença dura mais de seis meses. O risco de a doença tornar-se crônica depende da idade na qual ocorre a infecção. 
diagnóstico da hepatite B é feito por meio de exame de sangue específico. Após o resultado positivo, o médico indicará o tratamento adequado. Além dos medicamentos (quando necessários), indica-se corte no consumo de bebidas alcoólicas pelo período mínimo de seis meses e remédios para aliviar sintomas como vômito e febre.
Evitar a doença é muito fácil. Basta tomar as três doses da vacina, usar camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhar objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings. O preservativo está disponível na rede pública de saúde. Caso não saiba onde retirar a camisinha, ligue para o Disque Saúde (136).
Atualmente, o Sistema Único de Saúde disponibiliza gratuitamente vacina contra a hepatite B em qualquer posto de saúde. Mas, é necessário:
·         Ter até 49 anos;
·         Pertencer ao grupo de maior vulnerabilidade (independentemente da idade) - gestantes, trabalhadores da saúde, bombeiros, policiais, manicures, populações indígenas, doadores de sangue, gays, lésbicas, travestis e transexuais, profissionais do sexo, usuários de drogas, portadores de DST.
A imunização só é efetiva quando se toma as três doses, com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose.

Hepatite D
 A hepatite D, é causada pelo vírus D (VHD). Mas esse vírus depende da presença do vírus do tipo B para infectar uma pessoa, ou seja, ela só é instalada se a pessoa tiver o vírus da hepatite. Sua transmissão acontece assim como a do vírus B.
Da mesma forma que as outras hepatites, a do tipo D pode não apresentar sintomas ou sinais discretos da doença. Os mais frequentes são aqueles comuns de hepatite já descritos acima.
A gravidade da doença depende do momento da infecção pelo vírus D. Pode ocorrer ao mesmo tempo em que a contaminação pelo vírus B ou atacar portadores de hepatite B crônica.
Infecção simultânea dos vírus D e B
Na maioria das vezes, manifesta-se da mesma forma que hepatite aguda B. Não há tratamento específico e a recomendação médica consiste em repouso e alimentação leve e proibição do consumo de bebidas alcoólicas por um ano.
Infecção pelo vírus D em portadores do vírus B
Nesses casos, o fígado pode sofrer danos severos, como cirrose ou até mesmo formas fulminantes de hepatite. Pelo caráter grave dessa forma de hepatite, o diagnóstico deve ser feito o mais rápido possível e o tratamento indicado.
Como a hepatite D depende da presença do vírus B para se reproduzir, as formas de evitá-la são as mesmas do tipo B da doença. As principais medidas de proteção são as já descritas acima.

Hepatite C
A hepatite C é causada pelo vírus C (HCV). Assim como o vírus causador da hepatite B, está presente no sangue. Entre as causas de transmissão estão:
  • Transfusão de sangue;
  • Compartilhamento de material para uso de drogas (seringas e agulhas), higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou para confecção de tatuagem e colocação de piercings;
  • Da mãe infectada para o filho durante a gravidez;
  • Sexo sem camisinha com uma pessoa infectada.
O surgimento de sintomas em pessoas com hepatite C aguda é muito raro. Entretanto, os que mais aparecem são os clássicos de hepatites. Por se tratar de uma doença silenciosa, é importante consultar-se com um médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam todas as formas de hepatite. O diagnóstico precoce da hepatite amplia a eficácia do tratamento. Existem centros de assistência do SUS em todos os estados do país que disponibilizam tratamento para a hepatite C.

Quando a infecção pelo HCV persiste por mais de seis meses, o que é comum em até 80% dos casos, caracteriza-se a evolução para a forma crônica. Cerca de 20% dos infectados cronicamente pelo HCV podem evoluir para cirrose hepática e cerca de 1% a 5% para câncer de fígado. O tratamento da hepatite C depende do tipo do vírus e do comprometimento do fígado. Para isso, é necessária a realização de exames específico.
Não existe vacina contra a hepatite C, mas evitar a doença é muito fácil. Basta não compartilhar com outras pessoas nada que possa ter entrado em contato com sangue, como seringas, agulhas e objetos cortantes.

Além disso, toda mulher grávida precisa fazer no pré-natal os exames para detectar as hepatites B e C, a aids e a sífilis. Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão de mãe para filho. Em caso de resultado positivo, é necessário seguir todas as recomendações médicas, inclusive sobre o tipo de parto e amamentação (fissuras no seio da mãe podem permitir a passagem de sangue).

quarta-feira, 13 de julho de 2016

PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO (PEP)






A Profilaxia Pós-Exposição ou PEP é uma medida de prevenção que consiste em prevenir a infecção depois de ter havido uma provável exposição ao HIV como, por exemplo: em uma relação sexual com uma pessoa com HIV ou de sorologia desconhecida, com penetração sem uso de preservativos; ou acontecendo um acidente usando preservativos, tais como ruptura ou deslizamento do preservativo.
            A PEP consiste no uso de medicamentos antirretrovirais (medicamentos utilizados no tratamento para pessoas com HIV) por um período de 28 dias, sem interrupção, a não ser sob orientação médica após avaliação do risco.
O início desse tratamento deve ser idealmente em até 2 horas após a exposição e no máximo até 72 horas. A eficácia pode decair à medida que as horas passam. Este procedimento não está indicado em contatos sexuais sem penetração, como no caso da masturbação mútua e do sexo oral sem ejaculação na cavidade oral.
            Ressaltamos que, quando há indicação para o uso da PEP, costuma-se liberar medicamento para 15 dias, em seguida, marca- -se retorno no ambulatório de 1 semana a 10 dias para verificar possíveis efeitos colaterais e evitar abandono de tratamento e reforçam-se orientações de condutas para redução dos riscos. Isso é o que se espera que seja realizado nos Serviços!
            Os locais indicados são os SAE (Serviços de Atendimento Especializado) e os Hospitais que tratam pacientes com AIDS, como por exemplo, o Emílio Ribas ou o CRT-AIDS na cidade de São Paulo. Informe-se pelo Disque AIDS 0800-611997 sobre outros locais no seu município. Não espere o problema acontecer!
A camisinha rasgou ou transou sem camisinha? A PEP consiste em tomar medicamentos contra o HIV por 28 dias para evitar a provável infecção. Deve ser idealmente em até 2 hs após a exposição e no máximo até 72 hs
Somente devo utilizar a PEP se eu souber que meu parceiro tem HIV?
Não, mesmo se você não souber se o parceiro tem HIV, em alguns casos, também é indicada a PEP. Por exemplo, se o parceiro for usuário de drogas, ou trabalhador (a) comercial do sexo ou gay, travesti ou é um homem que faz sexo com homens.
Por que para estas populações?
Porque no Brasil estas populações têm uma proporção de pessoas com HIV superior à proporção de pessoas com HIV na população total.
O tratamento por um mês pode ter efeitos adversos?
Sim, pode haver alguns como náusea, diarreia, enxaqueca ou outros. Na maioria dos casos, eles nem aparecem, e mesmo quando aparecem podem sumir rápido. Durante sua consulta, você deve ser informado sobre estes possíveis efeitos adversos e onde dirigir-se em caso de surgimento.
Se eu sentir um efeito adverso, devo/ posso abandonar o tratamento?
Não deve abandonar o tratamento! Deve ir imediatamente ao serviço de saúde que receitou o tratamento relatar a situação. O tratamento poderá ser trocado por outro. E lembre que é melhor terminar o mês de tratamento e se livrar do HIV, do que ficar com o HIV pelo resto da vida!
Os funcionários de saúde acolhem bem as pessoas que procuram a PEP?

Como ocorre, muitas vezes, há todos os tipos de acolhimento. Você deve insistir em que seu caso é de URGÊNCIA e que precisa começar o tratamento imediatamente! O ideal é começá-lo nas duas horas seguintes à exposição para ter mais eficácia. Não admita demoras! A demora pode ser a diferença entre se infectar com HIV ou NÃO!

sábado, 2 de julho de 2016

Depilação com cera pode transmitir DST


     Por ser prática, fácil, durar por mais tempo, arrancar os pelos desde a raiz deixando a pele com um aspecto liso e macio, muitas mulheres optam pela depilação com cera. Mas algumas delas, não sabem que em algum estabelecimentos, essa cera é reutilizada, é ai onde está o perigo de transmitir doenças .
     "A reutilização do produto depilatório pode transmitir infecções bacterianas, como foliculite, micoses, infecções virais, como verrugas ou herpes, e até mesmo hepatite", alerta César Clemente Cuono, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). 
      Os profissionais após fazarem a depilação, devem descartar a cera utilizada e também lavar e esterilizar os objetos utilizados para a aplicação da mesma. Esses cuidados, diminuem os riscos de contaminação.
      A depilação com cera quando feita na parte intima se não tomar o cuidado correto com a higiene, pode transmitir doenças, inclusive o HPV.
      "Se a cera utilizada para depilar a região íntima da cliente com o vírus HPV for usada de forma coletiva, ela pode contaminar a próxima pessoa que passará pelo procedimento. Por isso, as mulheres precisam estar atentas às condições de higiene do local e certificar-se de que a depiladora não reaproveitará o material", alerta Vânia Carolina Piccinni, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
       Além da cera que pode ser uma forma de contagio, a espátula utilizada para a aplicação também pode ser um meio de contágio. Por isso, aconselha-se que a pessoa tenha seu próprio kit individual de depilação, evitando que os problemas com infecção aconteçam.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Pequenos sintomas podem sinalizar uma DST

1) Secreção vaginal ou corrimento

   O corrimento vaginal nada mais é que o líquido ou muco que sai da vagina. Muitas vezes é causa de preocupação entre as mulheres de todas as idades, quando as secreções são claras e sem cheiro, até uma semana antes da menstruação, não há com o que se precupar, pois são normais. O problema é quando o sintoma persiste. Qualquer secreção vaginal mais amarelada, verde, pink ou até mesmo a branca, quando em grande quantidade, pode sinalizar algum problema de infecção ou até alguma DST, como a gonorreia. Nesse caso a mulher precisa se atentar a esses sinais e procurar o quanto antes um ginecologista. 

2) Verrugas genitais

   O aparecimento de pequenas verrugas (externas ou internas) serve como um sinal vermelho para algumas doenças, como o HPV, que na mulher aumenta muito as chances de câncer de colo de útero.

3) Cheiro forte

   A região intima apresenta um cheiro característico, entretanto quando uma mudança do odor for percebida sendo este mais forte e não característico há possibilidade do envolvimento de um bactéria ou uma infecção. O quadro pode gerar pus, que altera o odor normal da região e, em alguns casos, pode causar ardência e irritação", diz Rosa Maria Leme.


4) Coceira

   Normalmente a coceira não está relacionada a nenhuma DST, mas precisa de atenção especial. "Em geral, esse problema está ligado à infecção por um fungo chamado cândida e causador da Candidíase que além da coceira, vem acompanhado de corrimento. Mas vale lembrar que a coceira também pode estar relacionada a outras infecções genitais menos frequentes ou até mesmo ao chato (uma espécie de piolho, que se instala na região pubiana)".

5)Dor durante a relação sexual

   A dor durante o ato sexual é um sina vermelho, indica que algo não está bem. É imprescindível que a mulher procure um ginecologista.

6) Visite o ginecologista

   Por fim, quando qualquer situação fora da normalidade for percebida é necessário visitar o ginecologista, além disso toda mulher que já tiver tido relação sexual, deve obrigatoriamente passar por uma consulta ginecológica anual para realização de exames de rotina ginecológica e para prevenção de câncer de colo uterino, como exames hormonais e ultrassom para checar útero e ovários.




sábado, 18 de junho de 2016

Higiene masculina: Protege contra doenças e melhora vida sexual


A preocupação com a higiene para muitos homens é um exagero, alguns acreditam que basta tomar banho todos os dias para estar livre de qualquer problema, mas será verdade?
A falta de higiene para homens e mulheres, pode geral uma séries de complicações como inflamações e irritações na área genital, que vão desde uma coceira chata até infecções graves por fungos, como a candidíase.



Manter a região íntima não é nada complicado, basta seguir as dicas dos especialistas:

1) Larvar as mãos
Fácil ? Nem tanto.
Muitas pessoas se esquecem de lavar as mãos antes e depois de irem ao banheiro. "Lavar as mãos antes de tocar o pênis é fundamental para evitar o risco de levar bactérias e fungos para região genital", afirma o urologista Ravendra Muniz, do Núcleo de Urologia do Hospital Samaritano de São Paulo. Ao tocar o pênis com as mãos sujas o homem está contaminando a mucosa e pele da região com todos os germes acumulados, podendo contrair várias formas de doenças.

2) Enxugue o pênis
Essa prática reduz ou evita que certa  quantidade de urina fique acumulada no pênis, assim de acordo com o o urologista Ravendra, as chances de uma inflamação local ou fúngica acontecerem são reduzidas. O urologista José de Ribamar Rodrigues Calixto, diretor da Sociedade Brasileira de Urologia, afirma que a urina é um meio de cultura para germes, pois é rica em amônia. "Além disso, essas gotas na cueca podem causar um cheiro forte, levando ao incômodo social."

3) Durante o banho
Durante o banho os homens acreditam que estão fazendo a correta higiene do pênis, mas as vezes se esquecem de passos bem simples, como explicam os urologistas José e Ravendra:
 - Puxar o prepúcio (pele que recobre a glande ou cabeça do pênis) até o aparecimento total da glande, passar água com espuma de sabão ou sabonete sobre a superfície da mucosa e/ou pele suavemente, até sair toda a camada de gordura acumulada. Essa gordura se chama esmegma, e é uma secreção branca composta de células descamadas da pele e óleos produzidos por glândulas penianas, que se acumula entre a glande e o prepúcio. Após a limpeza cuidadosa da glande, deve-se higienizar toda região genital e anal de forma habitual.  Infor
Lavar o pênis após a relação sexual também ajuda a remover resíduos de sêmen e excesso de lubrificante do preservativo

4) O uso do sabonete
"O fundamental na realização da higiene do pênis não é o sabonete, mas o cuidado na maneira de limpar a glande", declara o urologista Ravendrea. A maioria dos homens pode usar sabonete comum de pH 7, que é o neutro, para fazer a limpeza do pênis sem problemas. "No entanto, alguns homens com a pele sensível ou propensão a alergias se beneficiam do uso de um sabonete íntimo masculino de pH fisiológico (pH 5-6)." O urologista José completa dizendo que, caso o homem tenha algum ferimento, pode optar também pelo sabonete antisséptico, associado ao medicamento prescrito pelo urologista.

5) Depilação é necessário?
O cabelo é uma forma de proteção do organismo, sendo assim não pode ser completamente depilado, pois a depilação total aumenta a chance de inflamação e infecção cutânea, podendo cursar com foliculites e abscessos de pele", alerta o urologista Ravendra. O urologista José diz tamém que na base do pelo há glândulas que produzem suor e gorduras para lubrificar e resfriar a pele, e essas podem causar um cheiro desagradável ou servir de alimento para germes, predispondo ao aparecimento de doenças de pele. Dessa forma, é importante manter os pelos pubianos aparados e a região sempre limpa, para não dar margem ao acúmulo de fungos e bactérias nocivas.

6) Cuecas sem aperto!



Cuecas e roupas apertas podem interferir na qualidade so sêmen. "Os testículos quando muito próximos do abdômen ficam expostos a uma temperatura corpórea maior, que pode levar a dano temporário da qualidade e quantidade de espermatozoides produzidos", diz o urologista Ravendra. Segundo o especialista, os melhores modelos são as cuecas samba-canção ou boxer, que são mais folgadas, permitem o posicionamento anatômico do escroto e a maior circulação de ar, evitando umidade local. "No entanto, não há comprovação científica de que o uso de cuecas aperta cause algum tipo de doença', declara José de Ribamar.

7) Lave bem sua roupa íntima
Cueca não pode acumular no cesto de roupa suja. Isso porque os resíduos e secreções que eventualmente se acumulam na peça podem se proliferar, dificultando a higienização e inclusive arriscando contaminar outras roupas. "A melhor forma de higienizar as cuecas é lavando-as diariamente após o uso e trocando a peça no mínimo diariamente", diz o urologista José.





quarta-feira, 8 de junho de 2016

Profilaxia pré-exposição controla a Aids, mas não substitui prevenção

A intenção do Brasil de ser o primeiro país do mundo a disponibilizar em sua rede pública a Prep (Profilaxia Pré-Exposição) pode ser vista como um passo audacioso e até polêmico, mas que, tecnicamente, representará avanços imensos e certeiros no controle da epidemia de Aids que segue crescendo atualmente. São, em média, 40 mil novos casos todos os anos no país.
A Prep concentra dois tipos de antirretrovirais –medicações usadas no tratamento do vírus HIV– e foi pensada para o uso contínuo no dia a dia, assim como um remédio para controlar a pressão arterial, por exemplo. Trata-se de um comprimido que bloqueia a entrada do vírus HIV no DNA das células de defesa do organismo e que é voltado, especialmente, para pessoas consideradas de "risco ampliado".

Hoje, o HIV é um vírus disseminado em todas as camadas sociais, independente da cor, da idade, da orientação sexual ou da conta bancária. O uso do preservativo continua sendo a principal forma de prevenção contra a doença, porém outras estratégias no âmbito da prevenção combinada –como a própria Prep– também devem ser discutidas e disponibilizadas. 
É importante frisar que o grau de vulnerabilidade de cada um não está vinculado à orientação sexual, mas sim ao histórico de relações desprotegidas e ao nível de exposição. Infelizmente, há situações de risco conhecidas em que a exposição torna-se recorrente. Mas, há também outras complexidades. Você já parou para pensar em quantos milhares de brasileiros soronegativos têm relacionamentos sérios, namoros ou casamentos com parceiros infectados pelo vírus HIV, por exemplo?
Nos Estados Unidos, já é possível comprar a Prep no circuito comercial de forma legal. Estatísticas apontaram uma redução de 30% no número de novos casos em São Francisco, onde alguns serviços públicos da prefeitura já disponibilizam a medicação. Na Europa, a Inglaterra e a França já estudam a possibilidade de disponibilizarem a medicação gratuitamente. 
A ideia é que o tratamento seja combinado com o uso do preservativo, e não que o substitua. Somente o preservativo é capaz de proteger contra as outras várias DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), como a sífilis. Por isso, sempre existiu um temor natural e compreensível de que as pessoas poderiam se acomodar com a chegada da Prep.

Porém, algumas estatísticas nos propõem uma discussão que vai muito além, pois talvez, estrategicamente falando, não possamos mais nos dar ao luxo de dispensarmos qualquer nova ferramenta de prevenção. Uma pesquisa do Ministério da Saúde, divulgada no começo de 2015, mostrou que apenas 45% dos entrevistados usaram preservativo em suas relações sexuais com parceiros casuais nos 12 meses antecedentes à pesquisa.
Além disso, temos assistido ao incontestável crescimento do uso da PEP (Profilaxia Pós-Exposição). Trata-se de outro coquetel de antirretrovirais que protege contra o HIV, só que é tomado, no máximo, 72 horas após uma situação de exposição, seja em um acidente de trabalho ou em uma relação sexual desprotegida. No Estado de São Paulo, por exemplo, a busca pela PEP vem dobrando ano a ano desde 2011, tendo passado de 547 usuários, naquele ano, para 7.535, em 2015.  Inclusive, nesse mesmo período, o número de municípios paulistas que disponibilizavam a PEP passou de 54 para 112.  
Enfim, os fatos nos mostram que temos que lidar com o mundo real e não com o ideal. A meta da ONU é a de acabar com a epidemia da Aids até 2030. Além disso, há uma diretriz muito objetiva da Organização Mundial da Saúde para que os países do mundo todo avancem no controle da epidemia de Aids. A entidade preconiza não apenas o tratamento universal a todos os pacientes diagnosticados, como também o reforço às medidas tradicionais de prevenção e aos tratamentos pré e pós-exposição para diminuir o contágio.
Devido ao impacto positivo da entrada dos antirretrovirais no Brasil, é comum que as pessoas se espantem ao saberem que a Aids não só continua crescendo, como continua matando. As últimas estimativas apontam para uma média de 39 mil casos por ano, sendo que, em 2015, 81 mil pessoas iniciaram o tratamento da doença. Desde o início da epidemia de Aids, em 1980, até o ano passado, 798.366 casos de Aids foram registrados no país, segundo o Ministério da Saúde. A conta é simples: quanto menos gente infectada, menos gente infectando.
Fonte: Uol

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Porque usar sabonete íntimo?



Atualmente presente na rotina de muitas mulheres, o uso do sabonete íntimo ainda gera muitas dúvidas e preocupações.
As mulheres possuem uma proteção natural na região íntima, porém correm mais risco de adquirir uma infecção, pois apresentam uma variação da imunidade ao longo do ciclo menstrual, além da vagina estar muita perto do ânus, o que pode favorecer a contaminação dessa região.
O ph da vagina é ácido em torno de 3,8 a 4,2, sendo um ambiente propicio para a sobrevivência dos Bacilos de Doderlein, conhecidos como lactobacilos, eles são responsáveis pela defesa da vagina contra microrganismos. Entretanto em situações estressantes, baixa resistência, aproximação da menopausa e as mudanças causadas por desequilíbrios hormonais, o ph da vagina pode ser afetado ficando susceptível a infecções.
Para equilibrar o ph vaginal e prevenir o aparecimento de infecções, corrimentos e coceiras, é necessário ter uma higiene intima adequada, e é nesse aspecto que o sabonete íntimo pode ser muito útil.
O sabonete tradicional em barra possui ph alcalino que pode agredir a proteção naturalmente ácida da vagina, já o íntimo contém ácido lático que mantém o ph da vagina estável, o que previne infecções. além de trazer uma sensação de limpeza e frescor.
Ele pode ser usado diariamente sobre a área genital externa com movimentos circulares e sem esfregar, porém nunca deve ser aplicado dentro da vagina (região interna), pois pode agredir a mucosa, levando a infecções e corrimentos. Não há restrições quanto ao uso do sabonete íntimo durante o período menstrual ou após a depilação.
O público alvo desse produto é o adulto, não devendo ser usado em crianças, pois esse público não foi avaliado em teste.
Esse produto não deve ser usado para tratar infecções, pois não tem nenhuma ação medicamentosa.

Uma dica para escolher melhor esse sabonete é sempre observar se ele é ginecologicamente testado e observar se o ph corresponde com o vaginal.






Referências