quinta-feira, 2 de abril de 2015

Medicamento para hepatite C tem registro liberado pela Anvisa

Na última segunda-feira, 30 de março, a Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária , concedeu registro do sofosbuvir, medicamento usado para o tratamento da hepatite C crônica. Após o registro de outros dois medicamentos, o declatasvir - em janeiro-, e o simeprevir - em março- este é o terceiro medicamento aprovado pela agência em 2015. O objetivo é que estes medicamentos sejam disponibilizados pelo SUS, Sistema Único de Saúde, até o final do ano. Juntos, esses três medicamentos apresentam um percentual de cura de 90% e alta eficiência no tratamento.

A expectativa é que esse novo tratamento beneficie cerca de 60 mil pessoas nos próximos dois anos. As novas opções terapêuticas tem um tempo reduzido de tratamento - de um ano, em média, para três meses -, redução no número de comprimidos, além de ser de uso oral. A análise desses medicamentos recebeu prioridade por serem de interesse estratégico para as políticas de tratamento da hepatite do Ministério da Saúde.

Sofosbuvir completa lista do novo tratamento para a doença aprovado pela agência este ano.

“Essas importantes incorporações reforçam o compromisso do Ministério da Saúde em ofertar o melhor tratamento disponível para os pacientes com hepatite C e consolidam a política de tratamento da doença que vem sendo desenvolvida pela pasta. Por isso, foi feito o pedido de prioridade de análise, tanto na Anvisa quanto na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec)”, relatou o Diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita.

O sofosbuvir foi aprovado no Brasil pela Anvisa na forma farmacêutica comprimido e concentração de 400mg. O medicamento apresenta proteção ao paciente quanto ao uso e eficácia, por meio da comprovação da evidência clínica consolidada e o custo-efetividade dos produtos. 

Por ser silenciosa e apresentar sintomas em fase avançada muitas pessoas desconhecem o diagnóstico. No mundo, cerca de 185 milhões de pessoas podem ter sido expostas ao vírus edesenvolvido a infecção crônica, correspondendo a cerca de 3% da população mundial. No Brasil estima-se que 1,4 a1,7 milhão de pessoas estejam infectadas pelo vírus, sendo que aos 45 anos esse índice é maior.

No mundo, o Brasil é um dos poucos países em desenvolvimento que oferece prevenção, diagnóstico e tratamento universal para as hepatites virais em sistemas públicos e gratuitos de saúde. O país criou o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, comemorado o dia 28 de julho, além de lidear o movimento global de enfrentamento da doença.

Sobre a doença:

A hepatite C é causada pelo vírus C (HCV) que está presente no sangue. A transmissão se dá por meio de transfusão de sangue, compartilhamento de material para uso de drogas, higiene pessoal, confecção de tatuagem, colocação de piercings, da mãe infectada para o filho durante a gravidez e sexo sem camisinha com uma pessoa infectada.

Na hepatite C aguda os sintomas são muito raros, sendo os mais frequentes: cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Quanto mais cedo o diagnóstico mais eficiente o tratamento. A melhor forma de prevenção contra a doença é evitar compartilhar objetos de uso pessoal e uso de preservativo.



quarta-feira, 1 de abril de 2015

A nova era dos contraceptivos masculinos


Com a ascensão dos debates sobre os direitos femininos, evidenciada claramente pelas crescentes correntes de movimentos feministas, surge também à discussão sobre a responsabilidade, hoje majoritariamente feminina, do uso de métodos que evitem a gravidez, de forma reversível.

Atualmente o método contraceptivo masculino existente, a vasectomia, é um método invasivo (uma cirurgia que secciona os tubos deferentes, necessários para a condução dos espermatozoides do seu local de armazenamento - os testículos - até a uretra, por onde podem ser externalizados). Além disso, o método é de complicada reversão. Os dois fatores levam a certa resistência por parte dos homens, somados ao fato de que muitos temem uma diminuição do apetite sexual ou alguma dificuldade de ereção, apesar de a vasectomia não interferir na produção de hormônios masculinos nem em seu desempenho sexual.

Observando a demanda de um método contraceptivo masculino reversível e de fácil uso, aumentam as pesquisas com esse objetivo. Estão em andamento quatro seguimentos diferentes de pesquisa.

A primeira, desenvolvida por uma organização americana sem fins lucrativos, focada no desenvolvimento de abordagens médicas de baixo custo, criou um anticoncepcional masculino que pretende trazer ao mercado até 2017. A Parsemus Fondation anunciou que um polímero reversível não hormonal - que bloqueia os canais deferentes - provou ser eficaz em um estudo com babuínos. Ao contrário da maioria dos métodos femininos de controle de natalidade, o Vasalgel não é hormonal e requer apenas um único tratamento, a fim de ser eficaz durante um período prolongado de tempo. Ao invés de cortar os canais deferentes, como seria feito em um procedimento de vasectomia, o Vasalgel envolve a injeção de um contraceptivo polímero diretamente para esses canais. Este polímero, então, bloqueará qualquer esperma que tente passar através do tubo. A qualquer momento, no entanto, o dispositivo pode ser retirado com outra injeção e o esperma volta à sua “velocidade normal”.

Na segunda linha de pesquisas, cientistas da Universidade Airlangga, na Indonésia, desenvolveram uma pílula masculina com eficácia de 99% e quase sem efeitos colaterais. De acordo com o professor da universidade Bambang Prajogo, a pílula, que é derivada de um arbusto da indonésia, permite que os homens produzam espermatozoides, porém eles são incapazes de penetrar no óvulo. O ingrediente ativo da planta utilizada para produção da pílula interrompe três enzimas do esperma, o que enfraquece e tornam os espermatozoides incapazes de penetrar nos óvulos durante o período de fertilização. No momento, os pesquisadores estão trabalhando na dosagem desse princípio ativo que será introduzida na pílula e esperam criar uma fórmula que faça com que os homens tenham que tomar a pílula horas antes de terem relações sexuais. Os cientistas afirmam que o medicamento não afeta permanentemente a fertilidade masculina. Segundo eles, os espermatozoides voltam ao normal dentro de um mês.

Numa terceira pesquisa, cientistas australianos descobriram uma forma reversível de interromper o esperma, sem afetar o desempenho sexual. Testes em camundongos mostraram que o esperma poderia ficar “armazenado” durante o sexo. A descoberta foi publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences” (Pnas). A equipe da Universidade de Moash, coordenada por Sabatino Ventura, levanta a possibilidade de um contraceptivo seguro, não hormonal e reversível. A pílula funciona ao deletar geneticamente duas proteínas (alfa1A-adrenérgico e P2X1-purinoceptor), o que bloqueia a liberação de espermatozoides durante o ato sexual. A remoção das proteínas em ratos geneticamente modificados resultou em animais machos que estavam completamente estéreis, mas continuavam a acasalar normalmente. Os camundongos não sofreram quaisquer efeitos secundários e foram capazes de posteriormente ter uma prole normal.
Por último, de acordo com uma notícia publicada pelo site Science Daily, um grupo de pesquisadores norte-americanos descobriu que a JQ1, uma substância desenvolvida para o tratamento do câncer, pode fazer com que a contagem de espermatozoides e a mobilidade dessas células sejam drasticamente reduzidas, apresentando profundos efeitos sobre a fertilidade. Os testes foram realizados com ratinhos de laboratório, apresentando resultados bastante satisfatórios. Segundo os pesquisadores, a JQ1 inibe a produção de uma proteína chamada BRDT, essencial para a fertilidade masculina. A boa notícia é que a substância não afeta o desempenho sexual, não altera os níveis de testosterona, não é um método invasivo e não apresenta efeitos colaterais, além de tornar a fertilidade totalmente reversível, uma vez seja suspenso o uso da JQ1. Os testes clínicos devem ser iniciados em breve e os pesquisadores estão confiantes de que os resultados apresentados pelos animais também serão observados em humanos.

Divisão da responsabilidade

Apesar de ainda estar longe de virar uma realidade acessível nas farmácias, a possibilidade de um anticoncepcional masculino pode provocar alterações profundas nas relações sexuais entre homem e mulher. Para a psicóloga especialista em sexualidade Aparecida Favoreto, eles poderão assumir mais responsabilidades.

- Isso dá ao homem um poder maior para decidir sobre a sua reprodução. Também responsabiliza mais, porque o peso dessa decisão não fica só com a mulher - opina a mestre em saúde coletiva, que também alerta: - Muitos homens usam camisinha mais preocupados em não engravidar do que com as doenças sexualmente transmissíveis. O lado ruim é que isso poderia trazer um relaxamento no uso da camisinha.

“Mais de 23 mil homens e mulheres assinaram uma petição clamando por novos métodos (contraceptivos), e 18 mil pessoas estão aguardando notícias dos exames clínicos de Vasalgel. Homens desesperados para ter mais controle sobre o seu destino reprodutivo já doaram milhares de dólares para o projeto”, escreveu Elaine Lissner, diretora da Parsemus, em um artigo publicado no The New York Times, sobre o anticoncepcional masculino.

Leia mais: 


quinta-feira, 26 de março de 2015

Sexo anal e higiene: esclareça suas dúvidas!



O sexo anal continua sendo uma prática repleta de tabus e por isso pouco se fala sobre os cuidados que devem ser tomados durante o ato. A via anal pode trazer muito prazer a homens e mulheres, desde que algumas medidas importantes sejam tomadas.

Não é certo sentir dor em todas as relações. Estar com o corpo relaxado pode reduzir a dor e para isso, é importante que as duas pessoas estejam confortáveis com a situação. A ginecologista Sueli Raposo, do Laboratório Exame em Brasília, afirma que no caso das mulheres, a relação anal tende a ser mais dolorosa porque a região não tem a mesma elasticidade da vagina. A especialista ainda recomenda a utilização de lubrificantes à base de água, já que a região anal não possui lubrificação própria. 

Ao contrário do que muitos pensam, é possível chegar ao orgamo pelo sexo anal. Tudo depende da lubrificação do canal, das preliminares e do grau de excitação dos parceiros. Muitas mulheres conseguem sentir tanto prazer na relação anal, quanto na relação vaginal.

O risco de engravidar pelo sexo anal é bem reduzido. A penetração no sexo vaginal ocorre pelo canal diretamente ligado aos órgãos reprodutores femininos, onde será depositado o sémen (líquido rico em espermatozóides) e haver a fecundação. No caso do sexo anal, o canal penetrado faz ligação apenas com o intestino grosso, órgão sem comunicação com o sistema reprodutor.

Além de medidas para aproveitar melhor o prazer no sexo anal, cuidados de higiene são fundamentais antes, durante e após a prática. O canal anal é habitado por muitas bactérias que quando próximas da uretra podem causar infecções uretrais ou urinárias graves.

A penetração pode causar fissuras no ânus, permitindo a entrada de bactérias e vírus na corrente sanguínea. Doenças sexualmente transmissíveis, como HIV e HPV, podem ser transmitidas por esta via.

Por isso, é importante que haja uma boa higiene dos parceiros e o uso de preservativo. Lembrando que nunca se deve ter uma relação anal seguida de uma vaginal, sem que seja trocado o preservativo e feita a devida higiene com água e sabonete. A evacuação antes da relação também é importante para se evitar que fezes surjam durante o ato. A pessoa que penetrou deve sempre urinar após o sexo e limpar o pênis.

Abaixo, mais dicas para aumentar a segurança no sexo anal:

Evite o sexo oral ou vaginal após a penetração do pênis no canal anal até que seja colocado um novo preseervativo. 
Use bastante lubrificante para reduzir o risco de fissuras no tecido anal. Juntamente com o preservativo de látex, usar sempre lubrificante a base de água. 
Estar relaxado durante a penetração pode evitar o aparecimento de fissuras. 
Pare se sentir dor durante a prática anal. 
Se houver sangramento após o ato ou você notar feridas ou caroços ao redor do ânus, consulte um médico o mais rápido possível. 


Fontes:


domingo, 22 de março de 2015

Pesquisa: soja vira "fábrica de proteína" contra o HIV


Uma pesquisa realizada em parceria entre a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF), o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, sigla em inglês) e a Universidade de Londres conseguiu comprovar que sementes de soja geneticamente modificadas constituem, até o momento, a biofábrica mais eficiente e uma opção viável para a produção em larga escala da cianovirina – uma proteína extraída de algas – muito eficaz no combate ao vírus HIV. O resultado inédito é tema de artigo da revista norte-americana Science (número 6223 Vol. 347 página 733, seção Editors choice).

A pesquisa, que começou a ser desenvolvida em 2005, se baseia na introdução da cianovirina, uma proteína presente em algas que é capaz de impedir a multiplicação do vírus HIV no corpo humano, em sementes de soja geneticamente modificadas para produção em larga escala. O objetivo final é o desenvolvimento de um gel, capaz de eliminar o vírus, para que as mulheres apliquem na vagina antes do relacionamento sexual.

Segundo Elíbio Rech, coordenador dos estudos na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e um dos autores do artigo, foram realizados testes com outras biofábricas, como plantas de tabaco (N. tabacum e N. benthamiana), bactéria (E. coli) e levedura (S. cerevisiae). Entretanto, a única biofábrica que mostrou ser uma opção viável para a produção de cianovirina foi a semente de soja transgênica porque permite que a proteína seja largamente escalonada até a quantidade adequada. Aliado a esse fato está o benefício do baixo custo do investimento requerido na produção da matéria prima para extração da molécula.

Para se ter uma ideia do potencial da soja como fábrica biológica para produção da cianovirina, no resumo do artigo publicado na Science, os cientistas afirmam que "grosso modo, se a soja GM for plantada em uma estufa menor do que um campo de beisebol (97,54 metros) é possível fornecer cianovirina suficiente para proteger uma mulher 365 dias por ano durante 90 anos".
Fábricas biológicas para produção de medicamentos

Rech explica que os efeitos positivos da cianovirina contra o HIV já estavam comprovados desde 2008 a partir de testes realizados com macacos pelo instituto norte-americano. A capacidade natural dessa proteína, extraída da alga azul-verde (Nostoc ellipsosporum), de se ligar a açúcares impedindo a multiplicação do vírus já é conhecida pela comunidade científica mundial há mais de 15 anos. "O que faltava era descobrir uma forma eficiente e econômica para produzir a proteína em larga escala", completa.

A utilização de plantas, animais e microrganismos geneticamente modificados para produção de medicamentos faz parte de uma plataforma tecnológica com a qual o pesquisador vem trabalhando desde a década de 1990. "As biofábricas ou fábricas biológicas são capazes de expressar moléculas de alto valor agregado com custos baixos e, por isso, são opções viáveis para produção de insumos, como medicamentos e fibras de interesse da indústria, entre outros", afirma. Além disso, valorizam ainda mais o agronegócio brasileiro, já que permitem a agregação de valor a produtos agropecuários, como plantas, animais e microrganismos. Por isso, ele acredita que o cenário no Brasil daqui a dez anos será totalmente influenciado pela biogenética.

A expectativa da Embrapa ao investir em pesquisas com biofármacos, como explica Rech, é fazer com que esses medicamentos cheguem ao mercado farmacêutico com menor custo, já que são produzidos diretamente em plantas, bactérias ou no leite dos animais. Existem evidências de que a utilização de biofábricas pode reduzir os custos de produção de proteínas recombinantes em até 50 vezes.

Ele explica que as plantas produzem proteínas geneticamente modificadas, idênticas às originais, com pouco investimento de capital, resultando em produtos seguros para o consumidor. Além disso, representam um meio mais barato para a produção de medicamentos em larga escala, pois como não estão sujeitas à contaminação, evitam gastos com purificação de organismos que são potenciais causadores de doenças em humanos. Sem falar na facilidade de estocagem e transporte.




Fonte: 



domingo, 15 de março de 2015

Câncer do colo de útero

O câncer do colo uterino é um dos principais problemas que afetam as mulheres atualmente no país. Segundo dados da Estimativa 2014- Incidência de Câncer no Brasil - do Ministério da Saúde em conjunto com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), esta patologia tem grande relevância por seu perfil epidemiológico no país.

Em especial o Câncer do colo de útero apresenta uma vasta distribuição ao longo do território nacional: ocupando o primeiro lugar na região Norte (24 casos/100 mil). Em sequência, nas regiões Centro-Oeste (22 casos/100 mil) e Nordeste (19 casos/100 mil). Na região Sudeste (10 casos /100 mil) é o quarto, e na região Sul (16 casos /100 mil), o quinto mais incidente.


No ranking geral do país, o Câncer uterino é o terceiro colocado que mais acomete a população feminina, na primeira colocação está o de mama e a segunda posição é o de colorretal. A cartilha da Estimativa 2014 -Incidência de Câncer no Brasil - é divulgada a cada dois anos e por este motivo seus dados ainda valem para o ano de 2015 até que a próxima cartilha seja elaborada.

Dicas de como se cuidar contra o Câncer do colo de útero!

Fatores de risco

• Baixas condições sócio-econômicas;
• Baixa imunidade;
• Início precoce da atividade sexual;
• Multiplicidade de parceiros sexuais;
• Tabagismo;
• Higiene íntima inadequada;
• Uso prolongado de contraceptivos orais;
• Infecção por HPV;
• Entre outros.

HPV e Câncer do colo uterino

O câncer cervical, ou uterino, pode ser causado pela infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano - HPV. A infecção genital por este vírus é muito frequente entre as mulheres e não causa doença na maioria das vezes se houver um tratamento e acompanhamento adequados. Entretanto, em alguns casos, podem ocorrer alterações celulares e evoluir para o câncer. Por este motivo o exame preventivo (conhecido também como Papanicolau) é imprescindível entre as mulheres em idade fértil. 

É importante a realização periódica deste exame visto que o disgnóstico precoce aumenta as chances de cura da doença. Apesar de existir diversos subtipos diferentes desse vírus HPV, somente alguns estão associados ao câncer de colo uterino. São classificados como de alto risco os subtipos 16, 18, 45, 56.


Sintomas

• Sangramento vaginal
• Corrrimento vaginal de cor escura e com mau cheiro (geralmente)
• Dores lombares
• Dores abdominais
• Desconforto e/ou desconforto durante as relações sexuais
Ou pode ainda ser assintomático (ausência de sintomas). 

Prevenção 

O Câncer de colo de útero é um grave problema de saúde pública no Brasil. Neste sentido, o INCA teve papel fundamental na inclusão das ações de controle de câncer entre os 16 Objetivos Estratégicos do Ministério da Saúde para o período de 2011-2015, com destaque para a ampliação do acesso, diagnóstico e tratamento em tempo oportuno dos cânceres de mama e do colo do útero. No entanto, a prevenção tem se mostrado como a estratégia mais eficaz contra esta doença. 


O uso da camisinha é a melhor forma de prevenção! Use camisinha! 

Além disso, a realização do Exame Preventivo faz se de grande importância para a saúde da mulher. Cuide-se! Previna-se!


Fontes: 





quinta-feira, 12 de março de 2015

Câncer de pênis

O câncer de pênis é um tumor raro, com maior incidência em homens a partir dos 50 anos, embora possa atingir também os mais jovens. Está relacionado às baixas condições socioeconômicas e de instrução, à má higiene íntima e a homens que não se submeteram à circuncisão (remoção do prepúcio, pele que reveste a glande – a “cabeça” do pênis). O estreitamento do prepúcio é um fator de predisposição ao câncer peniano. Estudos científicos também sugerem a associação entre infecção pelo vírus HPV (papilomavírus humano, principalmente pelos tipos 16 e 18) e o câncer de pênis.

No Brasil, esse tipo de tumor representa 2% de todos os tipos de câncer que atingem o homem, sendo mais frequente nas regiões Norte e Nordeste.



Fatores de risco

1) Fimose que impede a exposição da glande (cabeça do pênis) por causa do estreitamento do prepúcio (a pele que reveste a glande);

2) Acúmulo de esmegma (secreção branca resultante da descamação celular);

3) Higiene local precária;

4) Falta de informação;

5) Má situação socioeconômica e educacional das pessoas, em geral moradoras das regiões mais carentes.


Sintomas

O sintoma mais comum é o aparecimento de uma ferida avermelhada, que não cicatriza, ou de um pequeno nódulo, na glande, no prepúcio ou no corpo do pênis. Inicialmente, essas lesões podem não doer, o que retarda o diagnóstico. Outros sintomas são manchas esbranquiçadas ou perda de pigmentação na glande, presença de esmegma com cheiro forte e de gânglios inguinais inchados na virilha.

Diagnóstico

O exame clínico e o resultado da biópsia são elementos fundamentais para o diagnóstico de um tumor maligno no pênis. Quanto mais precocemente ele for feito, melhor será a resposta ao tratamento. 

Tratamento

Nas lesões iniciais, o tumor e uma pequena parte dos tecidos ao redor podem ser removidos cirurgicamente ou por ressecção a laser. A preocupação é sempre preservar a maior quantidade possível do tecido peniano, de forma a manter as funções sexuais e urinárias. A remoção completa do pênis e dos gânglios inguinais só é indicada nas fases mais avançadas da doença.


*Use camisinha nas relações sexuais;
* Não adie a visita ao médico se notar qualquer alteração no pênis.


Fontes: 





domingo, 8 de março de 2015

Campanha de vacinação contra o HPV inicia segunda-feira (09/03)

Nesta segunda-feira, dia 09 de março, será iniciada a mais uma fase da Campanha de Vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV), o principal responsável pelo câncer do colo do útero.

A vacina contra o HPV já faz parte do calendário de vacinação regular do Sistema Único de Saúde (SUS).

Neste ano, o público alvo da campanha, são meninas na faixa etária compreendida entre 9 anos à 13 anos 11 meses e 29 dias, além de mulheres com idade até 26 anos que sejam portadoras do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV).



A vacina é manipulada em três doses. Devem ser vacinadas as adolescentes de até 13 anos, 11 meses e 29 dias que ainda não tenham recebido a primeira dose. As meninas com 14 anos de idade que iniciaram o esquema vacinal deverão receber a segunda dose e seguir o esquema vacinal recomendado. O mesmo procedimento deverá ser realizado com mulheres vivendo com HIV que completaram 27 anos, que já tinha iniciado o esquema vacinal aos 26 anos. Mulheres de 9 (nove) a 26 anos de idade vivendo com HIV que já tenham tomado duas doses da vacina, tomar a terceira dose respeitando o prazo de 120 dias entre a  segunda e  terceira dose.

A vacina é utilizada para a proteção contra as infecções causadas pelo vírus, que está relacionada a vários tipos de câncer, entre eles o do colo do útero, boca e garganta. O câncer do colo do útero é considerado o terceiro mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e colorretal. Estimativas da Organização Mundial de Saúde apontam que 290 milhões de mulheres no mundo sejam portadoras da doença e que, todos os anos, 270 mil morrem devido a esse tipo de câncer.

O Ministério da Saúde pretende vacinar 80% do público-alvo. Para ficar dentro dos valores estipulados, Minas Gerais terá que imunizar 478.679 meninas de 9 a 11 anos e 1.815 mulheres que convivem com o HIV/Aids. Na primeira etapa da campanha contra o HPV, iniciada em março de 2014, foram vacinadas 497.449 (103%) meninas de 11 a 14 anos no estado, superando a meta de 80%. A vacinação ocorreu nas escolas e nas unidades básicas de saúde. No entanto, para a segunda dose, apenas 326.452 meninas mineiras (67%) retornaram às unidades de saúde. 

A infecção pelo vírus HPV é considerada comum. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos do vírus em algum momento da vida e essa porcentagem pode ser ainda maior em homens. Estima-se que entre 25% e 50% da população feminina e 50% da população masculina em todo o mundo esteja infectada pelo HPV.

Fontes: