quarta-feira, 25 de maio de 2016

AFINAL, O QUE É A SUPERGONORREIA?

1. O que é a Gonorreia?

A Gonorreia, também chamada de blenorragia, uretrite gonocócica, esquentamento, é uma doença infectocontagiosa sexualmente transmissível, causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae que infecta especialmente a uretra, canal que liga a bexiga ao meio externo. Ela ocorre quando o gonococo se liga por meio das fímbrias às células mucosas do epitélio. Esta doença se caracteriza pela liberação de pus, sendo liberado, pois a invasão da bactéria no órgão genital desencadeia uma inflamação. Em homens, uma única exposição não protegida resulta em infecção com gonorreia 20 a 35% das vezes. As mulheres tornam-se infectadas em 60 a 90% das vezes com uma única exposição.

2. Quais os sintomas da doença?

 Os homens normalmente sentem dor ao urinar e saída de secreção purulenta pela uretra. Cerca de 80% dos homens infectados mostram estes sintomas após um período de incubação de apenas alguns dias; a maioria mostra sintomas em menos de uma semana.
Em mulheres, a doença, na maioria dos casos, é assintomática. Somente a cervice é infectada.

3. Se a gonorreia não for tratada, o que pode ocorrer?

Em homens e mulheres, a gonorreia não tratada pode se disseminar por meio da corrente sanguínea, se espalhando pelo corpo e se tornar uma doença grave. Complicações da gonorreia podem envolver as articulações, o coração, os olhos, a faringe, a pele e outras partes do corpo.
Ainda, nos homens, a infecção pode alcançar o testículo e o epidídimo e pode causar infertilidade. Nas mulheres, chega ao útero, às trompas e aos ovários e provoca um processo inflamatório que, além da infertilidade, é responsável por uma complicação grave, às vezes, fatal, chamada doença inflamatória da pélvis.

4. Quais os meios de transmissão?

As infecções gonorreicas podem ser adquiridas por meio do sexo oral, vaginal e anal, além disso, ela pode ser transmitida para a criança pela mãe durante o parto. O aumento da atividade sexual com múltiplos parceiros e o fato de que a doença na mulher pode ser assintomática, contribuíram consideravelmente para o aumento da incidência de gonorreia e outras DST, no mundo. O uso de contraceptivos orais também contribuiu para esse aumento, pois eles são usados, atualmente, em substituição a preservativos, o qual ajuda a prevenir a transmissão da doença.

5. Qual é o tratamento?

As diretrizes para o tratamento da gonorreia requerem constante revisão devido ao surgimento de resistência. Para a gonorreia que afeta a região anal e genital, a recomendação atual é inicialmente utilizar as cefalosporinas, como a ceftriaxona ou o cefixime em associação com azitromicina. É também é necessário tratar parceiros sexuais de pacientes, para diminuir o risco de reinfecção e a incidência de DST em geral.

6. Afinal, o que é a supergonorreia?

A bactéria Neisseria gonorrhoeae, nos últimos tempos, tem demonstrado resistência aos antibióticos disponíveis, causando grande preocupação às autoridades da área da saúde.
Essa preocupação ocorre, pois houve grande aumento da doença desde 2008. Segundo relatório recente do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças, o número de casos de gonorreia na Europa cresceu em 79%, já nos EUA houve um aumento de 8,2% dos casos, entre 2009 e 2013.
A resistência aos antibióticos veio em virtude à grande incidência de casos, ou seja, à maior circulação de bactérias, juntamente com o uso incorreto do antibiótico, há o aumento da pressão seletiva para que sobrem somente as mais resistentes.
Sendo assim, vários especialistas dizem que é só questão de tempo para que a doença fique sem tratamento. Isso tem grandes chances de acontecer, pois as indústrias farmacêuticas não estão mais investindo em pesquisa para novos antibióticos. Pois, além destas pesquisas serem caras, os micro-organismos ficam rapidamente resistentes a eles.
Atualmente, duas drogas - azitromicina e ceftriaxona - são usadas conjuntamente para o tratamento da gonorreia. Porém, agora, a bactéria criou resistência à azitromicina, e essa resistência está se espalhando. Os médicos receiam ser uma questão de tempo até que o mesmo ocorra com a ceftriaxona.
Médicos britânicos de renome alertam que se surgirem variedades de gonorreia resistentes tanto à azitromicina quanto à ceftriaxona, as opções de tratamento serão limitadas já que não existe nenhum antibiótico disponível para tratar esse tipo de infecção. Então, é necessário que a população pratique sexo seguro para minimizar o risco de contágio.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Depilação pode aumentar riscos de se contrair DST?


Quando o assunto é depilação íntima, a mulherada costuma se dividir. Há quem prefira algo mais naturalista, retirando o mínimo de pelos possível, quem opte por manter um filete de fios na região frontal e também quem seja adepta da depilação completa, prova disso é a técnica popularizada como “brazilian wax”, que vêm conquistando mais e mais adeptas no exterior.
Conservar a pele lisinha pode ser a preferência de muitas mulheres, mas o que nem todas sabem é que a ausência de pelos pubianos pode ocasionar problemas à saúde, incluindo inflamações e contaminação de doenças sexualmente transmissíveis (DST).
Uma recente revisão de estudos, publicada no jornal JAMA Dermatology, mostrou que a prática de depilação pode estar relacionada a um maior risco de contrair as DST pois, evidências mostram que o ato de remover os pelos pubianos pode causar déficits na barreira mucocutânea, uma membrana da pele, o que facilita a entrada de vírus ou bactérias no corpo. Além disso, a prática pode causar microtraumas na região, aumentando os riscos de desenvolver foliculite, infecções e até queimaduras.
Segundo o ginecologista Elson Almeida do Hapvida Saúde, os pelos servem como uma defesa para o organismo e a depilação íntima completa, ou seja, remoção total de todos os pelos pubianos deixa esta região mais exposta ao ambiente externo, aumentando a possibilidade de contaminações. Com a retirada dos pelos, bactérias tem livre acesso para à região interna da pele, podendo ocasionar inflamação ou infecção, que precisará de acompanhamento médico. O atrito direto com a calcinha ou absorventes são outros fatores que aumentam a umidificação do local, responsáveis pela proliferação de bactrérias, explica o ginecologista.

Mas a depilação faz mal para a saúde?
De acordo a ginecologista Dra. Lilian Fiorelli (especialista em sexualidade humana da Alira Medicina Clínica), sozinha, a depilação não traz riscos à saúde da mulher. No entanto, é importante redobrar a atenção com a higiene, com os materiais utilizados para a depilação e com os cuidados pós-depilatórios (como evitar roupas apertadas, exposição ao sol e cremes que possam causar alergia, por exemplo). Desde que tomados os cuidados e que não haja predisposição a foliculites, a mulher pode se depilar tranquilamente.

Pode depilar antes do sexo?

Qualquer método de depilação agride a pele de alguma maneira e a recuperação leva algum tempo. Essa sensibilidade pode ser a porta de entrada para alguns microrganismos que causam doenças. "A depilação deixa os poros abertos e isso favorece a entrada de bactérias, o que se agrava caso a mulher já tenha predisposição à foliculite", explica a ginecologista Dra. Lilian Fiorelli. Para se livrar desses riscos, o ideal é dar um tempo para a pele se recuperar. "Se a mulher puder fazer essa depilação uns 2 dias antes da relação sexual é melhor. Já é tempo suficiente para diminuir a reação inflamatória local causada pela depilação", afirma a ginecologista.

Como se contrai DST a partir da depilação?
Segundo Robert T. Brodell (chefe da divisão de dermatologia no Centro Médico da Universidade de Mississippi, nos Estados Unidos),durante a depilação pequenos cortes na pele podem ocorrer, além de escoriações minúsculas, tornando mais fácil ao vírus ou bactéria estabelecer infecções caso haja contato com alguém portador de DST. Por esse motivo é imprescindível o uso do preservativo no momento da relação sexual. O alerta sobre a depilação não exclui outros cuidados. “O pelo em si não é uma barreira defensiva”. Portanto, recomenda-se não fazer sexo com alguém que tenha verrugas na pele e nem compartilhar lâminas e toalhas.


http://www.hospitalsantacruz.com/index.php?option=com_content&view=article&id=1025%3Adepilacao-dst-mulheres-higiene-saude&catid=10%3Asaude-e-midia&Itemid=198&lang=pt

http://www.bolsademulher.com/amor-e-sexo/depilacao-antes-do-sexo-pode-aumentar-risco-de-doenca-e-diminuir-prazer-entenda

segunda-feira, 16 de maio de 2016

É correto lavar calcinha no banho?

É muito prático aproveitar o momento do banho para lavar a calcinha, no intervalo do xampu e condicionar, além de adiantar o trabalho de lavanderia posteriormente. Mas será que essa prática não tem problema?

Lavar a calcinha no banho pode parecer uma economia de tempo e sabão em pó, mas para limpar adequadamente as roupas que terão contato com as partes íntimas é preciso tomar certos cuidados para que o hábito não leva a irritações, corrimentos, coceiras e alergias na vagina.

Assim segundo a Dra. Bárbara Murayama, ginecologista do Hospital 9 de Julho – SP, o problema não é ter o hábito de lavar a calcinha durante o banho, e sim deixar a calcinha secando no box, porque pode ficar repleta de fungos e provocar infecções vulvares e vaginais.

Dessa maneira, tanto a Dra. Murayama e o biomédico Roberto Martins Figueiredo conhecido como Dr. Bactéria, frisaram algumas regras para ter o devido cuido ao lavar a roupa íntima.


Qual o produto ideal para lavar a calcinha?
Segundo a ginecologista, não é correto utilizar produtos destinados ao corpo para a higienização da calcinha, pois estes não são específicos para a saúde íntima e não são planejados para pH específico da vagina, não mantendo dessa maneira a flora de bactérias e microrganismos específicos, podendo causar coceira, corrimento e queimaduras em contato com a região da vagina.
Assim, o melhor é utilizar sabão líquido neutro, sem perfume e sem cor, evitando fatores alergênicos. Também pode-se usar o sabonete líquido próprio para áreas íntimas ou sabonetes feitos para limpeza de calcinhas, desde que enxague bem para não deixar resíduos. “É bom observar se o produto tem ação de desinfecção, o que é importante para evitar processos infecciosos como candidíase e HPV", lembra Figueiredo.


Posso deixar a calcinha secando na torneira do chuveiro?
Nem na torneira nem na porta do box. Lugar de calcinha molhada não é no banheiro. "O local não é ventilado, tem alta umidade e a presença de água pode levar a proliferação de fungos, como o causador de corrimentos", afirma o biomédico. "Deixar no banheiro é um erro! O ideal é secar calcinhas no sol e em lugares arejados, para evitar os germes. Além de se tornar um alvo de fungos, no banheiro tem o vaso sanitário, que pode espalhar bactérias na calcinha e causar infecções vaginais", diz a ginecologista.


Lavar com água quente é melhor do que com água fria?
A água quente ajuda se estiver fervendo. "Água morna não esteriliza ou extermina as bactérias. Você pode usar água fria, deixar secando no sol e depois passar o ferro, assim seria perfeito", explica Bárbara. 


Secar a calcinha com secador ajuda de alguma forma?
Infelizmente o secador não atinge o calor necessário para eliminar as bactérias, o melhor a se fazer é usar um ferro no forro da calcinha, para desinfetar a área que entra com contato com a vagina. Entretanto, em casos de emergência ou de viagem que haja a necessidade de larvar a calcinha em um hotel, usar o secador é muito melhor que deixar secando em ambiente úmido.


Qual é o melhor jeito de lavar as roupas íntimas?
"A melhor forma é usar máquinas de lavar que consigam chegar aos 60°C por 30 minutos, mas também podemos imergir as peças em um produto desinfetante (próprio para tecidos) e depois lavar na mão ou em qualquer máquina", afirma Figueiredo. Lembre-se de que o amaciante e sabão em pó devem ser evitados por conter agentes alergênicos. “O sabão em pó deixa resíduos por mais que a gente enxague. Confie no sabão líquido para roupas delicadas", aconselha a ginecologista.


Na máquina, pode misturar calcinhas com outras roupas?
Não é o ideal. Quando lava-se calcinhas com calças na máquina, por exemplo, pode acabar sujando a roupa íntima, misturando os germes e a sujeira. Como a vagina é mais sensível, pode causar infecções. Porém, tudo o que tem contato apenas com seu corpo, como sutiã, pijama e até lençóis, podem ser lavados com calcinhas (desde que sem sabão em pó ou amaciante).



Por Maria Júlia Marques
http://noticias.uol.com.br/saude/listas/toda-mulher-ja-fez-isso-mas-sera-que-e-certo-lavar-calcinha-no-banho.htm

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Entenda a diferença entre herpes labial, genital e zóster


Existem oito diferentes vírus da família Herpes que podem causar doença em humanos. Dentre eles, os Herpes tipo 1, 2 e 3 provocam quadros semelhantes de lesões de pele que podem reaparecer após um período variável de ausência de sintomas.

O Herpes tipo 1 é responsável pelo quadro de herpes oral, que se caracteriza por vermelhidão, ardor e pequenas bolhas preenchidas com líquido claro, comumente na região do lábio ou na parte interna da boca. Geralmente, o primeiro contato com o vírus ocorre durante a infância, através de secreções orais. Em seguida, o vírus se aloja em um neurônio e lá pode permanecer durante toda a vida do indivíduo sem causar qualquer sintoma, em um estado que chamamos de latência.

O Herpes tipo 2, por outro lado, é o principal responsável pelo quadro de herpes genital. Observamos também vermelhidão, ardor e pequenas bolhas com líquido claro na região da vulva, pênis ou ânus, ou ainda em regiões como nádegas e virilha. Em geral, o primeiro contato com o vírus ocorre na adolescência ou início da vida adulta e as lesões podem ser intensas a ponto de provocar ardor para urinar e desconforto que impede as relações sexuais. Além disso, a presença de lesões pelo Herpes tipo 2 aumenta o risco de contágio por outras doenças sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV.

O Herpes tipo 3 é mais conhecido como vírus da varicela, ou vírus da catapora. A infecção inicial ocorre frequentemente durante a infância, através do contato com secreções orais, e é seguida pelo quadro clássico da catapora, com lesões avermelhadas espalhadas pelo corpo e pequenas bolhas com líquido claro.

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O vírus da varicela também estabelece latência em neurônios e pode reativar-se anos depois, dessa vez com vermelhidão, dor intensa e bolhas restritas ao território correspondente ao nervo acometido. A distribuição das lesões na pele é bastante característica dessa doença, popularmente conhecida como “cobreiro”, ou Herpes Zóster.

Nesse caso, o tratamento antiviral é prontamente indicado para acelerar a cicatrização e reduzir a dor. Entretanto, mesmo com tratamento, há pessoas que permanecem com dor de difícil controle vários meses ou anos depois da resolução das lesões de pele.

É essencial destacar que uma infecção por vírus da herpes não tem cura e o vírus permanece no corpo para sempre. Ele "se esconde" em certos tipos de células nervosas e causa mais crises em algumas pessoas que em outras. As crises podem ser ativas pelo estresse, cansaço, exposição ao sol e até mesmo outras infecções, como a gripe. A medicina alivia os sintomas e reduz a vida útil das irritações e bolhas, mas não elimina a infecção. Outras variações do vírus da herpes, chamada varicella zoster , causa o sarampo e a herpes zoster.

Perguntas mais frequentes:

Qual o tratamento?
O tratamento em geral, tanto do tipo 1, quanto do tipo 2 é tópico, para aliviar a dor e os sintomas, com pomada antiviral aciclovir. O surto dura de 7 a 14 dias. Se demorar para cicatrizar, pode ser usado antiviral vira oral, o aciclovir, valaciclovir, famciclovir ou penciclovir. "Quando se faz uso do medicamento oral, já nos primeiros sintomas antes da bolha, aborta-se o ciclo e quando ele aparece, é cicatrizado mais rápido", explica a médica.

De quanto em quanto tempo tem surto?
A alteração de imunidade é o que determina a frequência dos surtos, que não devem ser mais do que 6 vezes ao ano. Se a pessoa teve gripe ou outra infecção, passou por cirurgia, estresse, ficou muito tempo exposta ao sol, pode ter surto.

Como é diagnosticado no homem e na mulher?
A herpes são pequenas bolhas agrupadas sobre uma mancha vermelha, em qualquer lugar da pele, em especial nas mucosas do lábio ou órgãos genitais.

Pode levar a uma doença mais grave?
A primeira infecção é mais perigosa, principalmente em crianças. "Elas podem ter gengivoestomatite, sangramento na gengiva que pode durar de 7 a 14 dias".

Há perigo na gravidez?
O maior risco é o herpes genital na gravidez, por isso mulheres que têm o herpes na região genital não devem fazer parto normal. O bebê pode ter sequelas neurológicas, com retardos ou convulsões, se a bolsa romper.

Existe vacina?
Ainda não existe vacina disponível na rede pública.

Há algum alimento para prevenir?
Alimentos com bastante aminoácido lisina, como carne vermelha, peixe, frango, leite e derivados, ovos, batata e soja, previnem a herpes. Casos graves podem contar com suplementação do aminoácido.

O que é herpes zoster? É herpes? Herpes pode dar no cérebro?
O herpes zoster é o mesmo vírus da catapora, que se aloja no cérebro. Geralmente ele é desenvolvido como uma comorbidade em pacientes com câncer, idosos ou desnutridos.


Fontes:

terça-feira, 26 de abril de 2016

H1N1, dúvidas frequentes!

1-   O que é Influenza A/H1N1?
A gripe H1N1 consiste em uma doença causada por uma mutação do vírus da gripe. Também conhecida como gripe Influenza tipo A ou gripe suína, ela se tornou conhecida quando afetou grande parte da população mundial entre 2009 e 2010.Os sintomas da gripe H1N1 são bem parecidos com os da gripe comum e a transmissão também ocorre da mesma forma. O problema da gripe H1N1 é que ela pode levar a complicações de saúde muito graves, podendo levar os pacientes até mesmo à morte.

2-   O vírus é contagioso?

A transmissão ocorre da mesma forma que a gripe comum, ou seja, por meio de secreções respiratórias, como gotículas de saliva, tosse ou espirro, principalmente. Após ser infectada pelo vírus, uma pessoa pode demorar de um a quatro dias para começar a apresentar os sintomas da doença. Da mesma forma, pode demorar de um a sete dias para ser capaz de transmiti-lo a outras pessoas. É importante ressaltar que, assim como a gripe comum e outras formas da doença, a gripe H1N1 também é altamente contagiosa.

3-Quais são os sinais e sintomas da Influenza A/H1N1?

Os sintomas da gripe H1N1 nos seres humanos são similares aos sintomas da influenza humana comum, e incluem febre, tosse, garganta inflamada, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fadiga. Algumas pessoas relatam diarréia e vômitos associados à gripe.  A exemplo da influenza sazonal, a gripe suína pode causar uma piora de doenças crônicas já existentes.

4-   Quais são os grupos de risco?

Gestantes, doentes crônicos, crianças pequenas, pessoas com obesidade e com outros problemas respiratórios também estão entre os grupos mais vulneráveis para gripe H1N1.

5-   Como facilitar o diagnóstico?

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:
·       Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
·       Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
·       Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.
O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:
·       Quais são seus sintomas?
·       Quando seus sintomas surgiram?
·       Você manteve contato próximo com alguém que estava doente?
·       Você esteve recentemente em locais fechados ou com aglomerados de pessoas?
·       Você sente falta de ar? Com que frequência?
·       Você tomou vacina para gripe H1N1?

6-   O diagnóstico é realizado como?

A suspeita de gripe H1N1 ocorre em pessoas com quadro de sinais e sintomas compatíveis aos de gripe, mas com as complicações típicas da H1N1. Nestes casos, o médico deverá coletar uma amostra de secreção do paciente e enviá-la para análise minuciosa no laboratório.

7-   Tratamento é realizado como?

A maioria dos casos de gripe H1N1 foi sanada completamente sem a necessidade de internação hospitalar ou do uso de antivirais. Em alguns casos, no entanto, o uso de medicamentos e a observação clínica são necessários para garantir a recuperação do paciente.

8-Como conviver e quais os possíveis danos à saúde?

Uma pessoa diagnosticada com gripe H1N1 deve permanecer em casa, afastado do trabalho ou da escola, e evitar locais com acúmulo de pessoas. Repouso e manter boa hidratação são duas dicas importantes para garantir a recuperação. A principal complicação decorrente de gripe H1N1 consiste em crises de insuficiência respiratória, que podem levar o paciente a óbito se não forem tratadas imediatamente e em caráter de urgência.

9-Como é realizada a prevenção?

A prevenção de gripe H1N1 segue as mesmas diretrizes da prevenção de qualquer tipo de gripe, só que o cuidado deve ser redobrado:
·       Evite manter contato muito próximo com uma pessoa que esteja infectada
·       Lave sempre as mãos com água e sabão e evite levar as mãos ao rosto e, principalmente, à boca
·       Leve sempre um frasco com álcool-gel para garantir que as mãos sempre estejam esterilizadas
·       Mantenha hábitos saudáveis. Alimente-se bem e coma bastante verduras e frutas. Beba bastante água
·       Não compartilhe utensílios de uso pessoal, como toalhas, copos, talheres e travesseiros
·       Se achar necessário, utilize uma máscara para proteger-se de gotículas infectadas que possam estar no ar
·       Evite frequentar locais fechados ou com muitas pessoas
·       Verifique com um médico se há necessidade de tomar a vacina que já está disponível contra a gripe H1N1.

10- Qual vacina é utilizada e vacinação como é realizada?

As vacinas são trivalentes, ou seja, imunizam contra três tipos de vírus diferentes. A composição da vacina é recomendada anualmente pela OMS, com base nas informações recebidas de todo o mundo sobre a prevalência das cepas circulantes. Dessa forma, a cada ano a vacina da gripe muda, para proteger contra os tipos mais comuns de vírus da gripe naquela época. No Brasil, utilizam-se apenas as vacinas de vírus fracionados ou de subunidades. Qualquer um desses dois tipos pode ser utilizado em todas as idades. Na composição das vacinas entram antibióticos, tais como a neomicina e a polimixina, e o timerosal como conservante. As vacinas contra influenza têm sido fornecidas em seringas já preparadas com 0,25ml e 0,5ml, bem como em frascos multidoses.
A vacinação normalmente é oferecida na rede pública para pessoas dentro dos grupos de risco, ou seja:
·       Crianças entre 6 meses e 5 anos
·       Idosos acima de 60 anos
·       Gestantes
·       Portadores de doenças crônicas, como bronquite e asma.
Quem não se encaixa nesses grupos, mas quer se prevenir, deve buscar a vacina em clínicas particulares.


REFERÊNCIAS


quinta-feira, 21 de abril de 2016

O PILATES E SUA IMPORTÂNCIA PARA A SAÚDE DA MULHER: ENTREVISTA COM ESPECIALISTA.


O projeto DST/HV entrevistou a Fisioterapeuta Especialista em Pilates Sandra Aparecida Dias e obteve INFORMAÇÕES importantes EM ESPECIAL para as MULHERES!




ENTREVISTA

Projeto DST/HV: Os fisioterapeutas são muito conhecidos por trabalharem na reabilitação de pacientes e também em atividades especiais, como é o caso do PILATES. O que é o PILATES?
Sandra: O PILATES é um método de condicionamento físico e mental criado por Joseph Pilates. É uma atividade física que promove o fortalecimento e o alongamento por meio de exercícios que parecem suaves mas que, na verdade, são muito concentrados. O pilates também ensina o controle total da musculatura, respiração e concentração.


Projeto DST/HV: A gestação é uma fase muito especial na vida de cada MULHER, mas que, as vezes, gera alguns receios. A mulher pode praticar o PILATES mesmo durante a gestação?
Sandra: Sim. No período gestacional, o PILATES pode ser praticado a partir do terceiro mês com indicação e liberação do médico de maneira modificada para aliviar as dores e sobrecargas causadas pelo aumento de peso, preparando a mãe para um parto mais tranqüilo. É importante ressaltar ainda, que ele ajuda efetivamente na recuperação mais rápida no pós-parto.


Projeto DST/HV:  Sandra, é de conhecimento popular que o PILATES faz bem à saúde, mas quais são os reais benefícios do pilates para a saúde da mulher?
Sandra: O PILATES tem muitos benefícios para o corpo no geral e para ambos os sexos, promovendo o auto-conhecimento, fortalecimento da musculatura, melhorando a flexibilidadee a respiração, reeducando a postura e melhorando até mesmo a circulação sanguínea e linfática. Ele diminui o estresse, melhora e mantem o condicionamento físico dos seus praticantes. Para a mulher, existem benefÍcios adicionais que são causados por esses ganhos, como a melhora da retenção de líquidos, previne as fraturas por osteoporose, ajuda a aliviar os sintomas da TPM eda enxaqueca, e previne e ajuda no tratamento da incontinência urinária.

Projeto DST/HV: Você falou sobre ajudar no tratamento da incontinência urinária. Como isso ocorre?
Sandra: É importante ressaltar que existem vários tipos de incontinência urinária. O PILATES auxilia SOMENTE no tratamento da incontinência urinária ocasionada por FRAQUEZA na musculatura da região pélvica. Este auxílio ocorre pelo fortalecimento da musculatura abdominal e do assoalho pélvico, por meio de inúmeros exercícios realizados durante o PILATES uma vez que EM TODOS os exercícios são requeridos a CONTRAÇÃO do abdomên edo períneo. Os benefícios são vistos tanto na musculatura superficial como na mais profunda, melhorando inclusive o funcionamento da BEXIGA.

Projeto DST/HV: Além da região pélvina, existem outras áreas do CORPO que também podem sentir os benefícios do PILATES?
Sandra: Com certeza! O PILATES ajuda na melhora do ritmo INTESTINAL, ajudando no movimento peristáltico. Nesse sentido, o PILATES ativa o corpo, diminuindo complicações como a constipação intestinal e aumentando o controle do intestino.


Projeto DST/HV: Muitas mulheres buscam formas diferentes de emagrecimento. É verdade que a prática do PILATES pode contribuir no EMAGRECIMENTO?
Sandra: Se a sua circulação linfática esta melhorando, se a sua circulação sanguinea esta fluindo, sua musculatura esta sendo trabalhada e o intestino esta funcionando, isso vai sim auxiliar no emagrecimento, porém o pilates sozinho NÃO emagrece, ele é um complemento. Para o emagrecimento efetivo é preciso uma reeducação alimentar séria e atividade aeróbica.

Projeto DST/HV: O PILATES pode aliviar dores no CORPO?
Sandra: Claro. Por melhorar a circulação na região, ele alivia dores de tensão muscular, que podem ser geradas por fatores como a má postura (em especial no ambinte de trabalho), o stress ou os exercícios físicos feitos de maneira incorreta. E mais que isso, o PILATES pode prevenir as dores causadas por patologias como a TENDINITE, a ARTROSE e a ARTRITE, por exemplo.

Projeto DST/HV: O PILATES cura problemas posturais?
Sandra: O PILATES é um método de CORREÇÃO POSTURAL, então ele vai MELHORAR a angulação da COLUNA. Nesse sentido, é comprovado cientificamente que ele pode ter SIM um resultado de cura uma vez que ele pode REALINHAR a coluna mesmo em casos graves de desvios posturais. É um método tão EFICAZ tanto a reeducação postural global (RPG) ou que o Isostretching.

Projeto DST/HV: Você sabe que nosso projeto se preocupa muito com a PREVENÇÃO das doenças sexualmente transmissíveis (DST). O PILATES pode ter alguma relação com prevenção de alguma DST?
Sandra: Não existe comprovação científica de que haja ligação entre uma coisa e outra, porém, por promover o auto conhecimento, o pilates melhora a auto imagem, fazendo com que a pessoa se PREOCUPE MAIS com as questões relacionadas a saúde, o que inclui também a saúde sexual! E como profissional da saúde eu aconselho USAR PRESERVATIVO EM TODAS RELAÇÕES SEXUAIS!

Nesta imagem é Joseph Pilates quando estava com aproximadamente 70 anos.






Nosso agradecimento especial à Fisioterapeuta instrutora Sandra!






ENTREVISTADA:
Sandra Aparecida Dias
Fisioterapeuta e Especialista em Pilates e Acupuntura
Crefito: 179631-F
Trabalha atualmente na Clínica Reability
Poços de Caldas
Contato: 3721-7069


terça-feira, 19 de abril de 2016

Dúvidas frequentes sobre a camisinha



          A camisinha é o método mais eficaz para se prevenir contra muitas Doenças Sexualmente Transmissíveis, como a AIDS, alguns tipos de Hepatite e a sífilis. Além disso, evita uma gravidez não planejada. Por isso, use camisinha SEMPRE!!! Abaixo seguem dicas e dúvidas mais frequentes sobre o uso da camisinha:




  1. Onde comprar camisinhas?
Na maioria dos lugares, você pode comprar camisinhas não importa a idade. Você pode encontrar em farmácias, drogarias e supermercados. E não há necessidade de receita para consegui-las. Também são distribuídas gratuitamente em centros de planejamento familiar, postos de saúde e Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) e até em universidades.

  1. Qual a forma correta de colocar a camisinha?
Primeiramente, o homem deve colocar a camisinha antes de haver qualquer contato entre o pênis e o corpo da (o) parceira (o). Porque existem fluidos que são liberados do pênis no inicio da ereção e podem causar gravidez ou transmitir uma DST. Para colocar a camisinha opênis deve estar ereto, livre de lubrificantes, cremes ou pomadase a embalagem deve ser aberta com os dedos do lado semi-serrilhado e retirada com cuidado para não rasgar.
Não use os dentes! Isso pode causar pequenas rupturas na camisinha que você pode não notar. Verifique se o anel da camisinha se desenrola facilmente, caso contrário ela está do avesso. Para encontrar o lado certo basta assoprar a ponta. Aperte e segure a ponta com uma das mãos e com a outra desenrole a camisinha até a base do pênis. Após a ejaculação com o pênis ainda ereto retire a camisinha, dê um nó e descarte no lixo. JAMAIS use a mesma camisinha duas vezes.




  1. Como escolher o tamanho ideal?
A medida convencional usada para determinar o tamanho da camisinha é a do diâmetro, cujo valor médio (tradicional) e mais encontrado para o consumidor é de 52 mm. "Entretanto, podem ser adquiridos preservativos de 55 mm (extra) e de 49 mm ('teen'), que devem ser escolhidos de acordo com as dimensões do pênis segundo o urologista Sylvio. Quanto ao comprimento, as camisinhas variam de 16 a 19 centímetros, sendo de extrema importância a certificação do tamanho correto, pois camisinhas maiores do que o tamanho do pênis podem comprometer a proteção. Na dúvida, escolha o tamanho padrão e troque em caso de desconforto. As espessuras das camisinhas também podem variar, sendo as mais finas - modelos "sensíveis" - indicadas para pessoas que perdem a sensibilidade com a camisinha normal e acabam sentindo menos prazer no ato sexual. 




  1. E se ela romper?


Enquanto estiver fazendo sexo, você ou o seu parceiro podem sentir que a camisinha rompeu, mas nem sempre é o caso, então ao final de cada relação sexual é importante checar se a camisinha está integra. Durante o sexo você ou o parceiro podem sentir que ela rompeu nesses casos recomenda-se que pare imediatamente e coloque uma nova camisinha. É muito importante procurar posteriormente um médico para realizar exames de doenças sexualmente transmissíveis que também podem ser realizados através de testes rápidos nos centros de aconselhamento e testagem (CTA) para fazer teste de HIV/DST, também é recomendável o uso de contraceptivo de emergência (pílula do dia seguinte) para evitar o risco de uma gravidez indesejada.


  1. Preciso usar camisinha no sexo oral?

Sim. Algumas doenças e infecções sexualmente transmissíveis como herpes (HPV), podem ser transmitidas através do sexo oral. Portanto é importante usar camisinha durante o sexo oral, tanto o homem quanto a mulher. Dica: A camisinha usada no sexo oral deve ser trocada por outra antes que haja a penetração, pois o atrito com a boca e os dentes podem comprometer a integridade do látex.



  1. E quanto ao sexo anal?

SIM. SEXO ANAL carrega um ALTO RISCO de transmissão de DST, porque a o ânus é uma região muito irrigada, ou seja, com grande número de vasinhos onde circulam o sangue e por ser uma área muito delicada a penetração leva a pequenas fissuras que vão romper esses vasos, deixando o individuo ainda mais exposto as secreções do parceiro. O sexo anal também não vai necessariamente evitar que uma mulher engravide, já que o sêmen pode escapar do ânus e entrar na vagina depois do sexo. Dica: Nesses casos recomenda-se uma camisinha mais resistente já que vai haver mais tensão no momento da penetração. Também é indicado o uso de lubrificantes para minimizar o atrito e facilitar o movimento de entrada e saída do pênis.



  1. É mais seguro usar duas camisinhas?

NÃO!!! A fricção de uma camisinha na outra fará com que as duas se rompam, além de ser desconfortável. Também não se deve utilizar a camisinha masculina e feminina juntas.



  1. O que é camisinha feminina?

A camisinha feminina é como se fosse uma “bolsa” de 15 centímetros de comprimento e oito de diâmetro e possui dois anéis flexíveis. Um é móvel e fica na extremidade fechada, servindo de guia para a colocação da camisinha no fundo da vagina. O segundo, na outra ponta, é aberto e cobre a vulva (parte externa da vagina). É feita de poliuretano, um material mais fino que o látex da camisinha que envolve o pênis. É, também, mais lubrificada.Também serve para se prevenir contra a AIDS, Hepatites Virais e outras DST. Assim como a opção masculina, também evita uma gravidez não desejada. Por ficar dentro do canal vaginal, a camisinha feminina não pode ser usada ao mesmo tempo em que a masculina.



  1. A camisinha protege contra o HPV?

De acordo com Angélica Nogueira, oncologista especialista em tumores ginecológicos e presidente do Grupo Eva (Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos), a camisinha masculina protege parcialmente mulheres e homens do HPV. “A infestação do vírus pode se dar pelo contato da pele da região genital externa e essa área não fica isolada pelo preservativo”, explica. - No entanto, mesmo não protegendo completamente do vírus, ela protege o contato com outras DST e, por isso, seu uso é de extrema importância.
A camisinha feminina, no entanto, abrange uma maior área da vulva e, por isso, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), é mais eficaz para evitar o contágio se usada desde o começo da relação – antes mesmo da penetração.

Ainda ficou alguma dúvida sobre o uso correto da camisinha masculina? Deixe seu comentário abaixo anonimamente e responderemos!

  

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 Bibliografia:
Camisinha feminina\<http://www.aids.gov.br/pagina/camisinha-feminina>/
20 dicas e dúvidas sobre a camisinha. Disponível em: <\http://irresistivel.com.br/20-dicas-e-duvidas-sobre-camisinhas/>
Porque usar a camisinha. Disponível em :<\http://www.aids.gov.br/pagina/por-que-usar/>
Tire 12 dúvidas sobre o uso da camisinha .Parte 01. Disponível em :<\http://www.mergulhadonatv.com.br/2013/06/tire-12-duvidas-sobre-o-uso-da.html.>/
\<http://www.bolsademulher.com/saude/camisinha-nao-impede-contaminacao-por-um-tipo-de-dst-saiba-o-que-fazer>/